Arena Rubro-Negra
·12 de março de 2026
Empate com os mesmos erros: Resultado que desagrada pelo contexto

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·12 de março de 2026

Para a tabela, um resultado aceitável. Para o contexto micro dos Ba-Vis, nem tanto. Por um lado, entendemos que o adversário é melhor; por outro, precisávamos vencer “natoralmente”. O empate, portanto, ofereceu um ponto que definiu um sentimento: o famoso meio-termo.
Jogo diferente do primeiro, mas com questões capitais bem semelhantes. Saímos na frente , levamos o terceiro gol idêntico e do mesmo jogador — só que, dessa vez, nos acréscimos, faltando 40 segundos para terminar a partida e logo após perdermos uma grande chance com Marinho.
O Ba-Vi é isto: os roteiros nunca se esgotam. Com menos de 5 minutos, o meu querido Arcanjo entregou o ‘ouro’ que já estava avisado. Certeza de que há treinamento, porém ele sempre espera até o limite para quebrar a bola quando ela vem recuada. Perdi as contas de quantas vezes ele já deu sustos fazendo isso. Desta vez, deu erro. Contudo, para a felicidade e competência do próprio, salvou sua pele e, principalmente, a nossa. Na hora, a expressão dele disse tudo: ‘fiz uma grande besteira’.
Depois disso, passamos sufoco por alguns instantes, até que os atletas resolveram fazer o que não fizeram no Baiano e o que todos os times fazem em momentos de tensão: cera. Ora, quem diria que isso funcionaria? Respiramos e voltamos mais equilibrados, embora ainda com falhas. Até que, depois de uma jogada de altos e baixos, com lances de Pelé e Kelé, Ramon — o melhor em campo — deu uma cavadinha para silenciar a Fonte. Parabéns, latera. Você acertou tudo.
Na sequência, a infeliz ‘síndrome do protagonista’ veio à tona e não fizemos o dois a zero. É difícil escrever isso porque pedíamos jogadores decisivos e, quando um surge, a gente pede para ele tocar, mesmo estando de frente para o gol. Não me entendam mal, mas vejo um fato: a depender de como o gol acontecesse, teríamos uma definição para tal problemática.
Fizemos, enfim, um jogo mais cascudo, entretanto menos agressivo. No final das contas, esse ponto não será comemorado por ser contra o nosso rival e porque fomos — sobretudo a minha geração — acostumados a vencê-los na Fonte Nova. Agora é ganhar sábado e mudar tudo.
Avante, meu Leão









































