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Coluna do Fla

·28 de setembro de 2026

Especialista tira todas as dúvidas sobre fratura de Arrascaeta e explica recuperação de ídolo do Flamengo

Imagem do artigo:Especialista tira todas as dúvidas sobre fratura de Arrascaeta e explica recuperação de ídolo do Flamengo

Ao Coluna do Fla, fisioterapeuta Nelson Marques analisou o lance, detalhou a cirurgia e citou prazo de 60 a 90 dias para esse tipo de fratura


Arrascaeta sofreu uma fratura de Colles no punho esquerdo, na avaliação do fisioterapeuta Nelson Marques ao Coluna do Fla. O meia do Flamengo se machucou nesta segunda-feira (28), em Seul. Na ocasião, o Uruguai venceu a Coreia do Sul por 4 a 1 em amistoso.


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O Flamengo, por sua vez, confirmou a fratura e a indicação cirúrgica, mas não detalhou o tipo da lesão. Além disso, o clube ainda não divulgou prazo de recuperação nem a data do procedimento.

O camisa 10 escorregou sozinho, sem disputa de bola, e apoiou a mão esquerda no gramado para amortecer a queda. Antes do lance, ele já havia marcado um gol e dado uma assistência. Em seguida, o técnico Diego Forlán fez a substituição aos 32 minutos do segundo tempo.

O que é a fratura de Colles

De acordo com Marques, a lesão atinge o rádio, um dos ossos do antebraço, na região mais próxima ao punho. Portanto, na avaliação fisioterapeuta, a fratura não está em nenhum dos oito ossos do carpo. Além disso, o mecanismo descrito pelo especialista coincide com a queda do uruguaio na Coreia do Sul.

“A fratura que o Arrascaeta sofreu chama-se fratura de Colles. É a fratura do terço distal do rádio, ou seja, o terço mais próximo ao punho. Este tipo de fratura acontece quando se cai com a mão geralmente espalmada”, explicou Nelson Marques.

Segundo o especialista, esse tipo de fratura costuma apresentar deslocamento do osso. Por isso, pode provocar dor intensa, inchaço, deformidade e perda de força na mão. Quando há grande deslocamento ou instabilidade, o médico pode indicar cirurgia para reposicionar e fixar o osso.

Como funciona a cirurgia no punho

Marques estima que o procedimento dure, em média, entre uma hora e uma hora e meia. Durante a operação, o cirurgião realinha o osso, que pode estar deslocado, sobreposto ou rodado. Depois disso, fixa a fratura com placas e parafusos.

O fisioterapeuta chama esse realinhamento de colocação “boca a boca”. Ainda assim, o especialista considera o pós-operatório a etapa mais exigente. Afinal, o atleta precisa recuperar a mobilidade e a fluidez do movimento na articulação.

Na fase inicial da fisioterapia, o foco recai sobre o controle da dor e do inchaço. Além disso, a equipe trabalha para preservar a mobilidade dos dedos e evitar rigidez. Com a liberação médica, entram exercícios de amplitude de movimento e fortalecimento da musculatura.

Quanto tempo Arrascaeta deve ficar fora?

Para fraturas de Colles, Marques cita um período de recuperação entre 60 e 90 dias. Entretanto, ele ressalta que o prazo varia conforme idade, gravidade da lesão, técnica cirúrgica e condições individuais.

A estimativa inicial relatada nos bastidores é menor. Segundo a ESPN, o departamento médico do Flamengo projeta cerca de seis semanas de afastamento. Oficialmente, porém, o clube ainda não estabeleceu prazo.

“O processo de recuperação e consolidação de um osso depende de pessoa para pessoa. O metabolismo pode auxiliar. (…) O problema é o processo de recuperação, a mobilidade dessa articulação. É isso que vai fazer com que esse processo seja mais rápido ou mais lento. Eu sei que o grupo de trabalho do Flamengo, em relação à fisioterapia é de excelente qualidade”, afirmou o fisioterapeuta.

Desfalque na semifinal da Libertadores

Com a lesão, Arrascaeta vira desfalque nos 2 jogos contra o Estudiantes (ARG), pela semifinal da Libertadores. A ida está marcada para 15 de outubro, em La Plata. Já a volta acontece no dia 22, no Maracanã.

Conforme apurou o Coluna do Fla, o clube trabalha com a possibilidade de contar com o meia apenas em uma eventual final continental. Antes disso, o Flamengo pediu o retorno imediato do jogador ao Brasil, com aval do médico Fernando Sassaki. Assim, o departamento médico fará uma nova avaliação antes da cirurgia.

A fratura amplia uma temporada marcada por problemas físicos. Em abril, Arrascaeta fraturou a clavícula direita justamente contra o Estudiantes, na fase de grupos. Depois, uma lesão na panturrilha direita o tirou da Copa do Mundo. O Coluna do Fla relembrou todas as lesões do meia em 2026.

Enquanto o camisa 10 inicia o tratamento, o elenco volta a campo em 8 de outubro, uma quinta-feira. O adversário será o Santos, às 19h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.

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