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·03 de janeiro de 2026
Entenda por que Marcos Leonardo não encaixa no perfil de atacante do Flamengo

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Marcos Leonardo voltou a ganhar força entre torcedores do Flamengo, principalmente diante das dificuldades do clube por Kaio Jorge. Internamente, porém, a avaliação segue a mesma: o centroavante não se encaixa no perfil tático priorizado pela diretoria e pela comissão técnica. O motivo foi detalhado pelo analista Rafael Rabello, do canal Falando de Tática.
“O Flamengo quer um atacante e esse atacante tem que ter características específicas. O scout entende que o Marcos Leonardo tem um perfil mais próximo do Pedro, diferente do perfil que é prioridade hoje”, explicou Rabello.
O principal ponto de divergência está no comportamento defensivo. O modelo de jogo do Flamengo exige participação ativa do atacante na pressão alta e na pressão pós-perda, algo que, segundo a análise, não é um ponto forte de Marcos Leonardo.
“O Marcos Leonardo pressiona, sim, mas a corrida dele é um pouco mais lenta, com menos intensidade e com menos frequência. Ele não tem a mesma força na pressão, no salto de pressão e na pressão pós-perda que o Flamengo prioriza”, analisou Rabello.
Nos últimos 20 gols marcados por Marcos Leonardo, nenhum foi em situação clara de ataque à profundidade. Seu repertório está na definição, no posicionamento e na finalização dentro da área, características que não atendem às prioridades do Flamengo no mercado neste momento.
Apesar de ser mais leve e até mais móvel, Marcos Leonardo ocupa zonas semelhantes às de Pedro, e essa semelhança funcional pesa contra a contratação. O clube busca um atacante que complemente o camisa 9, e não que replique o mesmo perfil.
Mesmo com o apelo da torcida, a diretoria mantém um planejamento claro: a decisão passa pelo encaixe no modelo de jogo do Flamengo.
Um dos principais fatores que afastam Marcos Leonardo está no comportamento defensivo. A equipe exige participação ativa do atacante na pressão alta e na pressão pós-perda, algo que não é a característica principal do jogador.
Dados apresentados pelo analista reforçam essa leitura. Marcos Leonardo apresenta números inferiores em bolas recuperadas, interceptações e ações defensivas no campo adversário quando comparado a outros atacantes analisados pelo clube.
Outro aspecto decisivo está no ataque às costas da defesa. O Flamengo procura um atacante que rompa a última linha com frequência, estique o campo e gere profundidade, algo que não faz parte do repertório principal de Marcos Leonardo.
“Ele não é um jogador de facão. O Marcos Leonardo se posiciona bem dentro da área, trava a corrida para ganhar espaço e finalizar. Isso faz dele um ótimo artilheiro, mas não é o tipo de jogador de ataque à profundidade que o Flamengo busca”, explicou Rabello.
Apesar de ser mais leve e até mais móvel, Marcos Leonardo é visto internamente como um atacante que ocupa zonas semelhantes às de Pedro. A semelhança funcional pesa contra a contratação, já que o Flamengo busca complementar o camisa 9, e não replicar o perfil.
“O Marcos Leonardo consegue sair da área, sabe jogar e passar. Ele até poderia jogar como segundo atacante com o Pedro, mas ele não tem os indicadores de desempenho que o Flamengo prioriza”, destacou Rabello.
O analista também ressaltou que há uma leitura equivocada sobre o próprio Pedro, frequentemente tratado como um centroavante fixo: “O Pedro sai da área, faz pivô, participa da construção e não é estático. Por isso, trazer alguém com funções parecidas não resolve o problema do modelo do Flamengo”, explicou Rabello.
Nesse cenário, a tendência é que Marcos Leonardo siga distante das prioridades do Flamengo na janela de transferências. Esgotadas as tentativas por Kaior Jorge, o clube deve seguir em busca de atacantes de mobilidade.









































