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·27 de janeiro de 2026

Entrevista completa Rafinha em apresentação no São Paulo

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Entrevista completa Rafinha em apresentação no São Paulo

Boa tarde a todos, vamos então dar início à entrevista coletiva e à apresentação de Rafinha, que volta ao São Paulo após uma brilhante carreira como atleta no clube, volta agora como gestor esportivo e costa nosso executivo de futebol. Bom, boa tarde. A palavra é sua.

Boa tarde, presidente Macis, que nos prestigia aqui com a sua presença que tem sido constante e diária. Boa tarde a todas, a todos. Hoje é um dia muito especial para todos nós, são paulinos, porque eu estou aqui para apresentar um retorno que é muito simbólico, muito significativo para todos nós, mas eu pedi licença a todos vocês e ao Rafinha e ao presidente para, antes de apresentar essa figura tão importante para todos nós aqui, fazer uma pequena homenagem ao Muricy Ramalho.

Muricy que não pode estar mais aqui conosco por uma questão de saúde, ele precisa cuidar da saúde dele. Nós desejamos uma pronta recuperação ao Muricy e, particularmente, quero deixar bem claro, isso foi uma coisa que o Rafinha conversou comigo também, o profissional Rafinha que chega hoje não vem para substituir o Muricy Ramalho por uma questão muito simples. O Muricy é insubstituível.

Faço minhas as suas palavras e são as palavras do presidente Macis. Nós conversamos com o Muricy diariamente, ele está muito presente aqui conosco, mas a decisão dele é que, na medida em que ele não podia estar enfrentando todos os processos que nós temos que enfrentar aqui diariamente por uma questão de saúde, não seria justo que ele permanecesse vinculado ao clube, então eu peço licença ao Rafinha para fazer essa pequena homenagem, desejar pronta recuperação ao Muricy, com quem eu tive o privilégio de conviver durante cinco anos e certamente foi a pessoa que mais me ensinou o que é pertencer a esse clube. Fica o registro aqui que eu entendo que é fundamental.

Rafinha, seja muito bem-vindo para exercer essa função do lado de cá agora. E para nós todos é um sonho realizado, não é, presidente? Porque o Rafinha, como atleta, sempre honrou as cores do São Paulo e já naquela época de eu sou testemunha ocular dessa história, já exercia uma atividade que é muito além daquilo que um atleta entrega para um clube, ele já era um gestor, ele já era um companheiro fiel nas interlocuções, na gestão e agora ele vem para essa função de gestão esportiva. O organograma do clube consolidado pelo presidente Maciz é a figura de um executivo de futebol, um gestor esportivo, um supervisor e teremos também um profissional em cotia.

Assim trabalhará o futebol do São Paulo neste ano de 2026, mantidos todos os profissionais que temos aqui, gestão administrativa, supervisão e etc. Para deixar bem claro que o Rafinha vem então para exercer essa função de gestão esportiva, muito próximo de todos nós e depois ele vai explicar para vocês como ele se vê nessa rotina e em que medida ele vai ser integrado nesse processo novo para ele, do que diz respeito à nomenclatura, mas absolutamente conhecido e praticado por ele ao longo dos anos da carreira, da exitosa carreira que ele teve como atleta e certamente será exitosa também como dirigente de futebol. Seja muito bem-vindo, é um grande prazer para mim te anunciar e participar do teu retorno junto com o presidente.

Rafinha foi campeão da Copa do Brasil de 2023 e da Supercopa Rio em 2024 como lateral direito e defendeu o clube entre 2022 e 2024, agora retorna nessa função, vamos então dar início à entrevista coletiva. Obrigado, Despíndulo, é só aguardar um pouquinho, gente, para o pessoal me chamar lá no estúdio. Agradeço a compreensão.

Ok. Vinte segundinhos para a gente. Agora sim, Fred, ao vivo, dando início à coletiva de apresentação do Rafinha, o novo gerente esportivo do São Paulo.

Rafinha, muito boa tarde, estamos ao vivo no Clube Esporte. Você chega num momento político bem delicado no São Paulo, o Crespo, os jogadores também comentaram a respeito disso algumas vezes, o quanto esse bastidor político influencia dentro de campo também. Tendo em vista que a sua nova função agora acaba sendo um elo entre jogadores e diretoria, de que forma você pretende blindar esse elenco de eventuais questões políticas? Obrigado.

