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·08 de agosto de 2026
Farioli: «Alverca? Temos uma pequena desvantagem...»

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·08 de agosto de 2026

Depois de conquistar a Supertaça (1-0), o campeão nacional FC Porto faz, este domingo, a sua estreia nesta edição do campeonato, recebendo o Alverca. Francesco Farioli, treinador dos dragões, fez a antevisão da partida, em conferência de imprensa.
Antevisão do jogo: «Amanhã há muito entusiasmo para o arranque da época. Voltar com os nossos adeptos vai ser motivacional. Os adeptos vão fazer o resto. Sobre o Alverca, tivemos a oportunidade de os estudar, desde a mudança de treinador. É uma equipa que conhecemos bem, defrontámos várias vezes na época passada. Combina uma boa organização, com bom espírito desde a chegada do novo treinador. Jogam de forma mais positiva, tentam recuperar alto e construir sob pressão. Esperamos que joguem assim. Têm jogadores com qualidades técnicas e físicas interessantes. Temos de estar preparados e trabalhámos bem para isso»
Boletim de ausências: «Quanto a lesões, amanhã estamos sem o Oskar Pietuszewski e o Alberto Costa. O Oskar tem um problema muscular e o Alberto levou uma pancada que ainda traz alguns problemas. Têm diferentes timings de regresso. O Bednarek recuperou bem e vai a jogo»
Folga a dois dias do jogo: «É algo que pensámos na época passada. Queremos uma gestão própria da equipa. Tivemos dois dias de muito trabalho para todos e acreditamos que devemos ter picos durante a semana e momentos de redução da carga. É assim que montamos a nossa semana. Tivemos uma boa energia no treino de hoje e estamos muito focados, conectados, com boa emoção e ambição. É a única forma de ter os resultados que queremos.»
Mercado e conforto do treinador: «O mercado é sempre um grande puzzle. Há muitas peças que se vão mexer. É um jogo de xadrez, onde temos de estar atentos a todas as mexidas. Acredito que 95 por cento dos jogadores que temos vão optar por ficar aqui. Alguns podem ter o desejo de ter mais experiência e minutos. Quanto ao que podemos trazer, acho que estamos a trabalhar com compromisso e atenção para manter o nosso nível de ambição e mantermo-nos competitivos nas provas nacionais e preparados para a Champions. Temos muito para fazer. Estamos prontos para começar.»
Treinador do Alverca conhece bem o FC Porto: «É normal que quando sai alguém da tua casa e se torna rival haja sempre alguma desvantagem, mas faz parte do futebol. É como é. Num dia estamos no mesmo lado, no outro defrontamo-nos. O mais importante para nós é exibirmo-nos bem. Se formos respeitosos, tivermos atenção aos pormenores, acredito que temos a capacidade de ultrapassar qualquer desvantagem. O foco tem de estar no nosso lado, na nossa preparação e a nossa estratégia.»
Situação de Rodrigo Mora: «Sou muito honesto. Só tive um jogador que veio ter comigo a pedir para sair, que veio direto. O Rodrigo não foi ele. Não estou aqui para falar de cenários individuais. No final, a realidade é que temos um jogo amanhã. Sei que o mercado, neste momento, pode ser uma destruição, porque alguns jogadores pensam em destinos diferentes. Quem ficar, sabe que vai ter oportunidades em todas as provas que temos. Quando estás no FC Porto, não há nada maior que o FC Porto, os seus interesses e os seus adeptos.»
Equipa tem de ser menos previsível? «Disse que temos coisas a melhorar, não a mudar. Acho natural, numa época, ter coisas a melhorar e ter certas características em certas posições. Na reunião desta manhã com a reunião havia o nível certo de alerta nas nossas mentes, até porque há o mercado e a pressão das redes sociais. Lembro-me que na época passada, quando perdemos o nosso primeiro jogo, com o Nottingham Forest, havia dois ou três artigos que nos descreviam como uma equipa catastrófica, incapaz de jogar, com vários problemas. Sou uma pessoa aberta às críticas, exigente comigo. Quando não sou capaz de o fazer, tenho uma equipa técnica que o faz. Somos severos connosco. Ter uma época como tivemos, com 34 jogos e 28 vitórias, não vem por acaso, vem de consistência, capacidade de ultrapassar momentos difíceis, por vezes sem sermos perfeitos, mas mesmo assim acreditar no que fazemos. É isto que exijo aos jogadores: acreditar no que nos dá muito.»
Regresso de lesão de Samu: «Temos uma previsão, mas estamos numa fase precoce para o considerar uma opção, infelizmente.»
André Silva e comparação com Deniz Gul: «São dois jogadores diferentes. André é maturo, experiente, um jogador que nasceu e foi criado aqui. Fez uma carreira fantástica em vários clubes e decidiu voltar a casa. Veio com humildade, colocou-se ao serviço da equipa. É curioso sobre tudo o que fazemos. Já aconteceu várias vezes, depois do treino, perguntar por mais do que podia fazer para melhorar. É uma coisa especial quando se fala de alguém com a experiência dele, tendo muito conhecimento do jogo. É um jogador móvel, com presença na área e um jogador que sabe como ser o gatilho da equipa para iniciar a pressão. Quanto ao Deniz, temos um jogador que nem sabe o quão bom pode ser. Poderoso, muito veloz, tecnicamente dotado. Tem de encontrar consistência e a sua forma de contribuir para a equipa. O seu potencial é massivo, é um grande rapaz, que quer trabalhar. Lesionou-se na época passada e foi um dos principais carácteres para ganharmos o campeonato.»
Importância de começar a vencer: «Seria extraordinário. Na reunião desta manhã, um dos tópicos foi, não sei se conhecem a expressão, "burn the boat"*. Pessoas que atravessavam o oceano para ir para a América e, quando chegavam lá, queimavam o barco. Tem de ser esse o nosso espírito, o nosso desejo. O que está feito, está feito, e temos de parar as comparações com a época passada. Esta manhã queimámos o barco. Não nos comparamos com a época passada. O nosso pé tem de estar no chão para atacar o que está à nossa frente e explorar todas as possibilidades que a época nos vai dar. Não temos qualquer intenção de olhar para trás, mas sim para a frente.»
(em atualização)
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