Central do Timão
·22 de maio de 2026
Érika admite incômodo com gols sofridos e detalha adaptação defensiva do Corinthians com Emily Lima

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·22 de maio de 2026

Após o empate do Corinthians diante do Santos pelo Campeonato Paulista Feminino, a zagueira Érika falou sobre o momento defensivo vivido pelas Brabas e reconheceu a preocupação com a quantidade de gols sofridos pela equipe nas últimas partidas. Em entrevista na zona mista da Fazendinha, a defensora destacou que o sistema defensivo depende do funcionamento coletivo e explicou as mudanças implementadas pela técnica Emily Lima.
“A gente fala defesa, a gente tem que falar equipe inteira, né? É um jogo de 10 para um lado, 10 para o outro, em que a gente precisa estar compacto, a gente precisa entender realmente como que as outras equipes jogam, porque a gente quer atacar. Isso é Corinthians e a gente sabe disso. E acaba deixando um pouquinho as duas zagueiras, não importa quem esteja ali jogando, um pouquinho mais exposta”, iniciou.

Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians
A camisa alvinegra comentou que o modelo ofensivo adotado pela comissão técnica acaba exigindo maior atenção das atletas responsáveis pela proteção defensiva, principalmente nas transições.
“E a gente ataca muito com as duas laterais. Enquanto uma está, a outra tem que estar batendo lá na área também. Então, para isso, a gente tem que deixar uma jogadora ali que a gente fala que é o nosso colozinho de guarda, uma volante mais fixa para ajudar a gente. Porque em um contra-ataque está todo mundo estudando como o Corinthians joga”, explicou.
Érika também revelou o impacto emocional que sente ao sofrer gols e afirmou que a equipe vem trabalhando para assimilar o novo sistema implantado por Emily Lima.
“Tomar gol, infelizmente, faz parte, eu não gosto. E eu escutei recentemente de uma das atletas, foi até uma brincadeira entre a gente, que ela falou: ‘antes eu era atacante e a gente tomava gol, eu não sentia tanto assim’. Hoje eu estou mais ali na linha defensiva. E eu sinto muito quando eu tomo um gol. Imagina a gente estar ali jogando o tempo inteiro. Qualquer gol, eu sinto muito. Eu levo para o outro jogo porque eu falo: ‘não posso tomar desse jeito, a gente não pode tomar desse jeito”, afirmou.
Na sequência, a defensora reforçou que o elenco ainda busca adaptação ao novo estilo de jogo da treinadora.
“E a gente vem estudando e a gente vem trabalhando um sistema diferente com a Emily, de recompor, de correr para trás, de esperar. E eu acho que isso, às vezes, a gente tem que entender um pouquinho mais. Porque eu não estou gostando também de tomar gol, não”, disse.
Mesmo reconhecendo os problemas defensivos, Érika valorizou a postura ofensiva do Corinthians e destacou o volume de jogo criado pela equipe.
“A gente sempre toma aquele xinguinho de que a gente precisa chutar, de que a gente precisa se movimentar mais, chegar com mais gente dentro da área. E eu acho que isso é o tempo inteiro. O Corinthians é desse jeito. Se você for ver, às vezes a gente perde uma partida, mas nós fomos a equipe que mais chutou no gol, que mais fez a goleira trabalhar”, comentou.
A zagueira ainda apontou a necessidade de maior eficiência nas finalizações.
“Ela vem falando que a gente tem que chegar, colocar muitas atletas dentro da área e fazer a goleira trabalhar. Como hoje a Tati fez algumas defesas ali, mas a gente tem que colocar para dentro. Acho que é isso que a gente precisa mais: ser mais eficiente. Porque chegar, a gente chega”, declarou.
Segundo Érika, o estilo ofensivo adotado pela equipe também exige atenção redobrada nas coberturas defensivas.
“Com a Emily, ela colocou que as duas laterais têm que bater na área. E aí você olha para trás, tem só duas zagueiras estourando, uma volante ali e, se a bola sobrar, as outras equipes já estão começando a entender isso. E traz esse contra-ataque. Então, a gente tem que entender que precisa compactar ali, ficar ligado, só que ser mais eficiente”, analisou.
A defensora também negou qualquer problema interno no elenco e destacou a união do grupo neste momento de adaptação.
“Muito pelo contrário, não vejo isso, não percebi isso. Normalmente, quando a gente fecha, é para falar ali do jogo, do que foi naquele momento, super rápido também. Até porque está todo mundo de cabeça quente, independente se você ganha ou perde. Então, ela tem que saber lidar com essa situação. Mas fechou ali, faz a nossa oração e está tudo certo”, afirmou.
Ainda durante a entrevista, Érika elogiou a profundidade do elenco e ressaltou a importância da rotatividade promovida pela comissão técnica.
“Ela está dando oportunidade para todo mundo jogar. Isso daí é essencial para a nossa equipe. A gente tem um elenco extraordinário. Vocês estão vendo aí. É um elenco que está jogando normalmente o Paulista, um elenco que está jogando ali o Brasileiro. Mas, no decorrer dos dois campeonatos, a gente está focado demais para ganhar”, pontuou.
A camisa alvinegra reforçou que o Corinthians entra em campo sempre em busca da vitória, independentemente do adversário.
“Cara, é futebol. É incrível isso, porque a gente se concentra muito em todas as partidas. Pode ter certeza disso. Eu sei que, de fora, vocês enxergam de uma outra maneira. Mas nós, como jogadoras, a gente entra para ganhar sempre. Independente se vocês analisam que é clássico ou não é clássico”, destacou.
“Para a gente, cada jogo é importantíssimo. A gente sabe as rivalidades ali, de quais são as equipes. Mas, mesmo assim, a gente entra para buscar os três pontos sempre. Sempre. Infelizmente, nem sempre a gente consegue”, acrescentou.
Por fim, Érika comentou o processo de adaptação ao trabalho de Emily Lima e projetou os próximos compromissos da temporada, incluindo o duelo contra o Palmeiras pela Copa do Brasil.
“Mesmo a Emily entrando agora, é um outro perfil, um estilo de jogo completamente diferente, onde a gente está abraçando todas as causas, respeitando completamente o trabalho, fazendo de pouquinho em pouquinho o que ela quer. Às vezes a gente não consegue ali, mas é analisado depois nos treinos, nos vídeos e nos jogos”, afirmou.
“A gente agora é na Copa do Brasil, jogo fora de casa contra o Palmeiras. Nós temos o próximo jogo ainda. E a gente vai trabalhar para isso. Mais uma vez pegando ali o Palmeiras, jogo chato, a gente sabe disso. Jogo de detalhes, onde elas vão estar completamente concentradas e a gente mais ainda. Vai ser um jogo muito gostoso, pode ter certeza disso”, finalizou.







































