Portal do Palestra
·20 de setembro de 2026
Ex-Palmeiras salva clássico no México com gol de bicicleta

In partnership with
Yahoo sportsPortal do Palestra
·20 de setembro de 2026

O Palmeiras pagou caro por Miguel Borja em 2017, esperou dele os gols que nunca vieram e ainda ficou com uma dívida que atrapalhou o clube anos depois. Neste sábado, o colombiano lembrou ao mundo por que alguém um dia apostou nele: entrou no segundo tempo do Clásico Nacional do futebol mexicano e salvou o América com uma bicicleta.
O jogo estava 2 a 0 para o Chivas, no Estadio Banorte, pela nona rodada do Apertura. Borja entrou aos 65 minutos. Aos 71, acertou a bicicleta que deixou o goleiro Raúl Rangel parado. Aos 74, completou passe de Henry Martín e empatou.
3
minutos entre os dois gols de Miguel Borja no Clásico Nacional, os dois depois de sair do banco
Borja chegou em 2017 como a contratação mais cara do clube à época, vindo do Atlético Nacional, e não correspondeu. A passagem virou referência de investimento frustrado — e o efeito durou mais que ele: a dívida da transferência com os colombianos travou, em 2020, a contratação do lateral Daniel Muñoz, hoje avaliado em R$ 140 milhões.
A bicicleta rodou as redes sociais na madrugada e recebeu o carimbo que se dá a esse tipo de lance: candidato a prêmio Puskás, o da Fifa para o gol mais bonito do ano. O empate manteve o América sem perder o clássico e transformou uma noite ruim em ponto salvo.
No mesmo fim de semana em que o Palmeiras joga pela liderança do Brasileirão, o atacante que não deu certo aqui foi o nome de um dos maiores clássicos da América Central e do Norte. É o tipo de coincidência que não muda nada na tabela e diz muito sobre como o futebol reposiciona um jogador quando o contexto muda.















