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·17 de agosto de 2026

Especialista em futebol italiano fala sobre interesse do São Paulo em Vardy: “Poderia colaborar”

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Livre no mercado após o fim do seu vínculo com a Cremonese, da Itália, o experiente atacante inglês Jamie Vardy, de 39 anos, sacudiu a torcida do São Paulo ao se tornar alvo de negociações e especulações pelo Tricolor.

O clube do Morumbi avalia a contratação do centroavante, cuja trajetória carrega enorme peso internacional, destacando-se como o maior ídolo da história recente do Leicester City, onde protagonizou a icônica e surpreendente conquista da Premier League na temporada 2015/16. Pela Seleção Inglesa, o jogador disputou a Copa do Mundo de 2018 e soma sete gols em 26 partidas.


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Para entender como foi a recente passagem do atacante pelo futebol italiano e o impacto que uma eventual chegada traria ao Morumbi, o AVANTE MEU TRICOLOR ouviu o jornalista Caio Bitencourt, do ‘Calciopédia‘, canal no YouTube e portal referência no Brasil na cobertura do futebol do país europeu.

Altos e baixos na Serie A e o rebaixamento da Cremonese

A temporada de Vardy em Cremona refletiu a oscilação de sua equipe no Campeonato Italiano. Segundo Bitencourt, o centroavante viveu momentos positivos no início da jornada, sendo peça importante enquanto o time se mantinha competitivo.

“Teve seus bons momentos quando a Cremonese esteve bem no começo da temporada, em que parecia que o time ia sobreviver. Conseguiu seus gols entre setembro e novembro, a Cremonese deu um jeito que parecia que ia ficar ali pra dezembro”, analisou o jornalista.

No entanto, o desempenho coletivo despencou no ano seguinte. “De janeiro em diante, não ganhou mais de ninguém até maio, quando o Vardy reapareceu marcando gols. Entre janeiro e maio ele só tinha dado uma assistência na vitória contra o Parma em março, que foi a única, e pelo returno muito ruim, foi a razão da Cremonese cair”, explicou Bitencourt.

O especialista ressalta que as dificuldades do atacante estiveram longe de ser um problema físico ou de entrega individual. “Momentos bons, homem referência, e tudo mais, mas era drama puro — não tanto por ele e nem pelo físico, que era ok, mas porque o coletivo não fazia a bola chegar”, pontuou.

A Cremonese ainda lutou até o fim para evitar a queda para a Serie B graças às atuações decisivas do veterano na reta final. “Até chegaram vivos na última rodada pelos gols do Vardy em dois dos três jogos finais, mas a vida foi decidida contra o Como. E pra piorar, o Lecce tinha um Genoa salvo…”, lembra Bitencourt.

Relação com a torcida e carisma no futebol italiano

Apesar do rebaixamento, a presença de Vardy marcou o cotidiano do clube italiano e o carinho dos torcedores locais. Questionado sobre a identificação dos adeptos e os motivos da não renovação contratual, o jornalista aponta o status de estrela do atleta na região.

“Acho que sim (a queda pesou para a não renovação), porque querendo ou não, era o chamado ‘bomber di provincia’ a essa altura. Embora a queda fosse meio prevista, era a imagem de um jogador consagrado indo jogar em Cremona”, avalia.

Ao todo, Vardy terminou a temporada italiana com sete gols e duas assistências em 29 partidas disputadas. Foram 30 finalizações ao todo (14 delas no gol, com 4.3 arremates para marcar. Ao todo, o inglês terminou com 50% de conversão de chances claras e ainda terminou como um dos líderes do Italiano no quesito duelos aéreos ganhos, com 48 deles anotados.

Encaixe no São Paulo e prioridades do elenco

Sobre a possível transferência para o futebol brasileiro e a comparação com os nomes atuais do ataque tricolor, Bitencourt analisa as carências e o momento do clube tricolor com cautela. E, principalmente, responde a pergunta que todo são-paulino está fazendo: é melhor que Calleri? A resposta surpreende.

“Não tem como não dizer que não, vendo o histórico. O X da questão é que não é exatamente o que o time precisa nesse momento. Principalmente em relação à zaga e à ausência na volância. Mas poderia colaborar”, afirmou.

O jornalista destaca ainda que a movimentação traz um forte componente de risco e oportunidade, associando a busca por reforços a outras fragilidades do plantel tricolor.

“Olha, nesse caso (de Vardy negociar com o São Paulo) é gostar de aventura. O negócio, pra mim, acho que diz mais respeito às peças envolvidas. Especialmente na zaga, que querem porque querem reabilitar o Arboleda, fora gente que não joga bola há tempos, como Wendell, Pablo Maia… E Rafael. Embora não duvido nada que tenha o fator da baixa do Luciano”, conclui Bitencourt.

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