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·29 de agosto de 2026
“Esqueçam! Não vai mudar nada”: jornalista critica estrutura do São Paulo

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“Esqueçam! Não vai mudar nada”: jornalista critica estrutura do São Paulo
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A reforma do Estatuto Social do São Paulo ganhou forte peso político nesta quinta-feira (27), com a votação das propostas pelo Conselho Deliberativo do clube. Apesar de reunir mudanças em áreas como governança, transparência, responsabilidade de dirigentes e Conselho de Administração, o projeto também provocou críticas contundentes de jornalistas e torcedores.
Para um dos comentaristas que analisaram o cenário político do São Paulo, Ivan Drago, a reforma não seria capaz de promover uma mudança estrutural no clube, principalmente porque mantém um dos pontos mais questionados do atual modelo: a eleição do presidente pelos conselheiros.
A avaliação foi resumida de forma contundente durante o debate: “Esqueçam! Não vai mudar nada no São Paulo”.
A principal linha de argumentação dos críticos da atual estrutura é que o São Paulo precisaria separar definitivamente gestão profissional e disputa política.
A defesa passa pela contratação de profissionais de mercado para áreas como:
Nesse modelo, o presidente e os órgãos políticos teriam funções de fiscalização e definição estratégica, enquanto executivos profissionais ficariam responsáveis pela operação cotidiana do clube.
O argumento é que um clube do tamanho do São Paulo necessita de metas, mecanismos de controle, transparência e responsabilização dos gestores.
Mesmo que aprovada pelo Conselho Deliberativo, a reforma estatutária não entraria imediatamente em vigor em todos os seus aspectos.
A proposta ainda poderia ser submetida à Assembleia Geral dos Sócios, seguindo o rito previsto para alterações estatutárias.
Além disso, algumas das mudanças teriam impacto principalmente sobre a próxima gestão do São Paulo, o que aumenta a importância política da discussão diante da eleição presidencial prevista para dezembro.
“Nada vai mudar de forma significativa.”
Para os críticos, sem ampliar efetivamente a participação dos sócios na escolha do presidente e sem reduzir a influência dos grupos políticos, uma reforma com novos conselhos e novas regras poderia apenas reorganizar o poder existente, em vez de transformar a administração do São Paulo.








































