Estados Unidos faz 2 a 0 na Austrália, garante vaga no mata-mata e fica muito perto da liderança do Grupo D | OneFootball

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·20 de junho de 2026

Estados Unidos faz 2 a 0 na Austrália, garante vaga no mata-mata e fica muito perto da liderança do Grupo D

Imagem do artigo:Estados Unidos faz 2 a 0 na Austrália, garante vaga no mata-mata e fica muito perto da liderança do Grupo D

Com um gol contra de Cameron Burgess e outro de Alex Freeman, os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 em Seattle, garantiram classificação para a Fase de 32 da Copa do Mundo de 2026 e assumiram o controle do Grupo D.

Como foi o jogo?


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A Austrália começou surpreendendo e logo no primeiro minuto já chegou pela primeira vez ao ataque. Após um passe errado de Alex Freeman para Chris Richards, Mohamed Touré interceptou a bola e avançou pelo lado direito antes de finalizar sem muito perigo para a defesa norte-americana.

Os Estados Unidos responderam rapidamente. Aos cinco minutos, Weston McKennie fez boa jogada pela direita e cruzou para a área. A defesa australiana afastou parcialmente, Anthony Robinson recuperou pelo lado esquerdo e tentou novo cruzamento buscando Folarin Balogun, mas a jogada já não valia mais nada.

Aos oito minutos veio a primeira grande chance dos norte-americanos. Freeman encontrou Sergiño Dest pelo lado direito, o lateral tabelou com McKennie e invadiu a área antes de finalizar de canhota. A defesa australiana conseguiu bloquear a conclusão.

A pressão deu resultado aos 10 minutos. Anthony Robinson lançou Balogun em velocidade pela esquerda. O atacante ganhou da marcação e cruzou rasteiro para o meio da área. Na tentativa de cortar, Cameron Burgess acabou desviando contra o próprio patrimônio e marcou contra, abrindo o placar para os Estados Unidos.

A Austrália tentou responder imediatamente. Aos 11 minutos, Aiden O’Neill recebeu na entrada da área e finalizou de bico, mas mandou para fora.

O restante da primeira etapa teve domínio norte-americano. Aos 22 minutos, Alex Freeman apareceu novamente participando de uma boa troca de passes com Dest e Tillman pelo lado direito. A jogada não terminou em finalização, mas mostrou o controle dos Estados Unidos naquele momento da partida.

O segundo gol veio aos 42 minutos. Em uma cobrança de falta curta próxima à bandeira de escanteio, Anthony Robinson rolou para Sergiño Dest na entrada da área. O lateral finalizou, a bola desviou na defesa australiana e subiu. Na queda, Alex Freeman apareceu livre para cabecear para o fundo das redes e ampliar a vantagem americana. O lance ainda passou por uma rápida revisão do VAR por uma possível interferência de Balogun no campo de visão do goleiro, mas o gol foi confirmado.

Antes do intervalo, os Estados Unidos ainda criaram mais uma boa oportunidade. Freeman foi ao fundo e rolou para Dest, que apareceu novamente pelo centro da área e obrigou o goleiro australiano a fazer boa defesa.

No segundo tempo, o panorama mudou. Com a vantagem construída, os Estados Unidos baixaram suas linhas e passaram a administrar o resultado. Aos 50 minutos, Balogun recebeu em velocidade e tinha espaço para avançar, mas diminuiu o ritmo da jogada e acabou sendo desarmado pela defesa australiana.

A melhor chance da Austrália aconteceu aos 64 minutos. Após uma saída errada dos norte-americanos, Metcalfe arriscou de fora da área e obrigou Matt Freese a fazer boa defesa.

Os australianos cresceram na reta final da partida. Aos 76 minutos, Irankunda apareceu pelo lado direito e levou perigo em cruzamento para a área. Pouco depois, a Austrália voltou a pressionar e conseguiu duas finalizações consecutivas dentro da área, ambas bloqueadas pela defesa dos Estados Unidos.

Sem conseguir transformar a pressão em chances claras, a Austrália viu os norte-americanos administrarem a vantagem até o apito final. O momento mais curioso dos acréscimos aconteceu aos 93 minutos, quando o árbitro sentiu câimbras e precisou ser auxiliado pela equipe de arbitragem para concluir a partida.

📊 Números da partida

⭐ Destaque da partida

Alex Freeman

Mais uma atuação gigante do lateral de apenas 21 anos. Depois de contribuir com uma assistência na estreia contra o Paraguai, Alex Freeman voltou a ser decisivo ao marcar o segundo gol dos Estados Unidos e ajudar a garantir a classificação para as oitavas de final.

Além da participação ofensiva, Freeman foi extremamente seguro defensivamente. Venceu a maioria dos duelos que disputou e, principalmente durante o segundo tempo, quando os Estados Unidos baixaram suas linhas para controlar o resultado, desempenhou muito bem a função de terceiro zagueiro pelo lado direito.

