Papo na Colina
·27 de janeiro de 2026
Entenda a negociação do Vasco por Cuiabano: valores, formato e entraves do negócio

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·27 de janeiro de 2026

O Vasco definiu seu alvo prioritário para a lateral-esquerda e não está medindo esforços para fechar a contratação. O nome de Cuiabano é tratado com urgência e desejo máximo pela diretoria cruzmaltina, que vê no jogador o perfil ideal para elevar o patamar do elenco comandado por Fernando Diniz. No entanto, tirar o atleta do futebol europeu não é uma tarefa simples e exige uma engenharia financeira detalhada.
A negociação é considerada complexa e envolve diversas arestas a serem aparadas, desde o modelo contratual até as cifras milionárias que seriam disparadas por metas esportivas. O clube carioca mantém cautela, mas age com firmeza nos bastidores para tentar superar os entraves impostos pelo atual clube do jogador.
Para que o torcedor compreenda a dimensão e o estágio atual das tratativas, detalhamos abaixo todos os cenários que envolvem a possível chegada do defensor a São Januário, desde o sinal verde do atleta até os valores que podem ultrapassar a casa dos R$ 37 milhões. As informações são do jornalista Lucas Pedrosa.
A postura do Vasco no mercado mudou. O clube não está apenas sondando; o interesse em Cuiabano é concreto e classificado internamente como “muito forte”. A diretoria, liderada por Pedrinho, mantém conversas ativas e constantes com o staff do atleta para alinhar o projeto esportivo.
Não se trata de uma aposta, mas de uma convicção. A avaliação interna é de que a lateral-esquerda precisa de um nome que chegue para resolver, e Cuiabano preenche todos os requisitos técnicos e físicos exigidos pela comissão técnica. O status atual é de negociação em andamento, com o Vasco tentando avançar as casas necessárias para transformar o interesse em assinatura de contrato.
Um trunfo importante que o Vasco tem em mãos é a vontade do jogador. Segundo as apurações de Lucas Pedrosa, Cuiabano já sinalizou positivamente para a possibilidade de vestir a camisa cruzmaltina. O lateral vê com “bons olhos” o retorno ao Brasil para defender um clube de massa e ser protagonista em um ano de calendário cheio.
Esse “sim” informal do atleta é fundamental para a estratégia do Vasco. Com o jogador convencido do projeto e disposto a fazer parte do elenco, a diretoria ganha força para negociar a liberação junto ao clube detentor dos seus direitos, usando o desejo do atleta como alavanca para flexibilizar as conversas.

Cuiabano está na Inglaterra mas vê com bons olhos volta ao Brasil – Foto: Divulgação Nottingham Forest
O formato da negociação é o ponto crucial e mais complexo da operação. O Vasco não discute uma compra direta à vista, mas sim um modelo de empréstimo com obrigação de compra. Isso significa que Cuiabano chegaria por cessão temporária, mas com cláusulas contratuais que obrigariam o Vasco a adquiri-lo em definitivo caso determinadas metas sejam batidas.
Esse modelo é o preferido pela gestão vascaína por dois motivos: primeiro, permite ter o jogador imediatamente sem um desembolso de caixa brutal à vista; segundo, atrela o investimento maciço ao desempenho esportivo do atleta. As metas geralmente envolvem número de partidas disputadas ou minutos em campo, gatilhos comuns em transações desse porte.
Os valores discutidos mostram o tamanho da aposta do Vasco. As conversas giram em torno de uma obrigação de compra estipulada entre 6 e 7 milhões de dólares (o que varia entre R$ 31,7 milhões e R$ 37 milhões na cotação atual). Esse montante seria pago ao longo do contrato, caso os objetivos esportivos sejam alcançados.
É justamente nas cifras e nas condições dessas metas que reside a dificuldade. Não é uma negociação fácil, pois envolve valores altos e a necessidade de convencer o clube de origem a aceitar o pagamento parcelado e condicionado ao futuro. O Vasco segue firme, tentando ajustar os números para viabilizar a chegada daquele que é considerado o reforço ideal para a esquerda.
A negociação ganhou novos contornos nas últimas horas e o pessimismo inicial deu lugar à confiança nos bastidores de São Januário. Segundo informações do jornalista Bruno Andrade, da ESPN, o Nottingham Forest sinalizou positivamente para o modelo de negócio proposto (empréstimo com obrigação de compra), desde que haja um ajuste financeiro.
O Vasco colocou na mesa uma cláusula obrigatória de 7 milhões de euros (cerca de R$ 42,5 milhões), mas os ingleses pedem uma quantia ligeiramente superior para liberar o atleta. As partes seguem conversando em busca de um denominador comum, e a contratação, antes vista internamente como inviável, agora é tratada com boas chances de desfecho positivo.
Matéria atualizada às 09:57 – 27/01
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