Boa tarde, boa tarde a todos, boa tarde a todas, obrigado pela presença. Voltando para um lugar de onde eu nunca saí, todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelo São Paulo, agradecer primeiramente o nosso presidente Macis, nosso executivo Rui Costa, por esse desafio na minha carreira, que agora, como o Rui falou, o que eu sempre fiz, mas agora sem chuteira, desse lado, e o chamado São Paulo é uma coisa que mexe muito comigo. E agora para essa função de gerente esportivo, como o próprio Rui já falou, o que o Muricy fez no São Paulo, o que ele exerceu aqui dentro, a função dele acho que é insubstituível, não tem como a gente colocar uma pessoa, pode acontecer, mas no futuro é impossível uma pessoa substituir a figura do Muricy no São Paulo.

Então, o meu carinho, eu gostaria que estivesse aqui com ele, do lado dele, mas a gente entende e respeita o momento dele. Estou vindo com muita vontade para esse desafio, com muito desejo, quando a gente vê que a gente pode ajudar de alguma forma, a gente tem que estar preparado. É o que está acontecendo comigo, quero muito ajudar, para mim é uma nova função, mas o que facilita muito para mim é que eu estou em casa, conheço todos os jogadores, conheço todos os funcionários, estou conhecendo a comissão técnica, estou com o apoio de todos e tenho o carinho de todos, então acho que isso vai ser uma coisa que vai facilitar muito para mim no dia a dia.

Rafa, tudo bem? Boa tarde. Estevam Chacon, Jovem Pan. Nesse momento tão delicado que vive o São Paulo, você chega nessa turbulência toda.

Uma coisa é a sua carreira de muito sucesso, futebol europeu, aqui mesmo no São Paulo, como jogador, mas a carreira de dirigente é totalmente nova para você agora. O quanto você se preparou nesse meio do caminho, até chegar nesse ponto? Quanto você está preparado para assumir uma função tão delicada, num momento tão delicado do São Paulo, quando o torcedor tem, de certa forma, dúvidas do que pode acontecer daqui para frente? Boa pergunta. A minha vida foi totalmente cheia de desafios, e sabendo do momento do clube, isso é o que me motivou a vir para cá.

Essa hora que a gente precisa aparecer. Quem é grande, gosta de desafio, gosta de coisas grandes, e estando em um clube como o São Paulo, acho que, como eu já falei ontem, é uma convocação, não é um chamado. Eu estou aqui para trabalhar e fazer um clube que eu tenho muito carinho, que todo mundo sabe a meia de identificação que eu tenho com o São Paulo.

Sei do momento que o São Paulo está vivendo, sou bem ciente do que está acontecendo aqui no clube, mas, se tratando de São Paulo, nós temos que olhar para frente, pensar grande. O São Paulo não é porque está com esses problemas extra-campo que deixou de ser um gigante, deixou de ser um clube que é respeitado e, por muitos anos, foi referência para todos. Então acho que esse desafio é grande, sabendo de tudo o que está acontecendo, eu escolhi estar aqui, eu quero estar aqui, e tenho certeza que as coisas vão acontecer normalmente.

Não existe tempestade eterna, também não existe fase boa eterna, a gente sabe como é o futebol. Mas eu acho que é o momento certo de eu estar aqui, eu ainda estou com o cheiro da grama. Então acho que eu vou ter apoio de todos e estou preparado para esse momento.

Afinha, aqui, Bruno de Ofrida, do GE. Eu queria saber exatamente qual que vai ser a sua função. O nome é um pouco genérico, você pode ter várias atribuições, e eu queria saber se a sua função vai ser apenas desse relacionamento entre diretoria, jogadores, essa ponte, ou se, nessa sua função, você também vai ter voz ativa na tomada de decisões do dia-a-dia do clube, tomada de decisão importante, contratação, saídas e chegadas, se você também vai fazer parte desse processo, ou se é uma função mais de relacionamento, de trato no dia-a-dia.

Obrigado, Afinha. Essa questão é simples, vou fazer essa função, esse elo entre diretoria, jogadores e comissão técnica, que eu acho que, no momento, é o que mais precisa o São Paulo, é o futebol. A prioridade do Clube de São Paulo é o futebol, então, nesse momento, essa é a minha função, de fazer essa blindagem aqui no CT da Barra Funda para o futebol.

E, claro, como eu vou estar nessa função, vou estar junto com o Rui, com o presidente Macis, normalmente, eu vou estar participando dessas situações, mas a minha parte principal agora é o futebol, é o campo, é o campo, é o que eu sei fazer melhor e tenho certeza que tudo que tiver vai ser consultado, porque eu também tenho essa experiência, conheço muita gente no futebol, vivi 23 anos dentro de vestiário, dentro de campo, sei muito bem e, o que for necessário, que eu puder ajudar, tenho certeza que o Rui e o presidente Macis vão me consultar, sim, para que a minha opinião também seja valiosa. Rafinha, tudo bem? Nina Galhotti, do SBT. Eu queria te fazer uma pergunta, claro, pensando no momento do São Paulo, na última entrevista coletiva do Crespo, ele deu uma declaração que o torcedor do São Paulo não está muito acostumado a ouvir, que o objetivo na temporada são os 45 pontos no Campeonato Brasileiro.

