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·27 de agosto de 2026
Ex São Paulo não poupa ninguém e detona Diretoria, Técnico e Jogadores como responsáveis por caos e pede SAF

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Ex São Paulo não poupa ninguém e detona Diretoria, Técnico e Jogadores como responsáveis por caos e pede SAF
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O momento vivido pelo São Paulo provocou fortes críticas de um dos grandes nomes da história do clube. Müller, ex-atacante e ídolo tricolor, não poupou diretoria, comissão técnica e jogadores ao analisar a fase turbulenta atravessada pelo clube.
Para o ex-jogador, a responsabilidade pela crise é dividida entre diferentes setores, mas começa na direção do São Paulo. Müller também criticou as contratações realizadas recentemente, questionou o trabalho de Dorival Júnior no Campeonato Brasileiro e afirmou que o atual elenco não demonstra personalidade suficiente para vestir a camisa tricolor.
Na avaliação do ex-atacante, a situação financeira do clube é tão grave que uma mudança de presidente, por si só, não seria suficiente para resolver os problemas.
Müller apontou a diretoria como a principal responsável pelo atual cenário do São Paulo.
Na avaliação do ex-jogador, a saída de Hernán Crespo foi realizada de maneira precipitada e acabou prejudicando o planejamento esportivo.
“A primeira e principal culpada é a diretoria, porque mandou o Crespo embora precipitadamente.”
“Fez contratações ruins, jogadores de time pequeno que não servem para o São Paulo.”
O ex-atacante ainda relacionou a situação esportiva ao ambiente político do clube e afirmou que a prioridade deveria ser o futebol.
A crítica de Müller não ficou restrita ao mercado da bola.
O ex-jogador afirmou que a disputa política interna do São Paulo estaria interferindo diretamente no futebol.
“Quando uma diretoria pensa mais em política do que no futebol, o time sofre as consequências.”
A declaração acontece justamente em meio à intensa movimentação nos bastidores do clube, com o Conselho Deliberativo discutindo a reforma estatutária e diferentes grupos políticos se posicionando sobre o futuro administrativo do Tricolor.
Müller reconheceu a capacidade do treinador em competições eliminatórias, mas fez uma avaliação bastante negativa do trabalho do comandante em torneios de pontos corridos.
“O segundo culpado é o treinador, muito ruim em pontos corridos. Só é bom em mata-mata.”
A crítica ganha peso diante da situação do São Paulo no Campeonato Brasileiro, competição na qual o Tricolor atravessa uma sequência extremamente negativa e passou a conviver com o risco de se aproximar perigosamente da zona de rebaixamento.
O elenco também não escapou das críticas.
Para Müller, o problema não está apenas na qualidade individual dos jogadores, mas na capacidade do grupo de suportar a pressão de defender o São Paulo.
“O terceiro é o grupo, que não tem condições e personalidade para jogar no São Paulo.”
Na sequência, o ex-atacante utilizou uma expressão forte para definir o momento do clube:
“É jogar a moeda pra cima e torcer para cair em pé de novo.”
A declaração resume a preocupação com a atual campanha e com a falta de respostas dentro de campo.
A conclusão do ex-jogador foi ainda mais contundente.
Para Müller, o São Paulo precisa de uma mudança estrutural profunda e a transformação em SAF seria, na visão dele, a única alternativa capaz de solucionar os problemas financeiros do clube.
“A única saída é virar SAF urgente.”
Müller ponderou que mesmo uma eventual mudança na presidência não resolveria o problema sozinha.
“Por mais que tenha um novo presidente bem intencionado, se ele não despejar R$ 1 bilhão não vai mudar nada, as dívidas continuarão.”
A avaliação coloca a crise financeira no centro do debate. O São Paulo vem discutindo internamente diferentes alternativas para equilibrar suas contas, enquanto a situação esportiva aumenta a pressão sobre a administração.
As declarações de Müller aparecem em um momento particularmente delicado para o São Paulo.
Além da sequência negativa no Brasileirão e dos protestos da torcida, o clube enfrenta forte disputa política interna, questionamentos sobre a gestão, problemas financeiros e discussões sobre uma possível mudança estrutural no modelo de administração.
Com o futebol pressionado e os bastidores em ebulição, a avaliação de Müller reforça uma discussão que deve ganhar ainda mais força no Tricolor: o São Paulo precisa apenas de uma mudança no futebol ou de uma transformação profunda em sua estrutura administrativa e financeira?
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