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·12 de junho de 2026

FC Porto multado após queixa de “tratamento discriminatório” do Benfica

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O FC Porto foi punido com uma multa de 3.060 euros pela Federação Portuguesa de Futebol, na sequência de uma violação dos deveres de organização e segurança no clássico frente ao Benfica, relativo aos quartos de final da Taça de Portugal, disputado a 14 de janeiro.

A penalização resulta de uma queixa formal apresentada pela SAD encarnada, que acusou os azuis e brancos de terem dado um “tratamento discriminatório” e “humanamente degradante” aos adeptos encarnados.


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Em causa esteve o dispositivo de segurança que manteve centenas de benfiquistas retidos nas escadarias do Estádio do Dragão durante cerca de duas horas, levando a que muitos perdessem os primeiros 45 minutos da partida. Para além do atraso, gerou grande contestação a imposição de os adeptos terem de se descalçar no exterior do estádio, com o piso molhado, para serem revistados.

No processo, a defesa portista remeteu a responsabilidade, sustentando que os adeptos do Benfica chegaram tarde ao ponto de encontro e causaram perturbações nas escadas.

Quanto à ordem para retirar os sapatos, o FC Porto justificou-a como uma exigência “proporcional” recomendada pela PSP, tendo em conta o historial de utilização de engenhos pirotécnicos naquela bancada, defendendo que a segurança deveria prevalecer sobre a rapidez da entrada.

A versão dos dragões não convenceu o Conselho de Disciplina (CD). O acórdão, aprovado por unanimidade, critica duramente a logística montada pelo clube da casa.

Apesar de admitir que a revista aos sapatos era legítima face ao risco de segurança, o CD sublinha que o FC Porto falhou claramente ao não assegurar o mínimo de conforto aos espetadores.

O organismo concluiu ainda que os assistentes de recinto desportivo controlaram a entrada “a conta-gotas”, deixando torniquetes e postos de revista sem utilização enquanto a multidão aguardava nas escadas. A FPF concluiu que o Porto agiu com “negligência consciente” ao desrespeitar os avisos das forças de autoridade para acelerar o processo, agravando a coima devido ao histórico de reincidências do clube em falhas organizativas nesta época.

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