Esporte News Mundo
·13 de março de 2026
Ex-craque da Seleção admite que vícios em sexo e videogame prejudicaram passagem pelo Real Madrid

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·13 de março de 2026

O ex-meia Zé Roberto, ídolo de clubes como Bayern de Munique e Palmeiras, revelou em entrevista ao Globo Esporte detalhes pouco conhecidos de sua carreira, e admitiu que excessos fora de campo prejudicaram sua passagem pelo Real Madrid no início da trajetória internacional.
Segundo o ex-jogador, o vício em videogame e a falta de disciplina na rotina foram fatores determinantes para um período irregular no clube espanhol.
O ex-atleta contou que, ainda muito jovem e recém-casado, perdeu o controle sobre a rotina de descanso e preparação física ao se dedicar intensamente a jogos eletrônicos, especialmente ao clássico Crash Bandicoot, no recém-adquirido PlayStation.
“Eu era muito novo, tinha 21 anos. Meu sonho era virar jogador e também ter um PlayStation. Quando comprei, aquilo acabou me atrapalhando muito”, contou.
Zé Roberto relatou que passava grande parte do dia com a esposa e virava noites tentando completar o videogame, o que resultava em noites mal dormidas, desgaste físico e queda de rendimento nos treinos.
“Eu namorava o dia todo e à noite jogava videogame. Chegava ao clube com olheiras. Aquela foi a única época em que saí da minha forma física”, relembrou.
O ex-jogador explicou que a obsessão por terminar o jogo gerava estresse e desorganização na alimentação.
Durante as madrugadas, ele passou a consumir grandes quantidades de alimentos pouco saudáveis, o que resultou em ganho de peso sem que percebesse.
“Eu ficava estressado porque queria zerar o jogo e não conseguia. De madrugada dava fome. Eu pedia biscoito, comia uma caixa inteira. Depois vinha lanche, refrigerante… fui ficando acima do peso sem perceber”, disse.
Em pouco mais de um ano no Real Madrid, Zé Roberto disputou apenas 21 partidas, antes de deixar a equipe. Se a saída precoce de um dos maiores clubes do mundo poderia ser vista como uma frustração, o ex-jogador enxerga hoje aquele momento como um ponto de virada na carreira.
Após deixar o Real Madrid, Zé Roberto retornou ao Brasil em 1998, por empréstimo ao Flamengo, onde permaneceu por cerca de seis meses. O período serviu para uma reflexão profunda sobre sua postura profissional e os hábitos que precisava mudar.
“Foi quando parei para analisar muita coisa que precisava corrigir para conseguir voltar à Europa e permanecer lá por muito tempo”, explicou.
Depois dessa etapa, o meia construiu uma longa trajetória no futebol europeu, passando 14 anos na Alemanha, com destaque para Bayer Leverkusen, Bayern de Munique e Hamburgo, além de uma passagem pelo Al-Gharafa, do Catar.
Apesar da carreira vitoriosa, Zé Roberto também conviveu com frustrações marcantes na Seleção Brasileira.
A principal delas foi a ausência na lista de convocados para a Copa do Mundo de 2002, torneio em que o Brasil conquistou o pentacampeonato.
O ex-jogador revelou que a decepção foi tão grande que ele sequer acompanhou o torneio.
“Eu estava no auge e não fui convocado. Fiquei muito chateado. Nem assisti à Copa. Vivi meu luto naquele momento”, afirmou.
Quatro anos depois, ele foi titular na Copa de 2006, na Alemanha, e integrou uma seleção brasileira considerada uma das mais talentosas da história recente, mas que acabou eliminada nas quartas de final.
Segundo Zé Roberto, um dos fatores para a queda precoce foi o condicionamento físico de parte do elenco.
“Aquela seleção, no papel, tinha tudo para ser campeã. Mas o futebol já tinha mudado. Não era mais só talento e nome. Era muito físico também”, analisou.
Ao todo, Zé Roberto disputou 1051 partidas, marcou 103 gols e distribuiu 49 assistências ao longo da carreira.
Ele vestiu as camisas de Portuguesa, Real Madrid, Flamengo, Bayer Leverkusen, Bayern de Munique, Santos, Hamburgo, Al-Gharafa, Grêmio e Palmeiras, além de ter atuado 84 vezes pela Seleção Brasileira, com seis gols.
Entre os principais títulos conquistados estão quatro Bundesligas, quatro Copas da Alemanha, uma Liga dos Campeões, um Campeonato Espanhol, além do Campeonato Brasileiro de 2016 e da Copa do Brasil de 2015, ambos pelo Palmeiras. A aposentadoria veio aos 43 anos, após uma passagem marcante pelo clube paulista.
Hoje, o ex-jogador mantém uma rotina intensa de treinos e atua como mentor de jovens atletas e influenciador digital, com milhões de seguidores nas redes sociais.
Mesmo reconhecendo que poderia ter prolongado ainda mais a carreira, Zé Roberto afirma que deixou os gramados sem arrependimentos.
“O mais difícil não foi decidir parar, mas saber que ainda poderia jogar mais. Hoje não tenho vontade nenhuma de voltar a jogar, porque dei o meu máximo”, concluiu.









































