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·29 de setembro de 2026
Ex Presidente do São Paulo entra com ação na Justiça contra o clube

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Ex Presidente do São Paulo entra com ação na Justiça contra o clube
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O ex-presidente do São Paulo Julio Casares acionou a Justiça contra o clube para exigir a apresentação de documentos financeiros e pedir a realização de uma perícia judicial.
Na ação, Casares também solicita declarações que afastem acusações de gestão temerária e reconheçam a aprovação das contas referentes ao período em que esteve à frente do Tricolor.
O ex-dirigente afirma que foi alvo de uma articulação política e nega ter desviado ou se apropriado de recursos do clube.
Casares renunciou à presidência em janeiro, após sofrer um processo de impeachment, e foi posteriormente expulso do quadro social do São Paulo. Informação do jornalista Pedro Lopes.
Na ação judicial, o ex-presidente solicita que o São Paulo apresente documentos e planilhas relacionados às movimentações financeiras de 2025.
Entre os pedidos estão:
Depois da apresentação do material, Casares pede que seja realizada uma perícia judicial independente.
A intenção é verificar se os saques poderiam ter sido feitos dentro dos procedimentos financeiros do clube e com participação da diretoria responsável pela área.
Casares afirma que não existe prova concreta de que tenha se apropriado de qualquer valor.
Na versão apresentada por sua defesa, os saques em dinheiro eram relacionados a despesas operacionais do futebol, premiações e pagamentos de “bichos” aos jogadores.
O ex-presidente sustenta que o processo era organizado pela diretoria financeira e que as movimentações faziam parte da rotina administrativa do São Paulo.
Casares já havia apresentado justificativas semelhantes ao Conselho Deliberativo durante o processo de impeachment.
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam 35 saques em dinheiro realizados nas contas do São Paulo entre 2021 e 2025.
As operações totalizaram aproximadamente R$ 11 milhões.
A investigação também apura depósitos em dinheiro que somaram cerca de R$ 1,5 milhão nas contas pessoais de Julio Casares entre janeiro de 2023 e maio de 2025.
Os dois fatos são investigados, mas não há conclusão pública de que os saques do clube estejam relacionados diretamente aos depósitos recebidos pelo ex-presidente.
Em documentos enviados ao Conselho Deliberativo, Casares afirmou que parte dos valores foi utilizada em despesas operacionais de partidas.
A defesa citou pagamentos de arbitragem e outras despesas relacionadas à realização de jogos.
Também afirmou que aproximadamente R$ 4,78 milhões teriam sido destinados a premiações para jogadores, prática conhecida no futebol como “bicho”.
Outro documento atribuído à defesa apontou R$ 8,23 milhões em despesas operacionais dos jogos.
Casares sustenta que os registros das movimentações existiam e poderiam ser analisados em auditoria.
O balanço financeiro de 2025 do São Paulo foi reprovado pelo Conselho Deliberativo.
O relatório interno apontou que parte dos saques não tinha documentação suficiente para comprovar origem, finalidade e destino.
A Comissão de Ética considerou aproximadamente R$ 7 milhões como valores sem comprovação adequada.
O órgão recomendou a expulsão de Casares e o ressarcimento aos cofres do clube de valores que eventualmente tenham sido utilizados para fins particulares.
O Conselho Deliberativo aprovou a expulsão de Julio Casares em setembro.
A votação terminou com 223 votos favoráveis à expulsão e cinco contrários.
A decisão foi baseada em acusações de gestão temerária, movimentações financeiras questionadas e possíveis gastos irregulares com cartão corporativo.
A defesa do ex-presidente afirmou que o procedimento teve caráter político e que houve cerceamento do direito de defesa.
Casares afirma que sofreu uma articulação política dentro do São Paulo.
O ex-presidente sustenta que não recebeu todos os documentos necessários para elaborar sua defesa e que as acusações foram utilizadas para atingir sua imagem.
A ação judicial busca justamente ampliar o acesso às informações financeiras e produzir uma prova técnica independente.
A perícia poderá analisar se os documentos apresentados pelo clube são suficientes para confirmar ou afastar as suspeitas.
Caso seja autorizada, a perícia judicial poderá avaliar:
O resultado da perícia não substituirá as investigações criminal e administrativa, mas poderá produzir elementos para o processo judicial.
Julio Casares é investigado, mas não foi condenado pelos fatos.
O inquérito policial continua em andamento e ainda deverá analisar documentos, depoimentos e movimentações bancárias.
A existência de saques e depósitos não prova, por si só, apropriação indevida.
A responsabilidade sobre eventuais irregularidades dependerá da conclusão das investigações e de decisões judiciais.
O caso chega à Justiça em meio à eleição presidencial do São Paulo.
O clube escolherá o presidente para o triênio 2027-2029 em dezembro.
A gestão Casares e os episódios financeiros deverão ser utilizados como tema central pelas chapas que disputarão o comando do Tricolor.
A atual diretoria terá de responder aos pedidos judiciais e apresentar sua versão sobre os documentos solicitados.
A Justiça deverá analisar inicialmente se o São Paulo terá de apresentar os documentos requeridos.
Depois, poderá decidir sobre a realização da perícia.
O clube também poderá contestar os pedidos e apresentar sua própria documentação.
A ação cível não suspende automaticamente as investigações do Ministério Público e da Polícia Civil.
O São Paulo poderá se manifestar no processo e apresentar os documentos solicitados pela Justiça.
Até o momento, a ação representa a versão de Julio Casares e de sua defesa.
O clube mantém as acusações internas de gestão temerária e aguarda o andamento das investigações sobre as movimentações financeiras.








































