Território MLS
·27 de setembro de 2026
Estados Unidos goleiam Peru por 4 a 1 com gols de estreantes em Orlando

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Justin Ellis e Julian Hall marcaram em suas primeiras partidas pela seleção principal, enquanto Sebastian Berhalter fechou a vitória com um golaço
Os Estados Unidos começaram o novo ciclo após a Copa do Mundo com vitória por 4 a 1 sobre o Peru, neste sábado (26), no Inter&Co Stadium, em Orlando. Justin Ellis, Malik Tillman, Julian Hall e Sebastian Berhalter marcaram para a equipe de Mauricio Pochettino, enquanto Gianluca Lapadula fez o gol peruano.
A partida também marcou a primeira aparição de Cavan Sullivan pela seleção principal, já como titular aos 16 anos. Ao todo, 11 jogadores estrearam pelo USMNT durante o amistoso, oito deles adolescentes.
Os Estados Unidos precisaram de menos de quatro minutos para abrir o placar. Justin Ellis sofreu uma falta pelo lado esquerdo e, na cobrança, Gio Reyna colocou a bola dentro da área para o próprio atacante subir de cabeça e marcar em sua estreia pela seleção principal. O gol teve ainda um significado especial para Ellis, jogador do Orlando City, justamente no estádio onde atua pelo clube.
A equipe americana começou controlando a posse, mas o Peru encontrou espaço para responder. Aos 13 minutos, Piero Magallanes escapou pela direita e encontrou Jhonny Vidales pelo meio, que arriscou de fora da área e mandou perto da trave.
Um minuto depois, veio o empate. Yoshimar Yotún recebeu pelo lado esquerdo e cruzou na direção do segundo poste, onde Gianluca Lapadula ganhou pelo alto e cabeceou sem chances para Matt Freese, deixando tudo igual aos 15 minutos. U.S. Soccer
Os Estados Unidos voltaram a chegar aos 20. Peyton Miller avançou pela esquerda, ganhou no drible e cruzou rasteiro para Malik Tillman, que tentou finalizar de primeira, mas não conseguiu pegar bem na bola e facilitou a defesa de Pedro Gallese.
O Peru ainda voltou a ameaçar de maneira muito semelhante ao lance do gol. Marcos López cruzou da esquerda e Oliver Sonne apareceu no segundo poste para cabecear, desta vez nas mãos de Freese. A repetição da jogada mostrou uma das poucas dificuldades claras da defesa americana durante o primeiro tempo.
Já nos acréscimos, Cavan Sullivan recebeu pelo meio e abriu para Peyton Miller, que encontrou Tyler Adams na entrada da área. O capitão finalizou de longe, a bola desviou e saiu para escanteio. O intervalo chegou com 1 a 1, apesar da superioridade americana em posse e volume.
Pochettino fez apenas uma mudança na volta do intervalo, com Diego Kochen entrando no lugar de Matt Freese e fazendo sua estreia pela seleção principal.
Cavan voltou participando bastante no começo da segunda etapa. Primeiro encontrou Alex Freeman pela direita em uma jogada que terminou com finalização bloqueada. Pouco depois, lançou Gio Reyna dentro da área, antes de Tillman tentar avançar entre os defensores e cair após o contato com Miguel Araujo, sem marcação de pênalti.
A partida mudou de vez quando Pochettino começou a rodar o elenco. Mathis Albert, Julian Hall, Zavier Gozo, Sebastian Berhalter e Antonee Robinson entraram praticamente juntos, substituindo Reyna, Ellis, Sullivan, Yunus Musah e Peyton Miller. U.S. Soccer
E o impacto foi imediato. Poucos minutos depois de entrar, Mathis Albert arrancou em direção à área e sofreu a falta que o árbitro marcou como pênalti. Malik Tillman cobrou no canto esquerdo de Gallese e recolocou os Estados Unidos na frente aos 66 minutos.
A vantagem aumentou aos 72. Antonee Robinson virou completamente o jogo até Sebastian Berhalter, que dominou pelo lado direito e colocou uma excelente bola na área. Julian Hall apareceu no segundo poste e se jogou na bola para marcar também em sua estreia pela seleção principal, fazendo 3 a 1. U.S. Soccer
Berhalter continuou comandando o melhor momento americano. Aos 83, recebeu durante um contra-ataque e, de primeira, colocou Zavier Gozo em velocidade pela direita. O cruzamento rasteiro quase encontrou Hall novamente antes de a jogada terminar com Mathis Albert finalizando para fora.
O quarto gol veio aos 90 minutos. Depois de nova construção pelo lado esquerdo, Julian Hall recuou para Sebastian Berhalter, que dominou fora da área e acertou uma pancada no canto de Gallese para fechar a goleada por 4 a 1. U.S. Soccer
Os Estados Unidos terminaram com 70% de posse de bola, 16 finalizações contra cinco do Peru e seis chutes no alvo contra dois. A equipe de Pochettino também completou 94% dos passes e teve cinco escanteios, contra dois dos peruanos. U.S. Soccer
Sebastian Berhalter — Melhor jogador da partida. Entrou aos 62 minutos, justamente quando Mauricio Pochettino começou a colocar vários dos jovens em campo, e rapidamente passou a ser uma das principais referências do time. Deu um excelente cruzamento para o primeiro gol de Julian Hall pela seleção, participou de outro contra-ataque perigoso com um passe de primeira para Zavier Gozo e ainda fechou a vitória com um golaço de fora da área.
A atuação também reforça o novo tamanho de Berhalter dentro da seleção. Aos 25 anos, ainda é um jogador jovem, mas já aparece quase como um veterano em um grupo com tantos estreantes. E seu repertório começa a deixar cada vez mais difícil imaginar o meio-campo dos Estados Unidos sem ele: já conhecemos a enorme qualidade nas bolas paradas, mas contra o Peru ele mostrou novamente o cruzamento, o passe vertical e a finalização de média distância. Terminou com gol e assistência em pouco menos de meia hora.
