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·06 de julho de 2026

Ex-volante Fabrício relembra bastidores da saída do Corinthians e conflito com Alberto Dualib

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  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

Campeão brasileiro pelo Corinthians em 2005, o ex-volante Fabrício relembrou um dos episódios que marcaram sua passagem pelo clube. Em entrevista ao programa Vestindo Histórias, da Itatiaia, o ex-jogador contou detalhes do desentendimento que teve com o então presidente Alberto Dualib e explicou como o episódio acabou sendo determinante para sua saída do Parque São Jorge.

Segundo Fabrício, a situação aconteceu após uma derrota para o Cruzeiro, no Mineirão. Na ocasião, ele cometeu um pênalti durante a partida e, ao desembarcar em São Paulo, foi questionado por jornalistas sobre uma suposta declaração de Dualib, que teria defendido sua saída da equipe.


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Foto: Reprodução

Ao recordar o momento, o ex-volante afirmou que respondeu em tom de ironia e relembrou o encontro com o dirigente logo depois.

“Cheguei a São Paulo no dia seguinte e todo mundo veio em cima de mim: imprensa… Falaram que o presidente disse que eu tinha que sair do time. Eu falei: ‘Tem que relevar o que o presidente está falando. Ele está com a idade avançada, relaxa’. Saí direto do aeroporto com o Betão, mais dois jogadores do time e o Antonio Lopes (técnico). Cheguei lá, e o Dualib, coitado, gostava de mim, mas pau que dá em Chico dá em Francisco. Eu não levava desaforo para casa.”

Durante a entrevista, Fabrício também relembrou que enfrentava dificuldades físicas naquele período e revelou que chegou a pedir para não atuar diante do Cruzeiro por ainda não estar em plenas condições. Apesar disso, foi escalado pelo técnico Antônio Lopes e acabou cometendo o pênalti que marcou aquele confronto.

“Nada é por acaso, mas tudo acontece aqui. Foi aqui no Mineirão, rapaz. Foi dessas idas e vindas, com o Lopes insistindo para eu jogar, e eu sem ritmo de jogo, pedindo para não jogar. Joguei. Ele me colocou contra o Cruzeiro, e eu estava arrebentando. Mas, pela falta de ritmo de jogo, cruzaram uma bola e eu fui dominar dentro da área para puxar o contra-ataque. Quando fui dominar, porém, a bola bateu no meu braço. Pênalti. Foi o meu terceiro pênalti. Já tinha cometido um contra o Palmeiras e outro contra o São Paulo.”

Fabrício explicou que, posteriormente, Alberto Dualib negou ter feito a declaração divulgada pela imprensa. Mesmo assim, o clima nos bastidores já havia se deteriorado, e o volante acabou deixando de ser utilizado pelo Corinthians até o fim da temporada, apesar do apoio recebido do elenco e da comissão técnica.

“‘Eu não falei isso’, ele falou para mim. Eu respondi: ‘Pô, presidente, então eu caí na armadilha dos caras. O cara falou…’. Ele estava vermelho. Achei que ia enfartar, que daria problema. Ele queria me afastar, mas o grupo me segurou. O Lopes disse que isso afetaria o vestiário. Me levaram para todos os jogos, mas definiram que eu não entraria. Foi o fim da minha história no Corinthians.”

Fabrício defendeu o Corinthians entre 2001 e 2005. Durante sua passagem pelo clube, conquistou a Copa do Brasil de 2002, o Torneio Rio-São Paulo de 2002, o Campeonato Paulista de 2003 e o Campeonato Brasileiro de 2005. Após deixar o Timão, o ex-volante construiu uma trajetória de destaque no Cruzeiro, onde atuou entre 2008 e 2011 e se tornou um dos ídolos da torcida mineira.

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