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·11 de maio de 2026

Especialistas de arbitragem mantêm concordância sobre polêmica em jogo do Palmeiras

Imagem do artigo:Especialistas de arbitragem mantêm concordância sobre polêmica em jogo do Palmeiras

O empate desse domingo (10) em 1 a 1 entre Remo e Palmeiras, em Belém, não escapou de polêmicas tidas como cruciais pela disputa do Brasileirão 2026. Bem como a diretoria alviverde, especialistas de arbitragem também questionaram o gol anulado de Bruno Fuchs, já nos acréscimos da partida — que encaminharia a vitória de virada do líder da competição.

Para Renata Ruel, dos canais ESPN, a equipe de Abel Ferreira saiu prejudicada com o empate no Mangueirão. Isso porque a especialista de arbitragem vê o toque na mão de Flaco López, antes da finalização aos 50 minutos, como acidental.


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“A regra fala que cometerá uma infração o jogador que marcar um gol no adversário diretamente com a mão ou braço. Mesmo que seja uma ação acidental, ou, imediatamente após a bola tocar na mão ou no braço desse jogador, mesmo que também seja de maneira acidental, ele marcar o gol”, e prosseguiu:

“Na jogada, a bola toca de forma acidental no braço do López, que não é quem faz o gol, como diz a regra. A bola ainda vem cabeceada do adversário, mas o braço do López está no movimento natural. Um toque acidental, não é uma ação deliberada. Se fosse um braço deliberado ou que estivesse ampliando o espaço corporal, aí a gente poderia entender como infração”.

Por fim, completou: “Mas a gente percebe um toque acidental. E aí a bola sobra pro Fuchs, que em nenhum momento toca na bola com o braço e faz o gol. Pela regra do jogo, como o toque é acidental e não é do jogador que marcou o gol, então tem que validar. Muitas vezes a CBF instrui os árbitros de forma equivocada e diferente da regra”.

PC Oliveira corrobora da análise

Durante o Fechamento Sportv, PC de Oliveira ratificou a análise da companheira de profissão e explicou a regra sob outro prisma. Ele sustentou sua opinião a partir de dois pontos de vista.

“Com relação ao lance de hoje, a gente precisa analisar sob dois pontos de vista: o primeiro diz a regra do jogo, e o segundo a maneira como os árbitros são instruídos. Até 2021, quando saía um gol imediatamente após um toque de mão, ele tinha que ser anulado em todas as circunstâncias: quando o próprio jogador fazia o gol ou até mesmo quando o companheiro dele fazia o gol. Então nesse lance de hoje, até 2021 tinha que ser anulado”, iniciou.

E continuou: “Na final do Mundial de Clubes de 2021, o Bayern de Munique ganhou do Tigres com um gol em que a bola bateu no braço do Lewandowski, sobrou e o Bayern fez gol. Naquela ocasião era irregular, o árbitro deu. Depois dessa final, a FIFA se reuniu com a IFAB e disse: “Vamos mudar a regra. A gente só vai anular quando o próprio jogador fizer o gol. Quando for o companheiro, o gol vai ser legal, ok?”.

“Então a partir daquele momento, os árbitros começaram a ter bastante precisão na análise desse tipo de lance. Você só anula um lance como esse se a bola bater ali de uma maneira acidental. Está numa ação de disputa, sobra e o Fuchs faz o gol. Mas quando ela sobra para um companheiro, o que diz a regra? Tem dar o gol”, concluiu.

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Anderson Barros protesta contra gol anulado – Foto: Reprodução/SEP TV

Gol anulado do Palmeiras

O lance ocorreu aos 49 minutos da etapa final, quando Flaco López disputou no alto com a marcação, e o zagueiro aproveitou a sobra, girou e chutou forte para balançar as redes. Aos 50′, o VAR entrou em ação e anulou o gol por toque de mão do atacante.

A decisão gerou revolta no Palmeiras, que, representado pelo diretor Anderson Barros, protestou. O dirigente leu a definição da regra em seu celular pessoal durante a coletiva.

“Tocar acidentalmente na mão, ou no braço de um jogador de ataque. Em seguida, um companheiro de equipe finalizar e marcar o gol, o tento é legal e confirmado. O toque acidental, no início da jogada, não é infração quando sobra para outro jogador”, disse em um dos trechos da coletiva.

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