Território MLS
·19 de julho de 2026
Espanha x Argentina: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir à final da Copa do Mundo 2026

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·19 de julho de 2026

Foram 103 partidas até aqui. Agora, resta apenas uma. Campeã da Eurocopa, a Espanha enfrenta a Argentina, atual campeã da Copa América, na decisão da Copa do Mundo de 2026. Primeira e segunda colocadas do ranking da FIFA, as duas seleções dominaram o ciclo entre Mundiais e chegam ao MetLife Stadium para disputar uma final que coloca frente a frente os melhores times da Europa e da América do Sul, sendo talvez, o confronto mais aguardado do futebol de seleções nos últimos anos.
📅 Data: 19 de julho de 2026🕓 Horário: 16h (de Brasília)🏟️ Estádio: MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos📺 Transmissão: SBT, Globo e CazéTV🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Final
A Espanha chega à decisão como a seleção que apresentou o futebol mais convincente da competição. A equipe comandada por Luis de la Fuente aumentou o ritmo ao longo do torneio e alcançou seu melhor nível justamente nas fases decisivas. Depois de eliminar Portugal, Bélgica e França, a Roja chega à final sustentada por um modelo de jogo extremamente sólido, baseado no controle da posse de bola, intensidade na pressão após a perda e uma organização coletiva que nenhuma seleção conseguiu igualar nesta Copa.
A Argentina percorreu um caminho diferente. A equipe de Lionel Scaloni precisou sofrer mais para chegar à decisão, mas mostrou novamente a força mental que marcou o ciclo campeão do mundo em 2022. Contra Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, a Albiceleste encontrou diferentes dificuldades, mas sempre encontrou respostas. Assim como a Espanha, a Argentina também se destaca pela organização coletiva. A diferença é que, enquanto o sistema espanhol distribui protagonismo entre diversos jogadores, Scaloni construiu uma equipe pensada para potencializar Lionel Messi. Cada movimento coletivo busca criar o cenário ideal para que o camisa 10 tenha liberdade para decidir. É essa combinação entre organização, intensidade e o talento de Messi que levou a Argentina à sua terceira final de Copa do Mundo das últimas 4 disputadas.
A Espanha entra como favorita para a decisão segundo as principais casas de apostas.
Odds
Comentário: A Espanha chega como favorita pelo futebol apresentado ao longo da Copa do Mundo, mas a presença de Lionel Messi torna qualquer previsão extremamente delicada. A expectativa é de uma partida equilibrada, com oportunidades para os dois lados. A organização coletiva da seleção espanhola pode fazer a diferença, mas a Argentina já mostrou durante toda a competição que sabe crescer em jogos grandes e encontrar soluções mesmo nos cenários mais difíceis.
Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal e Álex Baena.
Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Facundo Medina; Leandro Paredes, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández e Alexis Mac Allister; Julián Álvarez e Lionel Messi.
Aos 19 anos, Lamine Yamal disputa sua primeira final de Copa do Mundo já como um dos melhores jogadores do planeta. Principal desequilibrador da Espanha, o camisa 19 chega embalado por mais uma grande competição com a seleção e já mostrou, tanto na Eurocopa quanto na Nations League, que não se intimida em grandes decisões. Contra a Argentina, pode encontrar um cenário favorável às suas principais características. Ciente da vulnerabilidade da equipe em bolas aéreas, a tendência é que a defesa argentina dê atenção especial às jogadas de linha de fundo para evitar cruzamentos. Esse comportamento pode abrir espaço justamente para o movimento que Yamal mais domina: cortar da direita para o meio e finalizar de canhota, fundamento que já decidiu diversas partidas da Espanha nos últimos anos.
Lionel Messi chega à terceira final de Copa do Mundo da carreira vivendo mais uma campanha histórica com a seleção argentina. Com oito gols e quatro assistências, o camisa 10 lidera praticamente todos os principais indicadores ofensivos da Albiceleste nesta Copa do Mundo e é, para muitos, o principal jogador da competição. Organizada coletivamente para potencializar seu maior craque, a Argentina tem em Messi o centro de praticamente todas as ações ofensivas. Experiente em decisões deste tamanho, o argentino conhece como poucos o peso de uma final de Mundial e será, mais uma vez, a principal esperança da equipe de Lionel Scaloni.
