Esporte News Mundo
·27 de janeiro de 2026
Empresários acionam gigante do Brasileirão na Justiça sob acusação de coação; entenda

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·27 de janeiro de 2026

A transferência de Yeferson Soteldo para o Fluminense, concluída em meados de 2025, passou a ter desdobramentos importantes fora de campo. A Secasports, empresa responsável pela gestão da carreira do atacante venezuelano, entrou com uma ação judicial contra o Santos, acusando o clube paulista de coação e descumprimento de acordos financeiros durante o processo de negociação.

Soteldo em treino pelo Fluminense – Foto: Lucas Merçon/FFC
Segundo a apuração da ESPN, o Santos teria imposto um ultimato no momento final da venda do jogador ao Fluminense, fechada por cerca de R$ 30 milhões. A alegação é de que os agentes foram pressionados a abrir mão de dívidas antigas que o clube mantinha com eles como condição para liberar o atleta. Caso a exigência não fosse aceita, a transferência não seria concluída. A Secasports sustenta que concordou com os termos sob “extrema pressão”, para evitar prejuízos ainda maiores com o travamento do negócio.
Na ação, a empresa cobra valores que podem ultrapassar a casa dos milhões. Entre eles estão uma dívida de aproximadamente R$ 515 mil já discutida na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), cerca de R$ 2,2 milhões referentes a serviços de intermediação anteriores, além de 5% de comissão sobre a venda ao Fluminense. O pedido inclui ainda indenizações por danos morais, honorários advocatícios e até o arresto de bens do Santos como garantia de pagamento.
Enquanto a disputa segue nos tribunais, Soteldo tenta se firmar no futebol carioca. Com contrato válido até dezembro de 2028, o camisa 7 do Fluminense teve um início irregular, marcado por lesões e pela participação no Mundial de Clubes, mas vem sendo utilizado por Luis Zubeldía em diferentes funções ofensivas. Até o fim de 2025, o venezuelano soma 22 partidas e dois gols pelo Tricolor.
O caso reacende um histórico de conflitos jurídicos envolvendo o Santos e o jogador. Em negociações anteriores, pendências financeiras com clubes estrangeiros já renderam ao clube problemas na FIFA, incluindo transfer ban. Agora, uma venda que parecia representar alívio financeiro ao caixa santista se transforma em mais uma frente de disputa judicial, com impacto direto na gestão do clube fora das quatro linhas.









































