Portal dos Dragões
·23 de agosto de 2026
Farioli admite: “Hoje a equipa está mais fraca do que com o Rodrigo Mora”

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Francesco Farioli falou sobre o caso de Rodrigo Mora, numa intervenção em que abordou o ruído em torno do jogador do FC Porto e a responsabilidade de quem se pronuncia sobre futebol. O treinador explicou como manteve o contacto com o atleta e criticou algumas expressões que considerou excessivas no contexto da análise. Embora tenha admitido a dificuldade em gerir a situação, deixou uma garantia: “Temos de seguir em frente.”
Com Rodrigo Mora sob os holofotes, Francesco Farioli procurou distinguir aquilo que foi tratado internamente no clube da agitação gerada em torno do processo. O técnico assegurou que a relação com o jogador não foi afetada, apesar de reconhecer que o contexto obrigou todos os intervenientes a uma gestão particularmente cuidadosa.
Ao ser questionado sobre a atenção mediática dedicada ao jovem talento e sobre a negociação associada ao seu nome, Farioli começou por valorizar o interesse demonstrado, mas acabou por criticar o excesso de especulação entretanto criado.
“Apreciei a atenção que muitos media do sul deram ao Mora, para proteger um talento do FC Porto. Não esperava este nível de amor e carinho pelo nosso rapaz. Já disse várias vezes o que não gostei, sobretudo dos comentários em torno de uma negociação de mais de 50 milhões de euros que estava a acontecer. Houve muito ruído.”, afirmou. “Internamente, a minha comunicação com o jogador foi muito direta. Falámos individualmente pelo menos três ou quatro vezes, nos últimos dias. Nunca tivemos nenhum problema. É claro que não foi fácil para o jogador nem para a equipa gerir uma situação com tanto ruído, mas agora faz parte do passado. Temos de seguir em frente.”
O treinador separou, dessa forma, a exposição pública do diálogo que manteve com Rodrigo Mora. Apesar de ter manifestado desagrado pelo ambiente criado, Farioli considerou que o episódio está ultrapassado e pediu concentração no futuro da equipa.
A intervenção abordou também a linguagem utilizada no espaço mediático. Farioli explicou que decidiu reagir por entender que algumas opiniões públicas justificavam uma resposta e que era necessário lembrar o impacto que determinadas palavras podem ter.
“Hoje acordei e vi na televisão que estava a provocar alguém, mas estava apenas a responder. Aceito que não devo responder a um advogado, mas a partir do momento em que vai a um programa televisivo para dar uma opinião e expor certas coisas, e quando escreve um editorial no Record, acho que passa a existir um conflito de interesses que é necessário ripostar, de alguma forma. Foi o que fiz.”, explicou. “Todos os que estão envolvidos no futebol, sobretudo o que foram para a Universidade e estudaram tanto, precisam de entender o peso das palavras que utilizam. Quando começam a falar de “sofrimento” e “tristeza” ou quando dizem “Rodrigo Mora ‘morto’ aos poucos pelo seu treinador”, é necessário responder. Um dos meus exames preferidos na Universidade foi sobre como o peso das nossas palavras pode moldar a realidade e a nossa mente. Temos uma responsabilidade muito grande aqui.”
Mais do que se limitar a responder a uma polémica específica, Farioli centrou o discurso nos efeitos que certas formulações podem provocar sobre as pessoas envolvidas. A defesa de Rodrigo Mora foi apresentada como parte de um apelo a uma maior responsabilidade no debate público, num momento em que o treinador pretende afastar o ruído e virar a atenção para o trabalho da equipa.







































