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·13 de setembro de 2026
“Erros gritantes”: especialistas apontam diferença de critério em expulsão de Osório e lance do Palmeiras

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“Erros gritantes”: especialistas apontam diferença de critério em expulsão de Osório e lance do Palmeiras
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A arbitragem do clássico entre Palmeiras e São Paulo voltou a provocar discussão após a derrota tricolor por 2 a 0. Dois especialistas em arbitragem analisaram os principais lances disciplinares da partida e apontaram uma diferença de critério envolvendo Luis Osório e Larson, do Palmeiras.
Para a comentarista de arbitragem da ESPN, Renata Ruel, a arbitragem errou ao expulsar apenas o jogador do São Paulo. Na avaliação dela, os dois lances apresentaram características semelhantes e deveriam ter recebido a mesma punição.
“A arbitragem errou em não expulsar o Larson (do Palmeiras) e expulsar somente o Osório (do São Paulo). Foram lances semelhantes, com critérios diferentes e erros gritantes da arbitragem.”
A análise de Paulo Caravina, especialista em arbitragem, apresenta uma nuance importante.
Para ele, a expulsão de Osório foi correta depois da revisão do VAR. O jovem havia recebido inicialmente cartão amarelo de Rafael Klein, mas a equipe de vídeo recomendou a revisão, e o árbitro modificou a punição para vermelho.
Segundo o especialista, a jogada também apresentou elementos que justificariam uma punição mais severa: perna esticada, força e impacto semelhantes aos observados no lance de Osório.
Ou seja, a discussão não está necessariamente em defender que Osório não deveria ter sido expulso, mas em questionar por que o mesmo rigor não teria sido aplicado ao jogador palmeirense.
Esse é justamente o ponto que mais incomodou na análise dos especialistas.
Se dois lances possuem características semelhantes, o princípio básico da arbitragem é a aplicação de um critério uniforme.
Foi essa diferença que chamou a atenção de Renata Ruel e Paulo Caravina.
No caso de Osório, o VAR interferiu e recomendou a revisão do cartão amarelo. Depois de rever a jogada, Klein expulsou o jogador do São Paulo.
No lance envolvendo Larson, entretanto, não houve a mesma consequência disciplinar, apesar da semelhança apontada pelos especialistas.
O resultado prático foi enorme para o clássico.
O São Paulo fazia uma partida equilibrada contra o Palmeiras até ficar com um jogador a menos.
A equipe de Dorival Júnior entrou em campo com uma escalação alternativa, pensando na decisão contra o Boca Juniors, mas conseguiu competir durante boa parte do primeiro tempo.
A expulsão de Osório mudou o cenário.
Com superioridade numérica, o Palmeiras ganhou espaço e abriu o placar ainda antes do intervalo. Na segunda etapa, ampliou a vantagem e confirmou a vitória por 2 a 0.
Por isso, o lance disciplinar ganhou ainda mais peso na avaliação do clássico.
A discussão sobre arbitragem também acontece poucos dias depois de outro episódio que prejudicou o São Paulo no Brasileirão.
No jogo contra o Coritiba, no Morumbis, o Tricolor teve um pênalti não marcado nos minutos finais, lance que posteriormente foi reconhecido pela própria CBF como erro de arbitragem.
Naquela partida, o São Paulo acabou deixando pontos pelo caminho.
Agora, diante do Palmeiras, novamente surge a discussão sobre a aplicação dos critérios e a atuação do VAR.
Para o torcedor tricolor, a sequência alimenta uma sensação de que os erros contra o clube vêm se repetindo.
A tecnologia foi criada justamente para corrigir erros claros e evidentes da arbitragem. No caso de Osório, o VAR cumpriu seu papel ao chamar Rafael Klein para revisar a jogada.
A controvérsia aparece porque, segundo os especialistas citados, havia outro lance com características semelhantes que também deveria ter sido analisado e punido da mesma maneira.
É aí que está o questionamento mais forte: não necessariamente se Osório merecia o vermelho, mas se o Palmeiras recebeu tratamento diferente em um lance comparável.
Se o critério utilizado para expulsar Osório era válido, por que não foi aplicado também no lance de Larson?
Essa é a pergunta que fica depois do clássico.
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