Hoje é o seu primeiro dia aqui oficialmente, eu queria saber o que você achou dessa declaração, você concorda com ele, esse ano é uma temporada que o São Paulo vai lutar para não cair, ou é possível você, nessa nova função, uma diretoria nova também, o futebol sendo remodelado, pensar em coisas maiores para o São Paulo? Acho que foi uma declaração depois de um jogo, depois de uma derrota no Clássico, e acho que o Crespo tem o respaldo de toda a diretoria, do presidente, de todo o departamento de futebol. Claro que isso, naquele momento, eu falo com o coração, às vezes não é o momento de responder do jeito certo, claro que o São Paulo não entra na competição para pensar em fazer 45 pontos. Eu dei uma declaração ontem, e também já falei sobre isso enquanto jogador do São Paulo, acho que foi em 2023, a gente estava num momento também ruim no Campeonato Brasileiro, e eu também dei essa declaração.

A gente sabe do nosso momento, sem soberba nenhuma, respeitando o momento que o clube vive, mas é o São Paulo, jamais o São Paulo vai entrar em uma competição pensando em permanecer, com todo respeito a todos os outros clubes, ao momento que o clube vive, o São Paulo é muito grande, todo mundo sabe da grandeza de quem veste essa camisa, então essa declaração pode ter sido pelo momento, aliás, o sentimento depois da derrota no Clássico, mas não é o pensamento do São Paulo, o São Paulo pensa grande, e o Crespo também pensa muito grande, ele gosta muito desse clube, e ele sabe a grandeza desse clube, ele foi campeão aqui também, e quando está no São Paulo, o pensamento tem que ser outro, você tem que mirar o título, não permanecer na competição. Safinha, tudo bem, boa tarde, bom te ver aqui novamente, você já foi apresentado ao elenco, creio eu, e como agora você usou um termo, eu ainda estou com o cheiro da grama, eu queria te perguntar, utilizando essa experiência do cheiro da grama que você ainda viveu recentemente, hoje esse grupo está mais aflito pela situação no Paulista, beirando o rebaixamento, pela falta de pagamento de alguns salários e direitos de margem, de alguns direitos de margem e não salários, ou pela crise política que o clube está passando? Pela conversa que você teve, o que mais está mexendo com esse grupo de São Paulo? Boa, Edu, esse momento, por isso que eu escolhi estar aqui, porque eu conheço todo mundo aqui, é o mesmo time, são as mesmas pessoas, a gente sabe do momento, o Presidente Macias já deixou claro isso, inclusive hoje, meu primeiro dia, já vi todo o movimento que está sendo feito, para que as coisas sejam acertadas, para que encontrem a solução para tudo que tem pendente, mas isso, todo o problema, da forma política, de atraso de salário, a gente sabe que não pode ser uma muleta para os jogadores, não pode ser uma muleta para nenhum, porque inclusive eu fui campeão aqui, no São Paulo, com salário atrasado, o Rui Costa não deixou mentir, fomos campeões da Copa do Brasil com salários atrasados, então, isso não é uma coisa normal, jogador não é nenhuma profissão, isso é normal, mas a gente sabe o momento, entende o momento, então, respeitando a todos que trabalham, todos os funcionários de São Paulo, mas isso não pode ser uma, não podemos se apoiar nisso. Ah, crise política, salário atrasado, não, a gente sabe, eu conheço cada um aqui, sei que cada um pode render, que cada um pode entregar dentro do campo, então, essa questão, a gente sabe que incomoda, sabe que tem, que existe ela, mas esse é o meu papel também, tentar tirar isso e deixar aqui, nós temos que fazer as coisas andar, as coisas andando dentro do campo, tudo melhora e a recuperação começa com vitórias, com desempenho, com atitude, com postura, isso aí pode ter certeza que vai ser o meu trabalho e vai ter essa mudança de postura e de atitude, porque esse momento não vai passar amanhã, não vai acabar amanhã, a gente sabe que isso é um processo, demora, então, nós estamos tentando tirar, eu vou tentar tirar isso, juntamente com o apoio do Rui, do Presidente Maciz, a gente tira essa amuleta, que não pode empatar um jogo, perder um jogo e falar, mas o clube está com problema, não, está com problema, tem sim problema, mas nós vamos tentar tirar isso para que as coisas consigam, possam andar bem dentro do campo.

