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·26 de fevereiro de 2025

Ex-membro do Conselhinho critica 'crime' contra DM do Flamengo

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Lidando com uma série de lesões menores neste início de temporada, o Flamengo já chegou a cinco jogadores entregues ao departamento médico antes do início de março. E o acúmulo de problemas começou a gerar questionamentos, tanto de torcedores quanto de membros do clube. Diogo Lemos, membro do Conselho Deliberativo, do Conselho de Administração e ex-integrante do "Conselhinho", que tomava decisões no futebol na gestão Landim, criticou o que considera "um crime com o DM".

Em pouco mais de um mês com o time titular em ação, cinco jogadores visitaram o departamento médico por problemas musculares ou físico em geral. São eles: Alex Sandro, Ayrton Lucas, Juninho, Michael e Everton Cebolinha. O último se lesionou no sábado (22), contra o Maricá, e será desfalque contra o Vasco, no próximo fim de semana.


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Diogo, então, disse que é "um crime" o que a gestão de Bap fez com o departamento médico do Flamengo — que, segundo ele, era "referência" no Brasil. Em sua visão, a bandeira do profissionalismo não conseguirá ser sustentada pela cúpula a longo prazo.

"Um crime o que fizeram com o DM do clube, que era referência para todos os times do país. Mesmo com o Filipe [Luís] rodando todo o elenco, Flamengo tem recorde de lesões dos últimos anos. Quem poderia imaginar? 'Profissionalismo'. Será difícil sustentar essa narrativa por muito tempo", disparou.

Lesões bateram recordes nos últimos anos

Ainda que tenha sofrido com alguns problemas menores em 2025, o Flamengo não é um estranho no que se refere a altos números de lesões nos últimos anos. Ainda na gestão de Rodolfo Landim, o Rubro-Negro foi batendo recordes ano a ano na quantidade de atletas entregues ao DM.

Em 2022, o clube bateu o recorde dos cinco anos anteriores em número de lesões até maio, com 16. O maior número no período fora em 2020, com 11. Em 2023, a história se repetiu: ao fim da temporada, o Rubro-Negro fechou o ano com o maior número de lesões desde 2016, com 42 (um aumento de 62% em relação ao ano anterior). Vale destacar que, com Mundial, Supercopa e Recopa para disputar, o Mais Querido bateu recorde de jogos naquela temporada, com 76 partidas.

Por fim, em 2024, foram 30 lesões registradas ao longo do ano. No entanto, ao contrário de 2025, a maioria aconteceu em momentos decisivos da temporada, em que o Rubro-Negro atuava em várias frentes. Naturalmente, os desfalques acabaram prejudicando o time, que caiu vertiginosamente de rendimento

Filipe Luís vê como normal

Após o jogo contra o Botafogo, que trouxe a lesão de Juninho logo no primeiro tempo, Filipe Luís abordou o tema em entrevista coletiva. O técnico do Flamengo viu como normal a ocorrência de lesões neste início, principalmente considerando o nível de treinos que o time vem fazendo.

"Esse esforço que eles estão fazendo nesses jogos é o que vai condicionar eles para o futuro. Por isso que eu estou tentando separar bem as cargas. Olha, lesões acontecem no futebol, a gente não controla. O Juninho já vinha de uma metade de temporada, e agora está se adaptando. Hoje teve um pequeno incômodo, nada grave", explicou.

Ao tratar a situação, Filipe chegou a citar o termo "overtraining", expressão que se refere a ultrapassar o limite físico dos atletas. Para ele, em um momento de condicionar o elenco para uma temporada exaustiva, o surgimento de alguns incômodos é normal.

"Porque os jogadores estão treinados. E é normal que, quando acontece esse 'overtraining', eles possam sentir alguns incômodos às vezes. Mas o importante é que no outro dia, contra o Fluminense, revi o jogo — como sempre faço — e gostei. O Fluminense não chutou no gol, e o futebol não é só sobre chances criadas. O time foi muito sólido, hoje as chances que demos foram quase todas de erros nossos. Time muito sólido", exaltou.

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