Revista Colorada
·22 de janeiro de 2026
Estreante: Definido o árbitro do clássico Gre-Nal; veja

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A definição da arbitragem para o Gre-Nal 449 chamou atenção e gerou debate nos bastidores do futebol gaúcho. Para o clássico do próximo domingo (25), às 20h, no Beira-Rio, o chefe da arbitragem da FGF, Leandro Vuaden, optou por uma escolha que foge completamente do padrão histórico: Lucas Horn, de 37 anos, será o árbitro principal do jogo. Trata-se do primeiro Gre-Nal da carreira do juiz, o que torna a decisão, no mínimo, surpreendente.
Horn é árbitro da Federação Gaúcha desde 2009 e atua com frequência na elite do futebol estadual há cerca de dez anos. Integra o quadro da CBF e acumula experiência em partidas da Série B, C e D do Campeonato Brasileiro, além de jogos da Copa do Brasil, competições de base, aspirantes e futebol feminino. No entanto, há um dado que pesa: nunca apitou uma partida da Série A do Brasileirão como árbitro principal. Em jogos da elite nacional, esteve apenas na função de árbitro reserva.
Esse contexto aumenta o peso da decisão. Gre-Nal não é apenas mais um jogo do calendário. É um clássico de extrema pressão, impacto nacional, histórico de polêmicas e que costuma testar emocionalmente jogadores, comissões técnicas e, principalmente, a arbitragem. Por isso, tradicionalmente, a escala envolve nomes consolidados e rodados em grandes jogos.
E opções experientes não faltavam. Árbitros como Anderson Daronco, Rafael Klein, que apitou a final da última Copa do Brasil, e Jonathan Pinheiro, já testado em Gre-Nais e jogos de Série A, estavam disponíveis. Diferentemente do que se especulou, a escolha não tem relação com a pré-temporada da arbitragem da CBF, que se encerra no próprio domingo. Prova disso é que outros árbitros que participaram da atividade seguem escalados normalmente no Gauchão.
Ou seja, a decisão de Vuaden foi consciente e deliberada. Ao deixar de lado nomes consagrados, o chefe da arbitragem assume o risco e aposta em Lucas Horn como um árbitro em ascensão. Na prática, trata-se de uma tentativa de mudança de patamar: um bom desempenho em um Gre-Nal pode projetar definitivamente a carreira do juiz; um erro, porém, pode marcá-la negativamente.
Lucas Horn terá como assistentes Tiago Kappes Diel e Michael Stanislau. Érico Andrade será o árbitro reserva, enquanto Jeissyevan Gonçalves atuará como quinta árbitra. No VAR, a responsabilidade ficará com Jean Pierre Lima, auxiliado por José Eduardo Calza, um fator que pode ser decisivo em um clássico de tensão máxima.
O Campeonato Gaúcho de 2026 vem sendo marcado por apostas, novidades e testes, tanto dentro quanto fora de campo. O primeiro Gre-Nal do ano segue exatamente essa lógica. A arbitragem também entra nesse pacote de ousadia. A responsabilidade agora está nas mãos de Lucas Horn — e, sobretudo, de Leandro Vuaden, que bancou a escolha.
Se dará certo, só o apito final dirá. O certo é que o Gre-Nal 449 será, disparado, o maior desafio da carreira do árbitro.







