Rafinha, boa tarde, Natália Santana, da RedeTV, você disse que não chega para substituir o Muricy, que é uma pessoa insubstituível, mas o que você traz da história do Muricy, da grandeza do Muricy, que você quer aplicar neste seu novo momento, você chegou a conversar também com o Muricy nesse período, e eu queria que você falasse também se você conversou com algumas lideranças do elenco, a gente viu no último jogo, por exemplo, o Rafael, o goleiro que veio, se posicionou, falou com a mídia, a importância também de ter essas lideranças dentro do elenco, como que vai ser esse diálogo também, obrigada. Falei sim, conversei com muita gente, conversei com muitas pessoas, e eu trabalhei com o Muricy durante três anos aqui no São Paulo, o que eu quero estar sempre extraindo do que o Muricy foi, que é um cara vencedor, um cara que trabalha muito, que ama vencer, que sofre com a derrota, como ele sempre demonstrou isso muitas vezes com a gente, às vezes do jeito dele, mas sempre deixou isso, então eu também sou um cara que sou vencedor na minha vida e na minha carreira também, sem soberba nenhuma, todo mundo sabe como eu fui como atleta, e tendo esses espelhos, tendo essas pessoas que eu tive o privilégio de trabalhar aqui no São Paulo, eu quero extrair isso deles, essa identidade com o clube, essa grandeza que o clube sempre teve e sempre vai ter, então isso que eu levo para mim para os próximos meses, para os próximos dias aqui de trabalho, e conversei sim com muita gente, não só os líderes do elenco, como todos os outros, com os meninos que também fazem parte do elenco, com pessoas que trabalham no futebol, de outros clubes que me apoiaram e me mandaram mensagem, é um desafio novo e eu tenho muito para contribuir, eu fiquei 23 anos no futebol e eu tenho muita coisa boa para agregar aqui no São Paulo. Rafinha, boa tarde, Gabriel Sar, aqui bancada Tricolor, queria que você falasse um pouco do seu processo de escolha em estar aqui hoje, se foi rápido, se foi algo que você já estava pensando, e se possível mandasse também um recado ao São Paulino que está muito aflito com esse momento, com medo do próximo passo, você que é uma figura que o São Paulino confia de modo geral.

Esse momento, essa pergunta é boa, esse momento é muito bom, porque eu estava bem tranquilo na minha casa, nunca deixei de acompanhar o São Paulo, todo mundo sabe que eu sou São Paulino, nunca deixei de acompanhar isso, nunca fiz média com ninguém, isso não faz parte do meu caráter, agora é uma confusão boa, eu fiz isso minha vida toda, eu gosto de estar dentro do vestiário, gosto de estar dentro do estádio, gosto de estar vivendo esse ambiente, e eu não podia deixar de estar aqui, eu não podia deixar de viver esse momento, já que o momento é difícil, o momento difícil é para as pessoas grandes, e a minha vida inteira foi assim, por isso estou aqui, estava muito confortável em casa, podendo fazer muitas coisas com o tempo para tudo, mas não era isso que eu queria, queria estar aqui, agradeço também o pessoal da televisão, da TV Globo que me apoiou, que deu a oportunidade para eu trabalhar desse lado, mas eu nasci dentro do campo, vivi a minha vida toda assim, então acho que esse momento difícil é o momento que eu tenho que estar aqui. Rafinha, Alexandre Salvador, canal Arnaldo e Tironi, você falou confusão boa, mas toda confusão tem perguntas às vezes um pouco difíceis, então espero que você entenda a pergunta que eu vou te fazer agora. Você foi jogador de São Paulo durante 2022 e 2024, o presidente Júlio estava à frente, aí você obviamente deve ter visto todas as notícias que saíram, e eu vou tocar num ponto específico que eu acho que traz muito as questões do clube, que é a questão financeira.

Segundo as investigações, 11 milhões de reais foram sacados da conta do clube, ainda está se investigando qual foi a destinação desse dinheiro, mas a primeira, digamos, alegação foi de que esse dinheiro foi usado para pagar a premiação. Queria saber se você, como jogador de futebol, enquanto jogador de futebol do São Paulo, você recebeu alguma premiação em dinheiro, e queria saber se essas notícias que saem sobre as questões financeiras de possíveis desvios, né, polícia investigando as contas do São Paulo, se isso incomoda o elenco, se incomoda os atletas. Vamos lá.