A tendência é de uma final em que a Espanha tenha mais posse de bola durante boa parte dos 90 minutos. Embora a Argentina também seja uma seleção que goste de controlar o jogo, grande parte de sua posse nesta Copa aconteceu em cenários nos quais precisou buscar o resultado ou aumentar a pressão ofensiva. A Espanha, por outro lado, transforma a posse em um método de jogo. Cada troca de passes tem um objetivo claro: movimentar a defesa adversária até encontrar o espaço ideal para atacar.
Do lado argentino, a expectativa é por um jogo mais intenso fisicamente. Não necessariamente uma partida violenta, mas de muitos duelos, contato e pressão para impedir que a Espanha encontre conforto na circulação da bola. Foi justamente esse tipo de cenário que mais incomodou a equipe de Luis de la Fuente ao longo da competição.
Um dos principais desafios de Lionel Scaloni será encontrar uma forma de diminuir o impacto de Lamine Yamal. Independentemente de o treinador optar por Nicolás Tagliafico ou Facundo Medina na lateral esquerda, a tendência é que Alexis Mac Allister ofereça ajuda constante na marcação ao camisa 19, formando uma dobra para tentar limitar o principal desequilibrador da Espanha no um contra um.
Essa estratégia, no entanto, cria um dilema para a Argentina. A equipe tem uma linha defensiva relativamente baixa para os padrões do futebol internacional, Lisandro Martínez, por exemplo, mede apenas 1,75 m, enquanto Cristian Romero tem 1,85 m e Nahuel Molina também não se destaca pela estatura. Por isso, é natural imaginar uma preocupação em evitar que a Espanha chegue com facilidade à linha de fundo e levante bolas na área. Ao mesmo tempo, esse comportamento pode favorecer justamente a principal característica de Yamal: receber aberto pela direita, cortar para o meio e finalizar de pé esquerdo.
Caso a Argentina concentre muitos jogadores nesse setor para conter o camisa 19, Pedro Porro tende a encontrar mais liberdade para atacar o corredor, enquanto Dani Olmo, Fabián Ruiz e Álex Baena podem aproveitar os espaços criados entre as linhas.
Do outro lado, a Espanha também terá uma missão das mais complicadas: controlar Lionel Messi. Mesmo em uma função mais livre, o argentino continua sendo o principal organizador ofensivo da Albiceleste. Caso a Roja consiga abrir vantagem no placar, não seria surpresa ver Luis de la Fuente reforçando o meio-campo com um jogador de características mais defensivas durante a segunta etapa, como Martín Zubimendi, para aumentar a proteção diante das investidas argentinas.
O primeiro gol pode mudar completamente o roteiro da decisão. Se a Espanha conseguir transformar sua superioridade territorial em uma vantagem de dois gols, terá grandes chances de controlar a partida até o fim. Mas, se o placar permanecer em 1 a 0 durante muito tempo, a Argentina continuará viva. A equipe de Scaloni mostrou repetidas vezes nesta Copa que cresce nos momentos de maior pressão e possui qualidade suficiente para voltar ao jogo, especialmente quando Messi encontra espaço para criar.
A expectativa é de uma final marcada pelo contraste de estilos. De um lado, a paciência e o controle da Espanha. Do outro, a competitividade, a intensidade e a capacidade de reação da Argentina. São duas formas diferentes de chegar ao mesmo objetivo: levantar a taça da Copa do Mundo.
Independentemente do resultado, a Copa do Mundo de 2026 chega ao fim neste domingo.
Para a Espanha, a decisão representa apenas mais um capítulo de um projeto que parece longe do seu auge. Com um elenco extremamente jovem e a Copa do Mundo de 2030 sendo disputada em casa, a seleção espanhola seguirá como uma das principais candidatas aos grandes títulos do futebol mundial nos próximos anos, independentemente do que acontecer no MetLife Stadium.
Já a Argentina encara uma noite que pode simbolizar o encerramento de uma era. A final pode ser a última Copa do Mundo de Lionel Messi e representa mais um capítulo histórico do ciclo construído por Lionel Scaloni desde 2018. Independentemente do desfecho, a Albiceleste terá pela frente o desafio de iniciar uma renovação sem perder a identidade que a levou novamente ao topo do futebol mundial.
Depois de um mês de grandes histórias, jogos memoráveis e emoções por todos os cantos dos Estados Unidos, Canadá e México, resta apenas uma pergunta.
Quem encerrará a Copa do Mundo de 2026 como campeão do mundo?







































