Território MLS
·20 de julho de 2026
Espanha domina Argentina na prorrogação, vence por 1 a 0 e conquista a Copa do Mundo

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Ferran Torres marca aos 106 minutos, coroando uma atuação dominante da seleção espanhola, que encerra um projeto de 13 anos com o título da Copa do Mundo 2026.
Informações da partida
📅 Data: 19 de julho de 2026 🏟️ Estádio: MetLife Stadium, Nova Jersey 🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Final ⚽ Resultado: Espanha 1 x 0 Argentina
Gol: ⚽ Ferran Torres, 106′ — 1×0
A final da Copa do Mundo colocou frente a frente dois modelos muito bem definidos. De um lado, a Argentina de Lionel Scaloni, atual campeã mundial e fiel ao seu estilo de construção desde a defesa. Do outro, a Espanha de Luis de la Fuente, dona do futebol mais dominante do torneio.
Desde os primeiros minutos, a Espanha assumiu completamente o controle da partida.
Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal recebeu pela direita, tabelou com Dani Olmo e apareceu dentro da área para finalizar. A bola ainda desviou na defesa antes de chegar com tranquilidade às mãos de Emiliano Martínez.
Pouco depois, a Espanha voltou a recuperar a posse no campo ofensivo após erro argentino na saída de bola. Rodri interceptou um passe no meio-campo e encontrou Yamal em velocidade, mas a defesa conseguiu bloquear a tentativa de assistência.
A resposta argentina veio apenas em um contra-ataque isolado. Julián Álvarez recuperou uma bola no campo de ataque e lançou Lionel Messi nas costas da defesa espanhola. Antes mesmo do camisa 10 dominar, porém, Unai Simón já havia deixado a área para interceptar a jogada, repetindo uma característica que marcou toda sua Copa do Mundo: a leitura impecável dos espaços.
A partir daí, a Espanha passou a transformar posse de bola em volume ofensivo.
Yamal venceu seus primeiros duelos contra Tagliafico, Oyarzabal obrigou Emiliano Martínez a fazer grande defesa após bela troca de passes iniciada por Laporte, Rodri e Fabián Ruiz, enquanto Cucurella também levou perigo em finalização de média distância.
A Argentina encontrava enormes dificuldades para sair jogando diante da pressão espanhola. Ainda assim, manteve sua identidade durante toda a partida, recusando ligações diretas e tentando construir desde a defesa, mesmo sob enorme pressão.
No segundo tempo, o panorama permaneceu praticamente o mesmo.
A Espanha continuou instalada no campo ofensivo, pressionando imediatamente após perder a bola e criando oportunidades em sequência. Dani Olmo, Yamal, Cubarsí, Ferran Torres e Rodri obrigaram Emiliano Martínez a trabalhar diversas vezes.
A grande mudança da partida aconteceu aos 61 minutos.
Luis de la Fuente colocou Pedri e Ferran Torres em campo.
A resposta foi imediata.
Na primeira participação, Pedri já encontrou Dani Olmo em ótima condição para finalizar. A partir dali, o meio-campista assumiu completamente o controle do ritmo da partida, terminando o jogo como o jogador que mais criou chances na final.
Mesmo dominada, a Argentina resistia.
Até que, já na prorrogação, veio o lance decisivo.
Pedro Porro cruzou da direita para Nico Williams, que, sem ângulo para finalizar, escorou de cabeça para Ferran Torres completar para o gol e marcar o único tento da decisão.
A Argentina ainda tentou reagir nos minutos finais, principalmente através de Lionel Messi, mas encontrou uma defesa espanhola extremamente segura até o apito final.
A Espanha conquistava, de forma merecida, sua segunda Copa do Mundo.
A final foi o retrato perfeito do trabalho desenvolvido por Luis de la Fuente desde que assumiu a seleção espanhola.
Mais do que dominar a posse de bola, a Espanha dominou todos os momentos do jogo. Pressionou alto, recuperou rapidamente a posse, controlou o ritmo da partida e praticamente não permitiu que a Argentina construísse jogadas durante os 120 minutos.
Muito desse crescimento passou pelo aprendizado ao longo do próprio torneio. O duelo contra o Uruguai, ainda na fase de grupos, obrigou a Espanha a enfrentar um jogo físico, intenso e de poucos espaços. Foi justamente ali que a equipe mostrou que também sabia sofrer quando necessário.
Na final, todo esse aprendizado apareceu.
Mesmo diante da atual campeã do mundo, a Espanha nunca perdeu o controle emocional nem abandonou sua ideia de jogo.
Luis de la Fuente mostrou mais uma vez por que foi um dos grandes personagens desta Copa do Mundo. A cada adversário encontrou soluções diferentes sem abrir mão da identidade construída ao longo de mais de uma década de trabalho na base e na seleção principal.
O gol de Ferran Torres foi apenas a consequência de um domínio construído durante toda a partida.
Praticamente nada.
Mesmo precisando da prorrogação para confirmar o título, a Espanha controlou completamente o jogo do início ao fim.
Se houve um ponto de atenção, foi apenas a dificuldade para transformar o enorme volume ofensivo em gols durante o tempo regulamentar. Ainda assim, a equipe seguiu fiel ao seu modelo, manteve a paciência e acabou sendo recompensada na prorrogação.
Mesmo dominada durante praticamente toda a decisão, a Argentina jamais abandonou sua identidade.
