Empresário relembra interesse do Tottenham em promessa da base do Corinthians e explica motivo de não ter agenciado Jô | OneFootball

Empresário relembra interesse do Tottenham em promessa da base do Corinthians e explica motivo de não ter agenciado Jô | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·08 de agosto de 2026

Empresário relembra interesse do Tottenham em promessa da base do Corinthians e explica motivo de não ter agenciado Jô

Imagem do artigo:Empresário relembra interesse do Tottenham em promessa da base do Corinthians e explica motivo de não ter agenciado Jô
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O empresário Wagner Ribeiro concedeu uma entrevista ao Abre Aspas, do ge.globo, e falou sobre os processos de formação dos jovens talentos do futebol brasileiro. Conhecido por ser um dos agentes mais notáveis do mercado nacional, fez parte da gestão de diversos jogadores que passaram pelo Corinthians, sendo um deles Lulinha, que chegou a ser considerado uma grande promessa da base corinthiana, mas acabou não vingando o esperado.

“Existem muitos com quem trabalhei que não chegaram a ser protagonistas, que eram jogadores medianos. Vou dar um nome: Lulinha. Era o protagonista da base do foi campeão sul-americano no Chile pela e todo mundo queria ele no time principal. Eu trouxe uma do Tottenham na época, ele era menor ainda, e até tive um problema com o Leão, porque ele dizia que o Lulinha estava ‘muito verde’. Eu disse ao Nézi Cury, que era o diretor da época: ‘Vamos vendê-lo’. E ele me respondeu: ‘Também não vamos vendê-lo‘”, iniciou.


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Empresário relembra interesse do Tottenham em promessa da base do Corinthians e explica motivo de não ter agenciado Jô

Foto: Agência Corinthians

Mesmo com a recusa do Corinthians em vender o atleta para o futebol do exterior, Wagner Ribeiro revelou que conseguiu uma valorização salarial considerável para o atleta dentro do clube, relembrando seus feitos expressivos quando atuava na base. O agente citou a turbulência institucional do Timão à época como um fator que interferiu em sua trajetória no time principal do Alvinegro.

Fiz um contrato com ele, maravilhoso na época. Ele começou a ganhar R$ 120 mil — para quem ganhava R$ 6 mil, era maravilhoso — e depois chegou a R$ 280 mil. Ele foi para vários clubes e não virou aquilo que eu imaginava, mesmo tendo marcado 297 gols na base e sido destaque na Seleção Brasileira. Eu levei para Portugal, para o Japão, mas ele nunca se firmou. Ele jogou na época em que o Corinthians estava caindo para a Série B, e acho que esse foi o motivo“, disse.

Lulinha era considerado uma das maiores promessas das categorias de base no começo dos anos 2000. Em abril de 2007, ano em que o clube acabou caindo para a segunda divisão pela primeira vez em sua história, fez sua estreia pela equipe profissional, mas não se firmou no time principal. Ao todo, foram quatro gols e 11 assistências em 85 jogos (43 como titular) com a camisa corinthiana, sendo três títulos conquistados: Série B (2008), Campeonato Paulista (2009) e Copa do Brasil (2009).

Embora seu contrato com o Timão tenha se encerrado somente em 2011, sua última partida pelo Alvinegro aconteceu em junho de 2009. Na sequência, acumulou empréstimos para Estoril e Olhanense, ambos de Portugal, além do Bahia. Posteriormente, atuou por clubes como Avaí, Ceará, Criciúma, Botafogo-RJ, Mogi Mirim, Red Bull Brasil, além de experiências no futebol japonês, coreano, Emirados Árabes, Chipre e Indonésia.

Além dos atletas mais consagrados, o empresário também teve decisões difíceis em quais jovens apostar. No bate-papo, citou a vez em que optou por agenciar o meia Élton em vez do atacante Jô, revelado na base do Corinthians e que possui trajetórias em outros clubes do Brasil e do exterior.

“Dei muita sorte, é verdade. Posso citar 15, 20 jogadores famosos. E os 200 e poucos que entraram no escritório e não ficaram famosos? O Lulinha foi um jogador que ficou famoso, mas não chegou no ápice como esses outros. E teve tantos com quem deixei de trabalhar porque não dava para abraçar todos. O pai do Jô foi ao meu escritório e só faltou pedir pelo amor de Deus para ele trabalhar conosco.”

“A gente achava ele bom, mas tinha um menino no Corinthians que se chamava Élton, um baixinho de 1,56 m. Eu brincava com ele: ‘O Jô deve a carreira dele a você, porque todos os gols que o Jô faz vêm de assistência sua’. Aí ele me falou: ‘Mas o Jô vai ganhar mais dinheiro do que eu porque ele é quem faz o gol’. Resumindo, não trabalhei com o Jô, trabalhei com o Élton. Depois, ele foi para o exterior e resolveu a vida financeira dele”, disse.

Depois de deixar o Corinthians, em 2007, Elton passou pelo futebol romeno antes de encontrar na Arábia Saudita o cenário para viver os principais capítulos de sua carreira. No Al-Nassr, começou a construir seu nome no país. Mas foi no modesto Al-Fateh que alcançou o ponto mais alto: em 2013, liderou a equipe na conquista inédita do Campeonato Saudita, feito que o colocou entre os estrangeiros de maior destaque da história recente do futebol local.

Após a experiência no Oriente Médio, Élton retornou ao Brasil e vestiu as camisas de Sport e CRB. A relação construída com o futebol asiático, porém, permaneceu. Atualmente, o ex-meia atua na gestão do Inter Arábia, projeto dedicado à formação de jovens jogadores e à preparação de talentos para o mercado internacional, especialmente o asiático.

Jô surgiu no Corinthians em 2003 como uma das grandes promessas das categorias de base e, ainda muito jovem, chamou a atenção do futebol europeu. Negociado com o CSKA Moscou, o atacante ganhou projeção internacional e, posteriormente, chegou ao Manchester City como a contratação mais cara da história do clube à época. Também passou por Everton e Galatasaray durante sua trajetória no exterior.

O retorno ao Brasil aconteceu pelo Atlético-MG, antes de Jô reencontrar o Corinthians em dois momentos distintos. Primeiro, em 2017, período em que foi peça importante na conquista do Campeonato Paulista e Brasileirão daquele ano. Depois, voltou ao Parque São Jorge em 2020 e permaneceu até meados de 2022, sem o mesmo destaque.

Ao todo, Jô disputou 284 partidas pelo Corinthians, marcou 65 gols e deu 21 assistências. Em sua passagem pelo clube, conquistou três títulos e consolidou seu nome como um dos atacantes que construíram uma trajetória de destaque entre a formação no Timão e o futebol internacional.

Saiba mais sobre o veículo