Eu não posso falar dessa parte porque eu não estava aqui, certo? Nesse momento que aconteceu essa turbulência no São Paulo, tudo que foi noticiado eu não vou falar porque eu não estava aqui, estava com mais um torcedor, acompanhei tudo, sim. Sobre essa outra questão, já recebi sim dinheiro em espécie aqui no São Paulo, recebi no Flamengo, recebi no Grêmio, recebi no Olympiacos da Grécia, recebi no Curitiba, só no Bairro de Munique não, mas em outros clubes todos recebi, isso faz parte do futebol, que nossa, gira o bicho molhado, que é no vestiário, isso aí faz parte. E o que eu posso falar é que, cara, a gente fica triste, porque o São Paulo, a gente está acostumado a ver o São Paulo em outras manchetes, em outro tipo de notícia, infelizmente aconteceu isso, mas dessa parte eu prefiro não falar porque eu não estava aqui, desde que deu esse problema eu não estava aqui no clube, então acho que não convém eu comentar sobre isso.

Agora, daqui para frente sim, posso falar sobre o que vai acontecer, sobre o que está acontecendo, então acho que é o que eu tenho para responder sobre isso. Rafinha, Bruno Faria da Rádio CBN, você é contratado como gerente esportivo, não substitui o Muricy, mas o Muricy era uma figura muito vista no estádio do Morumbi quando o São Paulo estava nos seus jogos. Ele não viajava com a delegação, ele tinha os seus problemas e tem ainda de saúde.

Eu queria te ouvir se você vai acompanhar, como é que você vai tratar isso e se você virar mais vezes para conversar com a imprensa, porque o Muricy às vezes a gente tentava um bate-papo, era mais difícil. Como gerente, você vai conversar? Essa blindagem faz parte disso? Obrigado. Vamos lá, eu estou sim, estou à disposição para todos os treinamentos, vou estar aqui todos os treinamentos, todas as viagens, todos os jogos em casa, vou estar presente em todos.

E quanto a essa questão de vir falar mais com vocês, a imprensa, vir às vezes conversar, isso aí, o clube está bem decidido. Presidente, Maciz, Rui Costa e depois Rafinha. Se for solicitado, vou estar aqui à disposição para conversar com vocês em qualquer momento.

Temos o holograma do clube que continua a mesma hierarquia, estou aqui para ajudar, quando for e tiver que falar, vou falar, todo mundo me conhece, nunca tive problema com isso, estou à disposição em qualquer situação, mas o clube tem posições, tenho que respeitar e quando for solicitado, se for o momento, estarei aqui à disposição de todos vocês. Rafinha, boa tarde. Rafinha, você sempre fala que você é muito São Paulino, da sua torcida, de acompanhar o São Paulo, e quando a gente vê um termômetro do torcedor, conversa, acho que todo esse cenário que o São Paulo vive hoje, o torcedor não confia mais na diretoria do São Paulo, nem no que se fala, nem no que não se fala, é muita desconfiança.

Eu queria escutar de você, como São Paulino, o que é que te motivou a confiar na diretoria do São Paulo para fazer parte dela agora também, e se você também, a sua figura, apesar de não ser a sua função, a sua figura pode ajudar a diretoria do São Paulo a conquistar novamente, aos poucos, a confiança da torcida? Boa, muito boa pergunta, Priscila. Eu sim, eu confio, eu vim porque eu confio nas pessoas que estão aqui, porque eu conheço o caráter de cada um aqui. Conheço a diretoria, o departamento de futebol, os jogadores, os funcionários de escudo, conheço todos.

Entendo o torcedor, o torcedor tem todo o direito, tem toda a razão de acreditar e não acreditar, como você mesmo acabou dizendo, mencionando, mas eu estou aqui, eu coloquei o meu rosto aqui, estou colocando a minha cara aqui porque eu confio em todo mundo que está aqui, sei o tipo de pessoa que eu estou lidando e eu tenho certeza que o torcedor, ele lembra do Rafinha no campo, mas sempre passei muita transparência, muita credibilidade para todo torcedor de São Paulo, não só de São Paulo, todos os lugares que eu passei, nunca tive um arranhão na minha imagem e se eu estou colocando o meu rosto aqui, a minha cara aqui, é porque eu confio nas pessoas e peço que o torcedor entenda esse momento, que, como eu já falei, sem fazer média nenhuma, sem o torcedor, São Paulo não anda. Eu vivi isso aqui como jogador e vou viver isso agora como gerente esportivo. O São Paulo precisa do torcedor, o torcedor está no direito dele, que o que aconteceu

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