💸 Entenda como empréstimo asfixia finanças e impacta controle do Botafogo | OneFootball

💸 Entenda como empréstimo asfixia finanças e impacta controle do Botafogo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: OneFootball

OneFootball

·01 de maio de 2026

💸 Entenda como empréstimo asfixia finanças e impacta controle do Botafogo

Imagem do artigo:💸 Entenda como empréstimo asfixia finanças e impacta controle do Botafogo

Em meio à grave turbulência financeira e societária, a SAF do Botafogo recorreu a um empréstimo de "último recurso" junto à GDA Luma em fevereiro de 2026.

O objetivo principal era quitar pendências urgentes, como o transfer ban gerado pelo atraso no pagamento de Thiago Almada.


Vídeos OneFootball


No entanto, o contrato impôs amarras severas ao clube, segundo apuração do ge.

O site do grupo Globo publicou que a dívida limita drasticamente o controle do Botafogo sobre suas próprias receitas e coloca ações da SAF em risco.

A GDA Luma, inclusive, já se habilitou como parte interessada no processo de recuperação judicial e é uma das candidatas a assumir o controle do clube após a remoção de John Textor.


Garantias atreladas

O acordo estipula que todas as receitas presentes e futuras relacionadas aos jogadores (tanto do futebol masculino quanto do feminino) sirvam de garantia direta para a GDA Luma.

Isso afeta diretamente negociações em andamento, como a possível ida do zagueiro Barboza para o Palmeiras.

  • Perda de autonomia: O dinheiro oriundo de transferências de atletas não vai para o caixa livre do clube. Ele é direcionado a uma estrutura de conta vinculada (lock-box), controlada exclusivamente em favor do credor para liquidar a dívida.
  • Blindagem contra Recuperação Judicial: O contrato possui uma cláusula que impede que as receitas do elenco formem parte do patrimônio da SAF em caso de insolvência ou falência. Na prática, a GDA pode recolher esse dinheiro fora dos trâmites da recuperação judicial.

Ações da SAF

Como forma de proteção adicional, a GDA Luma exigiu garantias societárias pesadas dos "acionistas relevantes" envolvidos na operação (Eagle Bidco, Eagle Football Holdings e John Textor).

As condições estabelecidas foram:

  1. Penhor de segundo grau sobre as ações da SAF Botafogo pertencentes à Eagle Bidco.
  2. Penhor de terceiro grau sobre todas as ações de Textor na Eagle Football Holdings.

Nota: A GDA Luma é a segunda na fila para executar essas ações, visto que a empresa Ares possui a prioridade.


Explosão da dívida

O empréstimo original assinado pelo Botafogo foi de US$ 25 milhões (cerca de R$ 124,2 milhões), com um repasse líquido de US$ 22,8 milhões após o desconto de taxas.

De acordo com o ge, o pagamento, no entanto, foi estruturado com base em um Múltiplo Mínimo sobre o Capital Investido (MOIC).

O grande problema ocorreu quando a SAF Botafogo acionou a medida precautelar antecedente à recuperação judicial.

Para o contrato, isso configurou uma quebra severa do acordo (uncured event of default), acionando gatilhos punitivos drásticos:

  1. A dívida dobrou imediatamente, saltando para US$ 55 milhões (aproximadamente R$ 273,3 milhões), garantindo à GDA o direito a 200% do valor emprestado.
  2. A partir do início do processo, essa quantia passa a sofrer o acréscimo de uma pesada taxa de juros mensal de 20%.

Este navegador não é compatível. Use um navegador diferente ou instale o aplicativo

video-poster

📸 Wagner Meier - 2025 Getty Images

Saiba mais sobre o veículo