Mas o principal destaque foi novamente sua parceria com Sergiño Dest. Os dois formaram a principal rota ofensiva dos Estados Unidos durante a partida e participaram de diversas das melhores jogadas criadas pela equipe. Essa dobradinha pelo lado direito já havia funcionado contra o Uruguai, na goleada por 5 a 1 nos amistosos, voltou a aparecer contra o Paraguai na estreia da Copa do Mundo e novamente foi decisiva diante da Austrália.

Quando Freeman e Dest conseguem combinar suas movimentações, os Estados Unidos apresentam sua melhor versão ofensiva. Foi exatamente isso que aconteceu mais uma vez em Seattle.

⭐ Outros destaques

Malik Tillman

Mesmo atuando em uma função diferente daquela que exerce normalmente por seus clubes, Malik Tillman voltou a ser um dos jogadores mais importantes dos Estados Unidos. Atuando mais recuado, quase como um camisa 8 pelo lado esquerdo, ajudou na construção das jogadas e supriu muito bem a ausência de Christian Pulisic na criação ofensiva.

Tillman criou duas grandes oportunidades durante a partida e participou diretamente dos melhores momentos ofensivos da equipe. Ao lado de Sergiño Dest, foi um dos principais responsáveis pelo controle norte-americano durante a primeira etapa.

👎 Destaque negativo

Cameron Burgess

O destaque negativo da partida fica para o zagueiro australiano. Burgess vinha de uma boa atuação contra a Turquia, mas acabou marcando contra logo aos 10 minutos e mudou completamente o rumo do confronto.

Com a vantagem no placar, os Estados Unidos puderam controlar o jogo da forma que mais gostam, administrando a posse de bola e reduzindo os riscos defensivos. Apesar de não ter feito uma atuação ruim durante os 90 minutos, o lance acabou sendo determinante para a derrota australiana.

✅ O que deu certo

Mais uma vez, a pressão alta dos Estados Unidos foi o principal diferencial da equipe de Mauricio Pochettino. Assim como aconteceu contra o Paraguai, os norte-americanos passaram praticamente todo o primeiro tempo jogando no campo de ataque, recuperando bolas rapidamente e impedindo que a Austrália conseguisse construir suas jogadas com tranquilidade.

O mais interessante é que os Estados Unidos parecem ter encontrado um equilíbrio que não existia durante os amistosos. O melhor exemplo continua sendo a partida contra a Bélgica, quando a equipe fez um excelente primeiro tempo, mas caiu drasticamente de rendimento após o intervalo. Nesta Copa do Mundo, Pochettino corrigiu esse problema.

O time continua diminuindo a intensidade ofensiva na segunda etapa, mas aumenta sua organização defensiva e passa a controlar os resultados com muito mais maturidade. Foi exatamente isso que aconteceu contra o Paraguai e voltou a acontecer diante da Austrália.

⚠️ O que preocupa

Curiosamente, o principal ponto de atenção é justamente essa queda de intensidade ofensiva no segundo tempo. Os Estados Unidos praticamente deixaram de atacar após o intervalo e passaram boa parte da etapa final defendendo a vantagem construída.

É verdade que essa estratégia vem funcionando e pode até fazer parte de um planejamento físico para a competição. Pochettino parece estar administrando a energia da equipe durante a fase de grupos, preservando intensidade para confrontos mais complicados no mata-mata.

Por isso, será interessante observar como os norte-americanos vão se comportar quando enfrentarem adversários de maior nível técnico ou em situações onde precisem buscar o resultado. Caso entrem no segundo tempo empatando ou perdendo, ainda existe a dúvida sobre qual será a resposta da equipe em um cenário de maior pressão.

🌎 Situação do Grupo D

Com a vitória, os Estados Unidos chegaram aos seis pontos e garantiram matematicamente a classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo.

A seleção de Mauricio Pochettino agora controla completamente o grupo e chega à última rodada muito próxima de confirmar também a liderança da chave. Dependendo dos demais resultados, os norte-americanos podem até jogar por um empate diante da Turquia para terminar na primeira colocação.

Já a Austrália segue viva na disputa. A equipe soma três pontos e terá um confronto direto contra o Paraguai na última rodada, em um jogo que pode valer uma vaga nas oitavas de final.

⏭️ O que vem a seguir?

Os Estados Unidos voltam a campo no dia 25 de junho, quinta-feira, às 23h (horário de Brasília), quando enfrentam a Turquia no SoFi Stadium. Classificada, a equipe norte-americana terá a oportunidade de confirmar a liderança do Grupo D.

Já a Austrália encara o Paraguai também no dia 25 de junho, às 23h, no Levi’s Stadium. O confronto pode definir uma das vagas restantes da chave para o mata-mata.

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