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·22 de setembro de 2026

Ex Presidente do São Paulo sofre derrota judicial e segue sob investigação policial

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TJ-SP rejeitou por unanimidade dois habeas corpus apresentados pelos advogados de Casares, que é investigado em inquéritos conduzidos por uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público

A situação jurídica de Júlio Casares ganhou um novo capítulo nesta semana. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, por unanimidade, dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa do ex-presidente do São Paulo no âmbito das investigações que apuram possíveis irregularidades durante sua gestão no clube.

As decisões foram tomadas na última quinta-feira, e a defesa ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Casares é alvo de dois inquéritos conduzidos por uma força-tarefa formada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.

Defesa de Casares queria acompanhar depoimentos

Um dos habeas corpus apresentados pelos advogados de Júlio Casares buscava garantir à defesa o direito de participar dos depoimentos de testemunhas durante a fase de investigação.

Os depoimentos são conduzidos pelo delegado Tiago Correia, da Polícia Civil, com participação dos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, do Ministério Público.

A Justiça, porém, entendeu que a defesa não terá direito de acompanhar os depoimentos das testemunhas nesta etapa do procedimento.

Segundo a decisão, a participação da defesa poderá ocorrer em uma fase posterior da investigação, não durante os atos de oitiva realizados no período investigativo.

Promotores podem atuar nas investigações

O segundo habeas corpus questionava a própria participação dos promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan nos casos envolvendo Casares.

A defesa alegava que os dois integrantes do Ministério Público não teriam sido formalmente designados para atuar nas investigações contra o ex-presidente do São Paulo.

O TJ-SP, entretanto, decidiu que os promotores podem participar dos trabalhos em conjunto com a Polícia Civil, formando a força-tarefa responsável pelos inquéritos.

Com isso, os dois pedidos apresentados pela defesa foram rejeitados por unanimidade.

Defesa ainda pode recorrer

Apesar das decisões desfavoráveis no TJ-SP, o caso ainda não está encerrado do ponto de vista jurídico.

Os advogados de Casares podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. Além disso, existe um terceiro habeas corpus apresentado pela defesa, também com o objetivo de questionar a participação de promotores nas investigações, que ainda não foi julgado pelo Tribunal de Justiça.

A defesa foi procurada pela reportagem e não havia se manifestado até a publicação da notícia.

Outras decisões já haviam sido desfavoráveis à defesa

A defesa de Júlio Casares também sofreu uma derrota anterior relacionada às investigações.

Um mandado de segurança que buscava permitir a participação dos advogados nos depoimentos de duas testemunhas também foi rejeitado pela Vara Criminal da Justiça de São Paulo.

Esses depoimentos fazem parte das investigações reveladas anteriormente sobre a gestão do ex-presidente no São Paulo.

O que investigam os inquéritos contra Casares?

Júlio Casares é investigado em dois inquéritos conduzidos pela força-tarefa formada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

As apurações tratam de possíveis irregularidades na gestão do São Paulo entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026, período em que Casares esteve à frente do clube.

É importante destacar que as investigações ainda estão em andamento e as suspeitas apuradas não equivalem, por si só, a uma condenação ou conclusão definitiva de responsabilidade.

O ex-presidente deixou o comando do São Paulo em janeiro de 2026, mas continua sendo alvo das apurações relacionadas ao período em que esteve na presidência.

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