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·14 de janeiro de 2026

Executivo comenta planejamento para a base em 2026 e integração com o profissional

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  1. Por Fabio Luigi | Redação da Central do Timão

Nesta última semana, o executivo das categorias de base do Corinthians Erasmo Damiani concedeu entrevista ao portal Meu Timão e abordou diversas pautas. Durante o bate-papo, foi questionado sobre o planejamento para as categorias de base do clube em 2026, projetou uma maior integração com o departamento profissional e detalhou a situação de Henrique Lemos, filho do lateral-direito Fagner, que atua na base do Cruzeiro (onde o pai joga no time profissional) e fez parte de sua formação no Corinthians.

Erasmo Damiani foi anunciado como novo executivo da base do Alvinegro no dia 20 e já teve passagem nas categorias inferiores de Athletico, Internacional, Vitória, Atlético-MG e Botafogo, além de uma experiência à frente das categorias de base da Seleção Brasileira. Confira a seguir algumas respostas do dirigente.


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O executivo da base Erasmo Damiani e o presidente do Corinthians Osmar Stabile. Foto: Reprodução/Corinthians

Planejamento para as categorias de base do Corinthians em 2026

“Na verdade, o ano começa para nós essa semana, porque é quando voltam todas as categorias. Dia 14 (quarta-feira), todas as categorias voltam e aí nós começamos o planejamento para 2026. Em um primeiro momento, olhamos um pouco mais para a parte administrativa e algumas mudanças que nós tínhamos que fazer dentro do clube. Agora sim, nos voltamos um pouco mais para a parte técnica, onde nós vamos ter que ver as situações, quais são as nossas carências, quais são as nossas necessidades de recomposição de atletas, ver o que o profissional também tem mapeado, a chegada do Marcelo (Paz).”

“Até hoje (domingo, quando foi feita a entrevista) de manhã, nós conversamos já algumas coisas, então nós vamos estreitar cada vez mais a base com o profissional para que nós tenhamos um alinhamento linear do clube. E aí, em cima disso, nós vamos tocar 2026. Em fevereiro já começa o Brasileiro Sub-20. Então, nós temos aí do término da Copa São Paulo ao início do Brasileiro um mês.”

Conversas com Marcelo Paz, executivo de futebol recém-contratado para o futebol profissional masculino

“A gente vem conversando já desde quando ele (Marcelo Paz) chegou. Bem antes de ele chegar, nós já começamos a conversar. E hoje nós conversamos outras coisas. Daqui a pouco, minha ida a São Paulo, para nós sentarmos e conversarmos. Para ele entender o que eu vi na base desde a minha chegada, o que eu entendo, o que eu vejo que possa ser ainda melhor com o profissional; que ele pode nos ajudar, de que forma que ele pode me ajudar. A conversa foi baseada no planejamento. Foi uma conversa tranquila, mais do que nós podemos planejar para o Corinthians para 2026.”

Motivos de não terem levado todos os inscritos da Copa São Paulo para Jaú, sede do grupo 8 do Corinthians

“É uma questão de logística. Nós entendemos que o profissional também precisaria de atletas para estarem treinando lá daqui a pouco, para estar compondo o início da temporada. O profissional voltou dia 3 de janeiro, então nós entendemos como logístico essa melhor forma de ter pelo menos aqui 25 atletas, até porque nós só podemos ter 20 (contando) o banco.”

“Nós ficamos com cinco atletas fora. Você ter dez atletas fora também, às vezes, é mais difícil de administrar algumas coisas. Nós entendemos como uma melhor forma para que pudéssemos estar atendendo dentro do profissional e também aqui internamente. E aí, o que aconteceu? O profissional chamou três atletas e vieram três atletas para cá.”

“E o próprio São Paulo que você comentou, viajou (em 2025) com 24 para cá só, né? Conversei com o (Marcos) Biasotto (diretor de base do São Paulo) para saber como era o hotel, a alimentação, os quartos, que eu acho que é o ponto principal da competição: você tem que se alimentar bem e ter um bom repouso. Não perguntei com quantas pessoas eles vieram para cá, mas, pela estrutura que nós tínhamos, nós achamos ideal.”

Importância da torcida do Corinthians em Jaú

“Já desde cedo eles vivem uma pressão. A torcida do Corinthians é uma coisa que me impressiona bastante. Ela apoia muito, muito. Imagina, você joga o ano todo às vezes com, no máximo, 500, 600 pessoas. E você chega num jogo, 8 mil, 9 mil (torcedores). Fora o que está vendo pela televisão. Então tem que manter esse preparo também de que não é fácil jogar no Corinthians.”

Situação de Henrique Lemos, filho de Fagner (ex-lateral-direito do Corinthians e hoje no Cruzeiro); o Alvinegro segue com 50% dos seus direitos econômicos – atleta fez parte de sua base no Parque São Jorge.

“Quando eu cheguei, o Henrique já tinha ido para o Cruzeiro. É um acordo em que o Corinthians tem um percentual do atleta normal, como também nós temos outros jogadores. Não tem muito o que falar. Existe um contrato hoje da entre Corinthians e Cruzeiro. Eu sempre falo, qualquer jogador, eu sempre torço para que ele venha dar certo, para que ele consiga realizar o sonho. Ainda mais um atleta quando é filho de um atleta profissional conhecido. E nós temos uma parceria com o Cruzeiro, então também torço muito que ele dê certo, porque o Corinthians tem uma parte dele também.”

Integração entre base e profissional para 2026

“Desde o ano passado, nós tínhamos essa noção junto com o profissional de que eles poderiam, a qualquer momento, chamar alguns atletas que estavam aqui na Copinha para fazer parte da equipe principal, pelo menos para o início da temporada. Então, nós já estávamos meio que preparados para isso, porque a qualquer momento poderiam ser chamados. E a função da base é isso: deixar os atletas prontos para que eles possam estar indo para o profissional e se desenvolverem lá e ficarem por lá também.”

“Nós temos um facilitador que é do lado, né? Eu vinha do Atlético antes, o Botafogo não, mas no Atlético era no mesmo CT. Você também tem algumas facilidades, um contato muito maior. A base hoje é do lado (do profissional). O CT da base é do lado, então acho que essa integração deverá ocorrer naturalmente, e eu acho que tendo um acesso ainda maior junto com o profissional.”

“Não, não tem (nomes certos). Eles têm mapeado todos. Aí depende muito da posição que o profissional vai precisar, que estava precisando para aquele momento. Então, como os três também já passaram pelo profissional, ficou mais fácil para eles, porque já tem a convivência lá dentro do CT profissional.”

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