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·18 de junho de 2026

Entenda porque grande parte dos sobrenomes dos jogadores da Croácia termina em “ic”

Imagem do artigo:Entenda porque grande parte dos sobrenomes dos jogadores da Croácia termina em “ic”

Quem acompanhou a estreia da Croácia na Copa do Mundo pode ter notado uma coincidência curiosa na escalação da equipe. Entre os titulares que enfrentaram a Inglaterra na derrota por 4 a 2, sete jogadores tinham sobrenomes terminados em “ić”, uma característica bastante comum não apenas no país, mas em diversas nações da região dos Bálcãs.

Nomes como Livaković, Vušković, Stanišić, Modrić, Pašalić, Sučić e Perišić estiveram entre os titulares da seleção croata em Dallas. A repetição da terminação chamou atenção dos torcedores e tem uma explicação histórica ligada às origens dos sobrenomes eslavos.


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O sufixo “ić” funciona como um patronímico, expressão utilizada para indicar descendência familiar. Em tradução livre, o significado seria algo próximo de “filho de”. Em comunidades menores, a nomenclatura ajudava a diferenciar pessoas que compartilhavam o mesmo nome.

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Luka Modric atuando pela Croácia em amistoso contra o Brasil (Foto: Rich Storry/Getty Images)

Com o passar dos séculos, a referência deixou de ser usada apenas para identificar a filiação e passou a integrar definitivamente os sobrenomes de muitas famílias. Dessa forma, a terminação foi preservada ao longo das gerações e se tornou uma marca cultural presente em milhões de pessoas da região.

Outro detalhe curioso está na pronúncia. No idioma croata, o “ć” não é apenas uma letra com acento. Trata-se de um caractere próprio do alfabeto local. Em português, sua sonoridade mais próxima seria algo semelhante a “tch”.

Embora seja muito associada à Croácia, a terminação também aparece com frequência em países vizinhos, como Sérvia, Montenegro e Bósnia e Herzegovina, que compartilham raízes linguísticas semelhantes.

Nem todos os jogadores croatas, porém, seguem esse padrão. Na derrota para a Inglaterra, alguns titulares fugiram da tradição, como Josip Šutalo, Joško Gvardiol, Martin Baturina e Petar Musa.

A curiosidade linguística ajuda a explicar uma característica marcante da seleção croata, que segue entre as protagonistas do futebol mundial. Vice-campeã da Copa de 2018 e terceira colocada em 2022, quando eliminou o Brasil nas quartas de final, a equipe tenta repetir o protagonismo nesta edição do Mundial.

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