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·16 de abril de 2026

Ex-companheiro de Messi na seleção revela luta contra depressão: “Não podia controlar”

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O ex-jogador Ezequiel “Pocho” Lavezzi, ex-companheiro de seleção de Lionel Messi na Argentina, abriu o coração em entrevista concedida ao jornal italiano Corriere della Sera nesta quarta-feira (15/04), em Punta del Este, no Uruguai. O argentino falou de forma franca sobre o período mais difícil de sua vida, marcado por depressão, internações e reabilitação, além de refletir sobre seu vínculo com o futebol e a família.

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Ezequiel Lavezzi e Lionel Messi treinando juntos em Vespasiano, Minas Gerais, durante a Copa do Mundo de 2014 (Foto: Ronald Martinez/Getty Images)


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Lavezzi relatou que enfrentou um quadro de profundo sofrimento emocional entre o fim de 2023 e 2024, período em que chegou a ser internado em uma clínica especializada. Ele descreveu o momento como uma fase de escuridão. “Um profundo mal-estar, conheci a escuridão. Eu me fazia mal. A mim e a quem estava perto de mim. Alternava depressão com crises de ansiedade. Eu nunca estava lúcido, a cabeça cheia de pensamentos negativos”, afirmou.

O argentino também comentou as especulações que surgiram na época sobre seu estado de saúde. “Sim, mas eram coisas que eu não podia controlar. Eu era o único que sabia realmente o que estava passando. Eu tinha chegado ao fundo do poço, não conseguia mais me ver assim. Com o apoio da minha esposa e da minha família, me entreguei a psicólogos e a outros especialistas de uma clínica. Meu processo não acabou. Deixo um conselho para quem sofre assim: peçam ajuda”, disse.

Ao relembrar o processo de recuperação, Lavezzi destacou o impacto pessoal da experiência. “Orgulho por ter conseguido aceitar e depois enfrentar minhas fragilidades. E também gratidão: estar tão mal me mudou como pessoa. Sou um homem mais consciente e maduro. Às vezes você não pode conhecer a luz sem ter visto o escuro”, declarou.

O ex-jogador também falou sobre o futebol e sua relação atual com o esporte. “Não. Foi e sempre será meu melhor amigo, mas agora estou bem assim”, afirmou ao ser questionado se sente falta do futebol.

Lavezzi relembrou sua trajetória desde a infância em um bairro marcado por dificuldades até a escolha pelo futebol como caminho de transformação. Também comentou sua passagem por clubes como Napoli e Paris Saint-Germain, reforçando o carinho especial pelo futebol italiano.

“Foi o destino e também eu mesmo. O primeiro clube que me quis foi a Atalanta. Eles chegaram a oferecer o valor que eu tinha pedido, mas depois apareceu o Napoli. Para nós argentinos era a cidade de Maradona. Eu renunciei ao dinheiro, mas sentia que precisava escolher o azul”, disse.

Sobre a aposentadoria, o ex-atacante explicou a decisão de encerrar a carreira aos 34 anos. “Eu estava cansado, sentia que era o momento de parar e queria fazer isso ainda em alto nível. Foi um gesto de respeito ao futebol. A bola me salvou”, afirmou.

Lavezzi também destacou como o futebol foi essencial desde sua infância, ajudando a afastá-lo de um ambiente de violência e criminalidade. Hoje, segundo ele, sua prioridade é a família e o bem-estar emocional.

“Quero ser uma pessoa que não esqueça o que passou, que consiga valorizar a simplicidade e aproveitar a família. Quero viver”, declarou.

A entrevista reforça o momento de reconstrução pessoal do ex-jogador, que hoje vive no Uruguai e mantém uma relação mais distante do futebol, priorizando a saúde mental e a vida familiar.

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