Jogada10
·08 de junho de 2026
Entenda os motivos de Ancelotti escolher Ederson e não outro lateral para a Seleção

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·08 de junho de 2026

A lesão de Wesley na coxa esquerda obrigou Carlo Ancelotti a fazer sua primeira alteração na lista da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. No entanto, a decisão do treinador italiano fugiu do caminho mais óbvio. Em vez de convocar um lateral-direito para substituir o jogador, o comandante optou pelo volante Éderson, de 26 anos, que atua na Atalanta e está próximo de uma transferência para o Manchester United.
A escolha foi definida após uma série de reuniões internas entre os integrantes da comissão técnica. Embora Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo, estivessem na lista de 55 pré-convocados enviada à Fifa e fossem opções naturais para a posição, Ancelotti entendeu que as necessidades do elenco apontavam para outra direção.
Desde sua chegada ao comando da Seleção, o treinador acompanha de perto o desempenho de Éderson. Apesar de ter sido chamado apenas uma vez anteriormente, na primeira convocação do italiano, o meio-campista permaneceu no radar da comissão técnica por reunir características consideradas valiosas para uma competição de curta duração.
Além da intensidade física, Éderson oferece qualidade na construção das jogadas e capacidade para desempenhar diferentes funções dentro de campo. O jogador pode atuar como primeiro ou segundo volante e, em alguns momentos na Atalanta de Gian Piero Gasperini, também ocupou o corredor direito, exercendo uma função híbrida entre meio-campo e ala.
Antes mesmo da definição da lista final para a Copa, Ancelotti já avaliava a possibilidade de ampliar as opções para o meio-campo. Na convocação inicial, o treinador levou Bruno Guimarães, Casemiro, Danilo Santos, Fabinho e Lucas Paquetá para o setor. Com a saída de Wesley, enxergou a oportunidade de fortalecer ainda mais uma área que deve estar sendo bastante exigida ao longo do torneio.
O fator físico também entrou na equação. A comissão técnica entende que o calendário apertado e as altas temperaturas previstas nos Estados Unidos exigirão um elenco capaz de manter intensidade elevada durante toda a competição.
Na disputa pela vaga aberta após o corte de Wesley, Éderson superou concorrentes importantes. Entre eles estavam Andrey Santos, do Chelsea, e Gabriel Sara.
Andrey aparecia como forte candidato à convocação. O volante esteve presente em quatro das cinco listas elaboradas por Ancelotti antes da Copa. Contudo, a queda de rendimento na reta final da temporada europeia acabou diminuindo suas chances.
Internamente, a avaliação foi de que Éderson oferece mais alternativas táticas e maior capacidade de adaptação a diferentes cenários de jogo, fator considerado decisivo para uma competição como a Copa do Mundo.

Ederson acabou sendo convocado para o lugar de Wesley na Seleção – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Mesmo sem chamar um substituto de origem para Wesley, Ancelotti demonstra tranquilidade em relação à lateral direita. Atualmente, o setor conta com Danilo e Ibañez como principais opções. Embora ambos tenham características mais defensivas e atuem frequentemente como zagueiros em seus clubes, a comissão técnica acredita que a posição está suficientemente coberta.
Além deles, Fabinho já desempenhou a função durante boa parte da carreira, especialmente nos tempos de Monaco. Marquinhos também pode atuar no setor em caso de necessidade.
Vitinho e Paulo Henrique chegaram a ser considerados, mas perderam espaço nos últimos meses. Ambos atravessaram momentos de oscilação e chegaram a perder a condição de titulares em Botafogo e Vasco, respectivamente.
Outro nome que agrada ao treinador é Vanderson, do Monaco. Entretanto, o lateral sofreu uma lesão muscular na coxa em março e sequer apareceu na pré-lista enviada à Fifa. Dessa forma, a comissão técnica optou por olhar além da posição específica e reforçar um setor considerado fundamental para a caminhada brasileira na busca pelo hexa.







































