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·23 de setembro de 2026
Ex-jogadores do São Paulo tentam barrar nova SAF do Vasco

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·23 de setembro de 2026

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Sete ex-jogadores e um preparador físico entraram na Justiça para tentar suspender a criação da nova SAF do Vasco. Informação recebida pelo Blog do São Paulo.
Entre os credores estão Breno e Lucas Kal, que tiveram passagem pelo São Paulo. O grupo apresentou medidas judiciais poucos dias antes da audiência que definirá o futuro de 90% da nova estrutura societária do futebol vascaíno.
A audiência está marcada para sexta-feira, 25 de setembro, às 14h. Até o momento, a proposta formalizada é a da Almirante Participações e Empreendimentos S.A., ligada ao empresário Marcos Lamacchia.
Os credores que contestam a operação são:
O grupo afirma ter valores a receber do Vasco e questiona se a reorganização societária proposta poderá afetar a forma de pagamento dos créditos.
Breno e Lucas Kal são os nomes que ligam o caso ao São Paulo.
Os dois tiveram passagem pelo Tricolor e agora aparecem entre os credores que contestam a operação envolvendo a SAF vascaína.
A ação, porém, não envolve diretamente o São Paulo. O clube é citado apenas pela trajetória dos dois jogadores.
Luiz Gustavo também está entre os credores, mas não é o ex-jogador do São Paulo destacado nesta história.
Os ex-jogadores pedem que a Justiça suspenda ou revogue decisões que autorizaram:
DIP é a sigla para debtor in possession, modalidade de financiamento utilizada durante processos de recuperação judicial. O objetivo é garantir recursos para manter a empresa funcionando enquanto a reestruturação é conduzida.
O pedido dos credores não cancela automaticamente a audiência. Para que o procedimento seja interrompido, será necessária uma decisão judicial específica.
Os credores também questionam a legalidade da criação de uma nova SAF a partir da estrutura atualmente submetida à recuperação judicial.
A principal dúvida é se a operação respeita os requisitos da Lei da SAF e se deveria ter sido submetida previamente à assembleia geral de credores.
Na visão do grupo, a mudança pode alterar a estrutura de pagamento das dívidas e reduzir a segurança jurídica dos credores.
A Justiça ainda terá de avaliar se a operação societária pode avançar sem uma deliberação específica dos credores.
A Justiça autorizou um financiamento DIP de até R$ 150 milhões para a Vasco SAF.
Parte dos recursos já foi liberada. Aproximadamente R$ 65 milhões foram recebidos para atender compromissos imediatos, como salários, despesas correntes e obrigações da recuperação judicial. 1144
O financiamento foi estruturado com a participação da Almirante Participações, ligada a Marcos Lamacchia.
O objetivo é manter o futebol do Vasco funcionando enquanto o processo de venda da nova SAF avança.
A operação prevê a venda de 90% da nova SAF vascaína.
A audiência para apresentação das propostas ocorrerá na sexta-feira, às 14h, com ofertas submetidas à Justiça.
Até agora, Marcos Lamacchia é o único interessado com proposta formal conhecida. A Almirante Participações aparece como proponente-base do processo competitivo.
Essa proposta inicial é conhecida como stalking horse. Caso outro interessado apresente uma oferta superior, Lamacchia poderá cobri-la, conforme as regras do procedimento.
A proposta do empresário prevê:
O valor global da operação é estimado em aproximadamente R$ 3 bilhões, considerando aportes, obrigações e garantias previstas no processo.
Mesmo que Lamacchia seja confirmado como vencedor, a operação ainda dependerá de etapas jurídicas e internas do Vasco, incluindo manifestações dos órgãos do clube e a constituição definitiva da nova empresa.
A Justiça poderá:
O ponto central será a compatibilidade entre a nova SAF, o processo de recuperação judicial e os direitos dos credores.
A contestação ocorre em um momento delicado para o Vasco.
O clube precisa de recursos para manter salários em dia, cumprir compromissos da recuperação judicial e organizar o elenco. Ao mesmo tempo, a disputa sobre a estrutura societária ainda não foi encerrada.
Uma eventual suspensão do empréstimo ou da audiência poderia atrasar a entrada de novos recursos e aumentar a instabilidade administrativa.
Os credores, por outro lado, argumentam que a necessidade de dinheiro novo não pode eliminar as garantias previstas na legislação.
A Vasco SAF recebeu aproximadamente R$ 65 milhões dos até R$ 150 milhões autorizados no financiamento.
Os recursos foram destinados a despesas imediatas e pagamentos relacionados à operação do futebol. A autorização também permitiu o avanço do processo competitivo para a venda da participação majoritária da nova SAF.
A liberação do dinheiro, porém, não encerra a discussão. Os credores agora tentam questionar tanto o financiamento quanto a venda da estrutura.
