Julian Hall — Entrou como centroavante e fez exatamente o que se espera de um jogador da posição: apareceu na área quando teve a oportunidade. Marcou seu primeiro gol pela seleção se jogando no cruzamento de Berhalter e depois deu a assistência para o golaço que fechou o placar. Não foi uma atuação dominante e ainda teve uma jogada em que não conseguiu chegar no cruzamento rasteiro de Gozo, mas sair da estreia com gol e assistência é um começo importante. Hall, aos 18 anos, tornou-se ainda o terceiro americano mais jovem da era moderna a dar uma assistência pela seleção principal. 📝 Análise da partida
O 4 a 1 foi justo, os Estados Unidos controlaram oda a partida e terminaram com 70% de posse, 16 finalizações contra cinco e 94% de aproveitamento nos passes. Mas foi uma vitória mais forte coletivamente do que marcada por grandes atuações individuais. Durante boa parte do jogo, principalmente no primeiro tempo, o ritmo foi até morno para um placar que terminou tão elástico. A diferença apareceu de verdade quando Pochettino começou a colocar sangue novo em campo no segundo tempo.
Um dos pontos mais interessantes foi Peyton Miller. Ofensivamente, mostrou exatamente por que vem sendo utilizado mais adiantado pelo New England Revolution: tem velocidade, personalidade no um contra um e conseguiu criar perigo atacando pela esquerda. O problema apareceu no outro lado do jogo. O gol de Lapadula nasceu de um cruzamento para o segundo poste em cima de Miller e, pouco depois, Oliver Sonne apareceu praticamente da mesma forma para cabecear. Não é novidade que existe essa dúvida sobre onde ele rende mais, porque hoje suas características parecem muito mais naturais como ponta do que como lateral. O amistoso serviu justamente para mostrar os dois lados dessa discussão. A defesa americana como um todo também não passou a mesma segurança vista em outros momentos. Alex Freeman foi, para mim, o melhor dos Estados Unidos no setor, enquanto George Campbell e Auston Trusty fizeram uma partida apenas correta. Não foi uma atuação ruim da dupla e Campbell continua sendo um jogador interessante, mas o Peru encontrou alguns espaços e faltou a sensação de segurança que aparece quando Chris Richards, que foi poupado para esta partida comanda a linha. E aí aparece algo que já tínhamos destacado no pré jogo: a mudança de hierarquia dentro da seleção. Berhalter e Freeman chegaram a esta Data FIFA com muito mais importância do que tinham um ano atrás, e a partida contra o Peru reforçou isso. O terceiro nome que merece entrar nessa conversa é Tyler Adams. Capitão da equipe, ele fez uma atuação extremamente segura, acertando 90 de 91 passes e controlando o meio-campo sem precisar aparecer de maneira espetacular. Adams sempre foi muito respeitado dentro do grupo e a braçadeira não surpreende, mas esse novo ciclo pode colocá-lo novamente de maneira definitiva entre os principais líderes da seleção caso fique saudável durante o ciclo.
Em contrapartida, Yunus Musah perdeu uma oportunidade importante. Vestiu a camisa 10 na ausência de Christian Pulisic, mas teve uma participação muito discreta em uma posição do campo que está cada vez mais disputada. O contraste ficou ainda maior quando Berhalter entrou e imediatamente aumentou o nível do meio. Musah terá outros três jogos nesta janela para responder, mas começou atrás nessa disputa.
Malik Tillman também esteve abaixo do que normalmente entrega. Marcou o segundo gol de pênalti, mas teve pouca influência no restante da partida e não conseguiu assumir o protagonismo ofensivo que se esperava dele em um jogo sem Pulisic. A boa notícia para os Estados Unidos é justamente essa. Mesmo com Tillman longe de sua melhor atuação, o ataque funcionou coletivamente e a equipe marcou quatro vezes.
Já Gio Reyna teve uma atuação mais confortável. Deu a assistência para Ellis, circulou por diferentes regiões do campo e voltou a mostrar algo normal quando veste a camisa da seleção: parece muito à vontade para receber por dentro, abrir pelos lados e participar da construção sem ficar preso a uma faixa específica.
E Cavan Sullivan teve uma estreia boa, mas ainda com nervosismo de um garoto de 16 anos, começou como titular, participou de duas boas construções ofensivas e foi ganhando liberdade aos poucos, mas parecia naturalmente mais preso do que outros estreantes. O peso sobre ele também é diferente. Mathis Albert, Gozo, Hall e Ellis entraram ou jogaram com muito menos expectativa ao redor, enquanto praticamente todos os olhos estavam sobre Cavan. Não foi uma estreia espetacular, mas também não precisava ser. A tendência é que, com mais minutos durante esta Data FIFA, comece a jogar com a mesma liberdade que demonstra semanalmente pelo Philadelphia Union.
Os Estados Unidos ganharam por 4 a 1 sem precisar de uma grande atuação de uma estrela específica. O coletivo funcionou, os jovens responderam quando entraram e alguns jogadores que já vinham crescendo dentro da seleção, principalmente Berhalter, Freeman e Adams, começaram a mostrar qual pode ser a nova hierarquia do grupo.
Os Estados Unidos voltam a campo na terça-feira (29), contra o Chile, no Energizer Park, em St. Louis. A partida começa às 21h, pelo horário de Brasília. Depois, o USMNT ainda enfrenta México e Canadá antes de encerrar esta Data FIFA. U.S. Soccer
O Peru também joga novamente na terça-feira, quando enfrenta o México.







































