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·19 de julho de 2026

Faixa do River, Di Stéfano e Messi: os laços no futebol entre Espanha e Argentina

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Espanha e Argentina são rivais na grande final da Copa do Mundo neste domingo, às 16h, em Nova Jersey. Mas os laços históricos no futebol uniram os países por muitas décadas. Desde a homenagem a um clube tradicional do outro lado do oceano até a idolatria mútua a jogadores que seguem brilhando.

Esta, aliás, é a primeira decisão entre uma nação colonizadora e um de seus colonizados. Um confronto entre europeus e sul-americanos (que detém vantagem de 8 a 3) que ocorre pela décima segunda vez na final da competição. Os espanhóis buscam o bicampeonato, enquanto os argentinos, atuais campeões, querem o tetra.


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Imitação da camisa do River Plate

Em 1949, o Rayo Vallecano decidiu usar a faixa vermelha do time argentino em seu uniforme e estabeleceu uma das primeiras conexões no esporte entre os países. A razão principal, segundo os relatos, foi diferenciar-se do Real Madrid, que também jogava de branco. Então, a diretoria do clube emendou a homenagem ao River, multicampeão na Argentina e na América do Sul.

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Raphinha disputa a bola com adversário do Vallecano – Foto: MANAURE QUINTERO / AFP via Getty Images

A mudança deu certo, o Rayo Vallecano passou a ganhar mais jogos e nunca mais abandonou o uniforme branco com a faixa vermelha em diagonal. A semelhança com a seleção do Peru ou com o Vasco (na cor preta) é mera coincidência.

Di Stéfano troca de seleção

Craque de origem argentina, Alfredo Di Stéfano defendeu a albiceleste por vários anos. Quando foi para o Real Madrid, porém, se tornou ídolo e aceitou “virar a casaca” para a Espanha. À época, a Fifa ainda não impedia a mudança injustificada de seleções.

A questão é que Di Stéfano não teve sorte no assunto Copa do Mundo. Afinal, a Fúria não se classificou para o torneio em 1958 – sua principal chance de jogar o Mundial. Em 1962, já veterano, até foi convocado, mas se machucou e acabou cortado da lista final. Pelo Real, no entanto, marcou mais de 300 gols, conquistou cinco artilharias da Liga e, até hoje, está no top 5 da história de goleadores do clube merrengue.

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Alfredo Di Stéfano em ação com a camisa do Real – Foto: Cordon Press / Wikimedia Commons

Messi é cria do futebol espanhol

Por pouco, o maior astro do futebol na atualidade não defendeu a Espanha. A princípio, o pequeno Lionel Messi tinha todo o desejo de jogar pela Argentina. mas morava em Barcelona desde os 11 anos e demorou a ser levado para as seleções de base dos hermanos.

Mesmo não convencendo o meia-atacante a se naturalizar, o país europeu foi palco de algumas das atuações mais impressionantes que o mundo da bola já viu. Afinal, Messi jogou profissionalmente por 17 anos no clube baugrana. A certa altura, formou ataque infalível com Neymar e Suárez e acumulou títulos e gols.

Batalhão de jogadores na La Liga

O êxodo de argentinos para o futebol espanhol se tornou constante ao longo das décadas. Hoje, o número de jogadores que atua na La Liga é um recorde na Copa do Mundo 2026. Por sinal, são 24 jogadores da La Liga entre os dois elencos para a final – e sete deles defendem a Argentina.

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Inimigo íntimo: argentino Julián Álvarez defende o Atlético de Madrid – (Foto: Fran Santiago/Getty Images)

Outros tantos fizeram o caminho da naturalização em décadas anteriores, assim como Di Stéfano. Além disso, no banco de reservas há dezenas de casos de treinadores que fizeram e fazem sucesso na Espanha. Por sinal, o maior exemplo é Diego Simeone, que comanda o Atlético de Madrid há quase 15 anos. Seu filho, Giovanni, está no grupo que disputa a final da Copa e pode ser campeão do mundo neste domingo.

O técnico Lionel Scaloni é mais um que tem ligação estreia com o rival. Afinal, jogou por muitos anos em clubes espanhóis, casou-se com uma mulher que conheceu em Mallorca e tem dois filhos (Ian e Noah) que nasceram por lá. Ele, inclusive, vive em grande parte do tempo em uma região da ilha.

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