A equipe de Lionel Scaloni continuou tentando construir desde a defesa, mesmo enfrentando uma das pressões mais intensas do futebol mundial. Em nenhum momento abriu mão de suas convicções para simplesmente rifar bolas ou mudar completamente sua forma de jogar.
Essa postura não foi suficiente para conquistar o bicampeonato, mas mostra a força do projeto argentino. Às vezes, no futebol, é possível fazer escolhas corretas e ainda assim encontrar um adversário superior.
A expulsão de Enzo Fernández mudou completamente o cenário da decisão.
A Argentina resistia e levava a partida para um contexto que lhe interessava: uma reta final equilibrada e, possivelmente, uma disputa por pênaltis, histórico ponto forte da seleção nas Copas do Mundo.
A expulsão, porém, obrigou a equipe a atuar com um jogador a menos justamente contra a seleção que melhor circulou a bola durante todo o torneio.
A Espanha aproveitou o desgaste físico argentino, aumentou ainda mais a pressão e encontrou o gol na prorrogação.
Ainda assim, a derrota não apaga a campanha argentina. A equipe chegou novamente à decisão de uma Copa do Mundo e caiu diante de uma Espanha que, durante todo o torneio, apresentou o futebol mais consistente da competição.
Mais uma vez, entrou e mudou completamente o jogo.
Luis de la Fuente o colocou em campo aos 61 minutos e, desde a primeira participação, a Espanha passou a criar ainda mais perigo. Foram quatro chances criadas, uma grande chance gerada e uma finalização perigosa, além do controle absoluto do ritmo da partida durante a prorrogação.
O meio-campista mostrou, mais uma vez, que sua influência vai muito além de gols e assistências. Pedri organiza, acelera, desacelera e faz o coletivo funcionar como poucos jogadores no futebol mundial.
⭐ Pau Cubarsí
Se Yamal representa o futuro ofensivo da Espanha, Cubarsí representa a tranquilidade defensiva.
O zagueiro fez mais uma partida impecável. Seguro nos duelos, preciso na saída de bola e extremamente inteligente para quebrar linhas com passes verticais, foi um dos grandes responsáveis por manter a Espanha instalada no campo ofensivo durante praticamente toda a final.
Aos 19 anos, encerra a Copa eleito pela FIFA como o Melhor Jogador Jovem do torneio.
⭐ Rodri
Eleito pela FIFA como o melhor jogador da Copa do Mundo, Rodri justificou novamente o prêmio.
Controlou completamente o meio-campo espanhol, completou 100 passes na decisão, criou duas chances, venceu oito duelos e recuperou inúmeras bolas no setor central.
Mais uma atuação de quem transforma domínio territorial em controle absoluto da partida.
⭐ Ferran Torres
Entrou no segundo tempo e decidiu a final.
Além do gol do título aos 106 minutos, ainda balançou as redes novamente em lance posteriormente anulado por impedimento.
Mesmo participando de menos tempo que os demais atacantes, foi decisivo quando a Espanha mais precisou.
🇦🇷 Emiliano Martínez
Apesar da derrota, o goleiro argentino evitou um placar muito mais elástico.
Foram 11 defesas ao longo da partida, várias delas em finalizações dentro da área. Sem suas intervenções, a decisão dificilmente teria chegado à prorrogação.
🇦🇷 Lionel Messi
A despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo terminou sem o bicampeonato, mas também sem apagar sua grande campanha.
Mesmo aos 39 anos, voltou a ser o principal desafogo ofensivo da Argentina. Acertou todos os dribles que tentou, venceu oito duelos e foi quem mais buscou criar algo diferente quando a equipe precisava atacar.
Não foi suficiente diante da organização espanhola, mas mostrou, mais uma vez, por que segue sendo um dos maiores jogadores da história do futebol.
Enzo Fernández
A atuação do meio-campista argentino ficou marcada pela expulsão no fim do tempo regulamentar.
Até então, fazia uma partida competitiva, mas exagerou na entrada sobre Pau Cubarsí e recebeu corretamente o segundo cartão amarelo.
A inferioridade numérica obrigou a Argentina a enfrentar a prorrogação contra a seleção que mais controlou a posse de bola durante toda a Copa do Mundo, cenário que acabou sendo determinante para o desfecho da decisão.
A Espanha encerra um ciclo de 13 anos de reconstrução com a maior conquista possível.
Depois de investir na formação de jogadores, fortalecer sua identidade desde as categorias de base e manter um modelo de jogo consistente ao longo dos últimos anos, a seleção espanhola volta ao topo do futebol mundial de forma incontestável.
Luis de la Fuente conquista sua primeira Copa do Mundo no comando da equipe principal e confirma uma geração que reúne nomes como Lamine Yamal, Pedri, Pau Cubarsí, Rodri, Nico Williams, Ferran Torres e tantos outros que ainda devem protagonizar o futebol internacional nos próximos anos.
Do outro lado, a Argentina encerra mais um ciclo histórico.
A seleção de Lionel Scaloni volta a disputar uma final de Copa do Mundo, reafirma sua competitividade e se despede da competição de cabeça erguida. Lionel Messi, em sua última participação no Mundial, deixa o torneio como um dos grandes personagens da história das Copas.
A Espanha foi campeã.
Mas, acima de tudo, o futebol foi coroado com uma final entre duas seleções que jamais abriram mão de suas convicções. Uma venceu porque executou seu projeto em um nível extraordinário. A outra saiu derrotada sabendo que perdeu para a melhor equipe da Copa do Mundo.







































