Zerozero
·17 de julho de 2026
Espanha vs Argentina: antevisão, ausências e onzes prováveis

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·17 de julho de 2026

É hora de decidir o que vai ficar nas nossas memórias. Não para os próximos quatro anos, mas para toda a eternidade - é essa a dimensão de qualquer edição do Campeonato do Mundo e a de 2026, maior até à data, não será exceção.
É já este domingo, a partir das 20h, que a bola rola no grande jogo. Teremos espetáculos megalómanos antes e a meio do mesmo, no que certamente não nos deixará esquecer que a festa é nos Estados Unidos (Nova Jérsia, mais especificamente), mas teremos, acima de tudo, um duelo entre as duas melhores seleções da atualidade.
Espanha, a campeã europeia em título, ou Argentina, campeã mundial e sul-americana? Quem sairá por cima? O destino já respondeu ao caso da finalíssima que tinha ficado por disputar, mas tem, agora, de responder a estas perguntas.
De um lado os espanhóis. Uma equipa que encaixa totalmente com o que já é um estereótipo para a roja. Controlo e ordem a partir de um coletivo bem trabalhado e sem culto de egos. Além disso, uma solidez defensiva sem paralelo - sofreram apenas um golo em todo o torneio, limitando a presença de Unai Simón na baliza a algo simbólico.
Luis de la Fuente construiu uma equipa capaz de varrer a França, suposta favorita, com uma tranquilidade que ninguém esperava antes do jogo (2-0). Rodri é o metrónomo de uma equipa que funciona independentemente dos nomes colocados em campo, mas que se tem apoiado particularmente na qualidade de um prodigioso extremo e na personalidade dos laterais (Cucurella e Porro).
Do lado oposto, uma albiceleste que abraça esse culto. Não de um ego, mas de um homem que é parte da identidade de toda a equipa e nação. Sofrem golos, mas jogam com a vertigem e paixão que os leva também a marcar sempre mais que o adversário, com Enzo Fernández e Julián Álvarez em grande nível. Terão apenas de fechar melhor as portas da sua baliza frente à roja.
Há no centro desta história um duelo de gerações, entre dois jogadores cujos nomes não seguram suspense mesmo que não tenham sido referidos ainda. Lionel Messi já deu banho a Lamine Yamal uma vez e quererá fazê-lo de novo, enquanto o novo 10 do Barcelona quer fazer-se menino grande. De uma forma ou outra, independentemente do resultado, os mais românticos conseguirão encontrar a sua narrativa: uma passagem de testemunho.
É mesmo uma grande final. A história entre as duas nações é extensa, mas não no futebol, onde o confronto, em competições oficiais, se resume a um jogo em 1966. Sobre a atualidade - o que importa -, é um jogo entre o melhor ataque e a melhor defesa, os campeões dos dois grandes continentes do futebol, uma geração histórica - que vai em busca do quarto torneio e segundo Mundial consecutivo - e uma que quer construir estatuto semelhante... Que comece!
Espanha: Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella, Rodri , Dani Olmo, Fabián Ruiz, Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal, Álex Baena
Argentina: Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Lisandro Martínez, Cristián Romero, Nicolás Tagliafico, Leandro Paredes, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister, Enzo Fernández, Julián Alvarez, Lionel Messi
Espanha ( vs França 2026-07-14): Unai Simón, Pedro Porro, Aymeric Laporte, Pau Cubarsí, Marc Cucurella, Rodri , Dani Olmo, Fabián Ruiz, Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal, Álex Baena
Argentina ( vs Inglaterra 2026-07-15): Emiliano Martínez, Nahuel Molina, Cristián Romero, Lisandro Martínez, Nicolás Tagliafico, Giuliano Simeone, Enzo Fernández, Leandro Paredes, Alexis Mac Allister, Lionel Messi, Julián Alvarez







































