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·01 de junho de 2026

Escândalo envolvendo Olten custou R$ 108 mil ao São Paulo

Imagem do artigo:Escândalo envolvendo Olten custou R$ 108 mil ao São Paulo

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A revelação de que mais de R$ 108 mil foram gastos com multas de trânsito e reparos em um veículo destinado ao presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, adiciona mais um capítulo à crise política que atravessa o clube.


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.Segundo apuração divulgada pela ESPN, o montante envolve 171 multas de trânsito acumuladas entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2023, além de gastos com reparos em um veículo cedido pela Volvo ao São Paulo por meio de um contrato de parceria firmado durante a gestão de Julio Casares.

O valor total chega a R$ 108.476,94, sendo R$ 85.360,14 referentes às infrações e R$ 23.116,80 destinados ao conserto de avarias no automóvel.

O que mais chama atenção no caso não é apenas a quantidade de multas, mas a existência de penalidades agravadas pela não identificação dos condutores. Como o veículo estava registrado em nome de pessoa jurídica, a legislação exige a indicação do motorista responsável por cada infração. Quando isso não ocorre, entram em cena as chamadas multas NIC (Não Indicação de Condutor), que multiplicam significativamente os valores cobrados.

A repercussão do episódio ocorre em um momento especialmente delicado para Olten Ayres. O dirigente já responde internamente a um processo por suposta gestão temerária e é alvo de um inquérito policial que investiga possíveis irregularidades relacionadas à sua atuação como presidente do Conselho Deliberativo.

Em sua manifestação oficial, Olten afirmou que o contrato entre São Paulo e Volvo previa que a responsabilidade administrativa pelas infrações e pela indicação dos condutores era do próprio clube. O dirigente também alegou que informações mais detalhadas estão protegidas por cláusulas de confidencialidade e pelas regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Independentemente das responsabilidades jurídicas que ainda serão apuradas, o episódio levanta questionamentos sobre governança, controles internos e fiscalização dentro do clube. Em um cenário de dificuldades financeiras e constantes debates sobre austeridade, a divulgação de gastos dessa natureza inevitavelmente provoca reação negativa entre conselheiros e torcedores.

O caso também fortalece o discurso de grupos políticos que defendem mudanças mais profundas nos mecanismos de controle e transparência do São Paulo. Afinal, a discussão deixa de ser apenas sobre multas de trânsito e passa a envolver temas mais amplos, como prestação de contas, responsabilidade administrativa e utilização de benefícios institucionais.

Agora, além das investigações internas e externas, o clube precisará administrar o impacto político da divulgação. A votação envolvendo o afastamento de Olten Ayres ganha ainda mais relevância diante da repercussão do caso, que pode influenciar diretamente o ambiente político do São Paulo nos próximos meses.

Mais do que os R$ 108 mil em despesas, o episódio expõe um problema que preocupa grande parte dos associados: a necessidade de mecanismos cada vez mais rígidos de fiscalização e transparência na administração do clube.

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