RTI Esporte
·22 de setembro de 2026
Estêvão inicia novo ciclo com Carlo Ancelotti após início difícil no Chelsea

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·22 de setembro de 2026

Estêvão está de volta à Seleção Brasileira. Aos 19 anos, o atacante do Chelsea inicia com Carlo Ancelotti um novo ciclo depois de ter ficado fora da Copa do Mundo por causa de uma grave lesão muscular na coxa direita.
E o retorno acontece em um momento curioso: se na Seleção o jovem rapidamente se transformou em um dos jogadores mais decisivos da era Ancelotti, no Chelsea a nova temporada começou de forma bem diferente.
“Acho que não é ansiedade, acho que é um privilégio”, afirmou Estêvão em Brisbane, quando questionado sobre a possibilidade de recuperar espaço na Seleção Brasileira. A frase resume bem o momento. Afinal, o atacante trata a convocação como uma oportunidade para começar novamente.
A relação de Estêvão com o treinador italianocomeçou a ganhar força rapidamente. Em 2025, o atacante disputou sete partidas pela Seleção, cinco delas como titular, e marcou cinco gols, terminando o ano como o artilheiro da era Carlo Ancelotti.
Marcou contra o Chile, duas vezes diante da Coreia do Sul e balançou as redes contra Senegal e Tunísia. O último compromisso antes da lesão foi justamente diante da Tunísia, em novembro de 2025. Estêvão marcou de pênalti no empate por 1 a 1 e chegou aos cinco gols em apenas cinco partidas como titular.
Apesar da pouca idade, o jogador rapidamente ganhou espaço no time de Carlo Ancelotti. Mais do que gols, oferecia profundidade, atacava espaços e buscava o um contra um, dando ao ataque brasileiro uma alternativa diferente.
Estêvão chegou ao Chelsea vindo do Palmeiras e precisou adaptar-se ao futebol inglês, mas terminou sua primeira temporada europeia com números interessantes. Foram 36 partidas, oito gols e três assistências pelos Blues em 2025/2026.
O brasileiro também foi titular em 20 desses jogos e marcou em três partidas consecutivas da Champions League. Foi uma temporada suficientemente boa para alimentar a expectativa de que 2026/27 seria o momento de dar mais um salto. Só que o cenário mudou.
Com Xabi Alonso no comando, Estêvão começou a temporada praticamente fora da rotação da Premier League. Até a quinta rodada, tinha entrado em quatro partidas do campeonato, sempre como suplente, somando apenas 47 minutos.
Nunca esteve mais de 15 minutos em campo em nenhum desses jogos. No período, não marcou nem deu assistência. No total, considerando também a Copa da Liga, Estêvão tinha seis jogos e 148 minutos em 2026/27, ainda sem gols ou assistências. É uma mudança significativa em relação ao ano anterior.
Estêvão, porém, prefere não transformar a situação em problema. E chega à Seleção Brasileira depois de atravessar algo ainda mais difícil: uma lesão que lhe tirou a possibilidade de disputar a última Copa do Mundo.
Minha família foi fundamental para mim nesse período de lesão», contou o atacante. Estêvão admitiu que perder a Copa foi doloroso, mas explicou que passou a utilizar uma palavra como guia: resiliência. “Encarar dia após dia, esquecer o que passou e focar no futuro”, resumiu.
Agora, o futuro começa novamente com Carlo Ancelotti. O treinador já sabe o que Estêvão pode oferecer. E os cinco gols marcados na primeira fase da relação entre os dois ajudam a explicar por que o italiano continua apostando no jovem mesmo depois de um início de temporada complicado nos Blues.
No clube, Estêvão precisa recuperar espaço. Na Amarelinha, curiosamente, chega com crédito. E talvez essa nova oportunidade seja justamente o que precisava para voltar a ser o jogador que Ancelotti descobriu em 2025.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal















