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·01 de agosto de 2026

“Falsas narrativas”: Palmeiras reage à denúncia de Maurício e detona postura do STJD

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 O Palmeiras decidiu levar para a esfera institucional a discussão sobre a denúncia contra Maurício no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Neste sábado (1º), o clube publicou uma nota oficial para contestar a abertura do processo disciplinar envolvendo a cotovelada do meia em Cacá, do Vitória, e afirmou que a decisão constitui “uma narrativa para pressionar a arbitragem”. 

A análise do caso acontecerá na próxima terça-feira (4), às 10h (de Brasília), quando o STJD julgará Maurício pelo artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Essa cláusula trata de conduta violenta e prevê suspensão de um a seis jogos, justamente o que fez o Alviverde questionar a denúncia. 


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O lance em questão ocorreu aos 25 minutos da etapa inicial da goleada do Palmeiras sobre o Vitória, por 4 a 0, na última quarta-feira (29), no Barradão. Envolvido na jogada, o zagueiro Cacá acabou expulso na partida por um carrinho em John Arias.

Além dele, também foram denunciados o Vitória, o presidente Fábio Mota e os jogadores Cacá e Luan Cândido pelos acontecimentos registrados na goleada. O processo ainda terá uma etapa posterior caso Maurício receba punição, e o Alviverde poderá recorrer da eventual suspensão aplicada.

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Maurício marcou um dos gols da goleada sobre o Vitória – Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Posicionamento do Palmeiras

O Alviverde se baseia na decisão em campo para questionar a denúncia do STJD. Seguindo o argumento do clube, o meia recebeu apenas cartão amarelo por faltar intensidade suficiente para justificar uma intervenção do VAR para expulsão. A nota também cita outros episódios da partida, comparando o lance do jogador com a entrada de Cacá em Arias. 

“Não é a primeira vez (e certamente não será a última) que, em nome da verdade, precisamos combater falsas narrativas criadas para pressionar ainda mais a arbitragem nos jogos do Palmeiras. Colocando em xeque uma vitória legítima obtida em campo.

Vamos nos ater aos fatos ocorridos na partida de ontem, em Salvador. O braço do meia Maurício acertou o rosto do zagueiro Cacá, razão pela qual o camisa 18 do Palmeiras terminou advertido com o cartão amarelo. Não houve, contudo, força ou movimento adicional que justificasse uma recomendação do VAR para expulsão.

Diferente da entrada sofrida pelo atacante Arias que resultou na expulsão de Cacá. O carrinho do atleta do Vitória atingiu com violência a perna do colombiano, colocando em risco a sua integridade física. Mais incompreensíveis, porém, são as reclamações sobre um possível pênalti não marcado para o Vitória no 2º tempo. Andreas Pereira sequer encostou no adversário, que se atirou com o objetivo de simular uma falta que não aconteceu.

[…]A verdade incontestável é que o Palmeiras faz uma das melhores campanhas da história do Brasileirão na Era dos Pontos Corridos. Somos a equipe com mais gols marcados e menos gols sofridos na competição até o momento, o que comprova a competência do nosso trabalho na atual temporada”, diziam trechos da nota. 

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