Território MLS
·03 de julho de 2026
Estados Unidos recorrem à tecnologia e estudos cerebrais para aperfeiçoar cobranças de pênaltis na Copa do Mundo

In partnership with
Yahoo sportsTerritório MLS
·03 de julho de 2026

Tecnologia surge como aliada da USMNT para disputa de pênaltis na Copa do Mundo de 2026
Em busca de um desempenho histórico na Copa do Mundo de 2026, a seleção dos Estados Unidos decidiu investir em recursos científicos para aumentar as chances de sucesso nas disputas por pênaltis. A estratégia envolve monitoramento da atividade cerebral dos atletas e treinamentos desenvolvidos para reproduzir situações de alta pressão.
O projeto começou no início de 2025, quando a federação norte-americana firmou uma parceria com a empresa alemã Neuro11, especializada em neurociência aplicada ao esporte. Desde então, jogadores passaram a utilizar equipamentos capazes de registrar suas ondas cerebrais durante sessões específicas de cobranças de penalidades.
O principal objetivo é identificar o estado mental ideal para executar uma cobrança com eficiência. A partir das informações coletadas, a comissão técnica busca entender como os atletas alcançam o máximo nível de concentração e trabalha para que essa condição possa ser repetida durante partidas decisivas.
Para tornar os treinamentos mais próximos da realidade, os Estados Unidos criam cenários que simulam a pressão de um jogo oficial. Sons de torcida, distrações e diferentes estímulos são utilizados para desafiar a capacidade de concentração dos jogadores antes das cobranças.
O meio-campista Diego Luna, que participou dos testes antes de ficar fora da lista final da Copa, revelou ao The Athletic alguns detalhes do processo. Segundo ele, os atletas utilizam sensores presos à cabeça, além de um capacete conectado por fios a equipamentos de monitoramento. Luna afirmou que participou de três sessões e percebeu evolução no próprio desempenho nas cobranças de pênalti.
O trabalho não se limita ao aspecto mental. A equipe responsável pelo projeto também analisa um grande volume de dados estatísticos para identificar quais regiões do gol apresentam maior índice de conversão e quais facilitam a defesa dos goleiros. Com essas informações, cada jogador é orientado a treinar as finalizações nos pontos mais eficientes. Caso não se sinta confortável com a principal opção, passa a trabalhar outras áreas que também apresentam bom aproveitamento.
Durante as atividades, os atletas entram em campo utilizando equipamentos tecnológicos enquanto um sistema acompanha, em tempo real, todas as informações captadas durante cada cobrança.
O técnico Mauricio Pochettino reconhece que não existe forma de reproduzir exatamente a carga emocional de uma disputa eliminatória em Copa do Mundo. Ainda assim, acredita que a combinação entre tecnologia e simulações pode preparar melhor seus jogadores para momentos decisivos.
A comissão técnica evita divulgar detalhes sobre a metodologia utilizada para medir o nível de concentração dos atletas. Pochettino apenas confirmou que especialistas externos participam do processo de preparação psicológica e técnica voltado exclusivamente para as penalidades.
A iniciativa dos Estados Unidos segue uma linha semelhante à apresentada em uma pesquisa publicada, em 2021, pela Universidade de Twente, na Holanda. O estudo aponta que jogadores mais preparados para executar um pênalti apresentam maior atividade na região do cérebro ligada à realização de tarefas. Já atletas sob efeito de ansiedade ou distração tendem a ativar com mais intensidade o córtex pré-frontal, área relacionada ao planejamento e à preocupação com o futuro.
Caso os dados coletados pela seleção americana indiquem padrões semelhantes, o objetivo é desenvolver estratégias que ajudem os jogadores a atingir o estado ideal de concentração antes das cobranças, aumentando as chances de sucesso nos momentos mais decisivos da competição.
Ao vivo







































