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·18 de agosto de 2026
Ex zagueiro do São Paulo pode gerar rombo inacreditável de R$ 14 milhões

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O São Paulo é alvo de uma ação trabalhista movida pelo zagueiro Ruan Tressoldi, que cobra aproximadamente R$ 13,7 milhões do clube por valores trabalhistas, indenizações e alegadas irregularidades relacionadas ao tratamento de uma lesão sofrida durante sua passagem pelo Tricolor, entre janeiro e junho de 2025.
No processo, o jogador acusa o São Paulo de negligência médica, afirma que foi colocado em campo mesmo apresentando dores e questiona a ausência de um seguro obrigatório para atletas profissionais.
O clube contesta as acusações e sustenta que Ruan recebeu acompanhamento médico, exames, tratamento fisioterápico e avaliações especializadas durante todo o período.
Segundo a ação apresentada à Justiça, Ruan Tressoldi começou a sentir fortes dores no joelho direito durante o confronto contra o Palmeiras, em 11 de maio de 2025.
O zagueiro afirma que comunicou o problema ao São Paulo, mas teria sido orientado a permanecer em campo.
Três dias depois, em 14 de maio, ele teria sido escalado contra o Libertad, pela Libertadores, sem a realização de exames antes da partida, segundo a versão apresentada no processo.
No dia seguinte, uma ressonância magnética teria identificado:
Mesmo depois do diagnóstico, Ruan afirma que voltou a ser utilizado. Segundo o processo, ele foi escalado para enfrentar o Náutico no dia 20 de maio.
A alegação é um dos principais pontos utilizados pelo jogador para sustentar a acusação de negligência.
Depois da evolução do quadro, a necessidade de cirurgia teria sido definida.
Ruan, porém, afirma que o procedimento acabou sendo adiado em meio a discussões entre São Paulo e Sassuolo, clube italiano que detinha seus direitos.
De acordo com a ação, os dois clubes teriam divergido sobre quem deveria assumir os custos do procedimento.
O zagueiro afirma que chegou a pedir ao São Paulo que acionasse um seguro de atleta para que pudesse realizar a cirurgia por conta própria.
Segundo Ruan, foi informado de que o seguro não havia sido contratado.
O empréstimo do jogador terminou em 30 de junho de 2025, e ele deixou o São Paulo sem ter passado pela cirurgia.
O procedimento acabou sendo realizado em 8 de julho, depois do encerramento do vínculo, e teria sido pago pelo próprio atleta em quatro parcelas no cartão de crédito.
O clube afirma que Ruan teve acesso a acompanhamento médico profissional durante sua passagem pelo Tricolor, incluindo exames, tratamento fisioterápico e avaliações de especialistas.
O São Paulo também sustenta que não houve abandono ou agravamento deliberado da condição clínica do atleta.
Em relação aos pagamentos, o clube afirma que cumpriu suas obrigações e que as verbas rescisórias foram quitadas de acordo com a legislação.
A defesa também contesta a versão de que o jogador ficou sem assistência médica adequada.
A ação apresentada por Ruan Tressoldi totaliza aproximadamente R$ 13,7 milhões.
Os valores cobrados incluem diferentes pedidos:
O jogador afirma ainda que ficou com três meses de direitos de imagem em atraso durante o período.
Segundo o processo, Ruan recebeu aproximadamente R$ 444 mil do São Paulo referentes à rescisão contratual.
O clube, entretanto, afirma que os valores rescisórios foram pagos corretamente.
Um dos pedidos de maior impacto financeiro está relacionado justamente ao seguro.
Ruan cobra aproximadamente R$ 6 milhões como indenização pela suposta ausência da contratação do seguro obrigatório para atletas.
O jogador sustenta que, caso a apólice tivesse sido contratada, poderia ter utilizado a cobertura para realizar o procedimento cirúrgico.
O São Paulo contesta a acusação e afirma que o atleta tinha acesso a assistência médica e plano de saúde durante sua passagem pelo clube.
A questão deverá ser analisada pela Justiça dentro do conjunto de provas apresentado pelas duas partes.
A ação de Ruan Tressoldi ganha ainda mais repercussão porque ocorre após uma temporada em que o departamento médico do São Paulo foi alvo de críticas.
Em 2025, o clube enfrentou uma quantidade elevada de problemas físicos no elenco. Ao longo da temporada, 65 jogadores passaram pelo departamento médico, segundo o levantamento citado no caso.
Houve ainda divergências sobre métodos e filosofias de trabalho dentro do departamento médico, especialmente durante o segundo semestre.
Isso fez com que o setor se tornasse um dos pontos mais sensíveis da temporada.
Ruan chegou ao São Paulo por empréstimo do Sassuolo para a temporada de 2025.
A passagem pelo clube, porém, acabou marcada pelo problema físico e pela ausência de sequência.
A disputa judicial agora coloca em lados opostos o jogador e o São Paulo em relação à condução do tratamento, aos pagamentos e à responsabilidade pelos custos da cirurgia.
Até o momento, não há decisão definitiva da Justiça reconhecendo as acusações feitas pelo atleta. O São Paulo nega as irregularidades apontadas na ação.
O processo deverá avaliar documentos médicos, contratos, comprovantes de pagamentos, registros de atendimento e demais provas para determinar se houve ou não responsabilidade do clube.
O caso envolve três frentes principais:
1. Tratamento médico: Ruan afirma que foi utilizado mesmo com dores e diagnóstico de lesão. O São Paulo diz que forneceu acompanhamento adequado.
2. Seguro do atleta: o jogador afirma que o clube não contratou a cobertura obrigatória e pede R$ 6 milhões por isso. O São Paulo contesta a acusação.
3. Valores trabalhistas: Ruan cobra direitos de imagem, verbas rescisórias, multas e outros valores. O clube afirma que cumpriu as obrigações previstas em lei.
O processo, portanto, pode representar um novo impacto financeiro potencial para o São Paulo em um momento no qual o clube busca reduzir despesas, aumentar receitas e reorganizar suas finanças.

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