MundoBola
·02 de fevereiro de 2026
Ex-árbitro aponta interferência externa do observador do VAR em Flamengo x Corinthians

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·02 de fevereiro de 2026

A divulgação do áudio do VAR da expulsão de Carrascal em Flamengo x Corinthians ganhou um novo desdobramento nesta segunda-feira (2). Em análise publicada nas redes sociais, a ex-árbitro e comentarista de arbitragem Renata Ruel apontou uma possível interferência externa do observador do VAR.
Segundo Renata, o áudio indica a participação ativa de Péricles Bassols, escalado como observador do VAR na Supercopa. Em trechos do diálogo, uma voz identificada como sendo do observador classifica o lance como “conduta violenta”, descreve o gesto do jogador e orienta a recomendação de revisão ao árbitro de vídeo.
O ponto central da análise não está no mérito da expulsão, mas no procedimento adotado. De acordo com os protocolos da CONMEBOL, da IFAB e da FIFA, o observador do VAR tem função exclusivamente avaliativa e pedagógica, com feedback depois da partida, individual ou coletivo.
"O observador de VAR não deve se envolver em nenhuma tomada de decisão nem interagir com o VAR, os AVARs ou o árbitro durante a partida, a menos que, em circunstâncias excepcionais, exista um risco claro de aplicação incorreta do protocolo do VAR", diz trecho do protocolo.
A única exceção prevista no regulamento é em caso de risco claro de aplicação incorreta do protocolo do VAR, e não de erro de interpretação do lance. Nos próprios documentos citados por Renata Ruel, o observador só pode atuar se o procedimento técnico não estiver sendo seguido, o que não se aplica no caso do lance de Carrascal em Flamengo x Corinthians.
Na avaliação da comentarista, ao descrever o lance, sugerir enquadramento como conduta violenta e indicar o caminho da decisão, Péricles Bassols extrapola as suas atribuições. Essa atuação caracterizaria interferência externa indevida, algo vedado expressamente pelo protocolo.
Em nota oficial, a CBF afirmou que a expulsão de Carrascal seguiu o Livro de Regras 2025/26 e o Protocolo do VAR, destacando que a revisão era permitida por se tratar de possível conduta violenta. A entidade também citou problemas técnicos no estádio e garantiu que a arbitragem cumpriu os protocolos.
A análise de Renata Ruel levanta um ponto que não aparece na nota. O questionamento não envolve o tempo da revisão nem a aplicação da regra, mas a participação do observador do VAR no processo decisório.
Mesmo com as explicações da CBF, não há esclarecimento sobre eventual interferência do observador. Se confirmada, a atuação não é prevista no protocolo e representa falha de procedimento, independente da correção da expulsão.








































