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·08 de fevereiro de 2026
Esperança chegou com Álvaro Pacheco: Casa Pia iguala registo positivo com um ano

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·08 de fevereiro de 2026

A época do Casa Pia tem sido tudo menos suave - como bem prova a sua classificação e irem já no terceiro treinador -, mas o experiente Álvaro Pacheco trouxe alguma calma aos Gansos e esperança para a ponta final do campeonato. O objetivo é a manutenção
Antes do técnico chegar ao comando dos lisboetas, o Casa Pia ocupava, à 17ª jornada, o 15º lugar da classificação, com 14 pontos conquistados, fruto de três vitórias, cinco empates e nove derrotas, com 17 golos marcados - 4º pior ataque da prova, na altura - e 32 sofridos - 3º pior defesa.
No entanto, a esperança tem crescido. Olhando para a classificação, é verdade que os Gansos continuam exatamente na mesma posição, a 15ª, mas o cenário é, pelo menos para já, bastante diferente, olhando para o que aí vem.
Álvaro Pacheco até perdeu logo na estreia, na visita ao reduto do bicampeão nacional Sporting, por 3-0, mas desde aí a equipa tem vindo a carburar.
A nível tático, o desenho da equipa até se manteve semelhante, com algumas nuances distintas face ao que se via sob o comando de João Pereira e Gonçalo Brandão, mas a equipa sentiu claramente essa «chicotada psicológica», como normalmente se chama na gíria futebolística, e os números provam-no.
Para começar, os pontos. Ao cabo de quatro jogos de Álvaro Pacheco, o Casa Pia, com o empate com o Nacional deste domingo (0-0), somou cinco pontos, fruto de uma (grande) vitória, sobre o líder FC Porto (2-1), e outro empate, com o AFS (3-3). Falamos de mais de um quarto dos atuais 19 pontos da equipa, em apenas quatro jogos.
Depois, e provavelmente um dos fatores mais diferenciadores desta mudança, até ao momento, a coesão defensiva. É verdade que os Gansos sofreram três golos na estreia, com o Sporting, e outros três no tal empate de loucos com o AFS, mas tudo isso foi nas duas primeiras semanas de Álvaro Pacheco.
Desde então, a evolução tem sido notória, fruto, certamente, de mais tempo de trabalho com a nova equipa técnica. A vitória contra o FC Porto já tinha sido um enorme exemplo disso mesmo. O empate com o Nacional foi outro, até porque se notou que essa coesão defensiva era uma evidente prioridade da equipa. E isto ganha novos contornos se tivermos em conta que, neste último jogo, por exemplo, o Casa Pia estava sem três dos seus habituais centrais - David Sousa (castigado), José Fonte (lesionado) e Duplexe Tchamba (lesionado).
Tudo isto ajudou a conseguirem três jogos seguidos sem perder. Para recordar a última vez que o Casa Pia teve registo semelhante, é preciso recuar até à época passada, há mais de um ano, quando, entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, teve cinco jogos (dois empates e três vitórias) seguidos sem perder. Para igualar esse registo, terá de pontuar nas próximas duas jornadas, ante Arouca e Famalicão.









































