Revista Colorada
·09 de março de 2026
Ex-treinador do Inter revela detalhes da fuga em meio aos ataques contra o Irã

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A situação geopolítica atual acaba afetando também o futebol. Os mísseis lançados por Israel e Estados Unidos contra o Irã, por exemplo, obrigaram um ex-treinador do Internacional a deixar o país asiático às pressas. Trata-se de Osmar Loss, que trabalhou no Beira-Rio em 4 oportunidades, sendo a última como auxiliar em 2021.
Desde a última passagem pelo Clube do Povo, o treinador decidiu se aventurar no futebol asiático, tendo passado pelo Buriram United, da Tailândia, antes de assumir o comando do Persepolis, do Irã. O futuro do comandante, no entanto, é incerto, afinal ele precisou deixar o país para escapar da guerra.
Em meio a esse cenário, Osmar Loss se pronunciou. Em entrevista para o portal “GZH”, o profissional desabafou e afirmou que chegou a ouvir as explosões enquanto se deslocava com elenco de volta à Teerã, após partida fora de casa, e até a fronteira com a Turquia, por onde deixou o país asiático.
“A gente estava pronto para jogar na cidade de Isfahan, que fica ao sul de Teerã. Enquanto tomávamos o café da manhã no dia do jogo, alguns membros iranianos da comissão técnica receberam informações de que haviam começado os ataques. A partir daí, o foco passa a ser encontrar segurança e refúgio. Esperamos a confirmação do cancelamento do jogo, que ocorreu por volta das 11h. Como não era possível mais pegar voos, a decisão foi por retornar a Teerã por via terrestre”, iniciou o ex-Inter.
“Em Isfahan a gente não conseguiu ver, mas escutamos as explosões. Elas não eram tão próximas do hotel, mas a gente escutava claramente. No trajeto entre Isfahan e Teerã, a gente viu alguns mísseis passando. Inclusive um dos mísseis mais poderosos que o Irã tem, que sobe até a estratosfera e deixa um rastro muito característico, como um neon atrás dele. Foi bastante assustador”, acrescentou Osmar Loss, que finalizou falando sobre a saída do Irã.
“Foi em ônibus, com cerca de 20 estrangeiros de várias nacionalidades. Eram seis brasileiros e outros estrangeiros que também jogavam no Irã. Foi uma viagem longa. O clube providenciou um ônibus com dois motoristas e pessoas que falavam farsi, que é o idioma dos iranianos. A viagem durou praticamente 15 horas entre Teerã e a fronteira com a Turquia. Mas a passagem pela fronteira foi muito tranquila e muito bem organizada pelo clube. Depois de cruzarmos a fronteira, ainda viajamos duas horas até a cidade turca de Van, onde dormimos. De lá, pegamos um voo até Istambul e depois viemos para o Brasil”, concluiu o ex-Inter.









































