Revista Colorada
·18 de junho de 2026
Ex-Mazembe, Kidiaba ajudou a parar Cristiano Ronaldo na Copa do Mundo

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A surpreendente campanha da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 2026 ganhou destaque logo na estreia, quando a seleção africana arrancou um empate por 1 a 1 diante de Portugal em um dos resultados mais comentados do torneio. Na partida, o goleiro Lionel Mpasi Nzau teve atuação decisiva e protagonizou um dos momentos marcantes do confronto ao defender uma cobrança de pênalti de Cristiano Ronaldo.
Nos bastidores da seleção congolesa, um nome bastante conhecido do futebol internacional também faz parte dessa trajetória. Trata-se de Robert Kidiaba, ex-goleiro que marcou época no TP Mazembe e atualmente integra a comissão técnica da equipe nacional como treinador de goleiros.
Ídolo do futebol congolês, Kidiaba construiu uma longa trajetória defendendo a seleção entre 2002 e 2015, período em que disputou mais de 60 partidas internacionais. Durante sua carreira, participou de três edições da Copa Africana de Nações, mas nunca teve a oportunidade de atuar em uma Copa do Mundo. Isso porque a RD Congo não conseguia se classificar para o torneio desde 1974, quando o país ainda competia sob o nome de Zaire.
Foi justamente no TP Mazembe que Kidiaba alcançou reconhecimento mundial. Defendendo o clube por mais de uma década, entre 2002 e 2015, acumulou mais de 600 partidas, conquistou três títulos da Liga dos Campeões da África e ajudou a equipe a alcançar a histórica final do Mundial de Clubes de 2010.
Naquela campanha, o Mazembe chocou o futebol ao eliminar o Internacional na semifinal, resultado que projetou ainda mais a figura de Kidiaba, lembrado até hoje tanto por suas defesas quanto pela comemoração característica que se tornou viral ao redor do mundo. Na decisão, os africanos acabaram derrotados pela Inter de Milão e ficaram com o vice-campeonato da competição.
Após encerrar a carreira como jogador, Kidiaba permaneceu ligado ao futebol. Em 2017, retornou ao Mazembe para trabalhar no desenvolvimento de goleiros e, anos depois, foi incorporado à comissão técnica da seleção congolesa. Em 2026, participa pela primeira vez de uma Copa do Mundo, agora fora das quatro linhas, contribuindo para a preparação dos arqueiros que ajudam a escrever um novo capítulo na história do futebol da RD Congo.







































