Portal dos Dragões
·18 de agosto de 2026
FC Porto pode ver lista da Champions condicionada pelas regras da UEFA

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·18 de agosto de 2026

Na época passada, Francesco Farioli não foi obrigado a fazer escolhas, uma vez que o FC Porto conseguiu inscrever todos os jogadores, incluindo os dez reforços. Agora, porém, a lista de atletas que os dragões terão de entregar à UEFA, até às 23h59 de 2 de setembro, para a fase regular da Liga dos Campeões, poderá ser limitada pelas regras da competição. Neste momento, não se colocaria qualquer questão, mas o mercado ainda promete movimentar-se até ao final do mês. Tudo dependerá da nacionalidade dos reforços e de eventuais saídas de jogadores portugueses, como Moura e Eustáquio. Vasco Sousa poderá assumir o papel de “jóquer”. Já explicamos.
As regras determinam que nenhum clube pode inscrever mais de 25 jogadores na Lista A. Desses lugares, pelo menos oito têm de ser ocupados exclusivamente por “jogadores formados localmente”, não podendo mais de quatro ser “jogadores formados pela associação”. Considera-se formado localmente um jogador formado pelo clube e pela associação (país). É neste ponto que será necessário fazer contas, partindo do princípio de que Mora sairá. Diogo Costa, André Silva, João Costa e Martim Fernandes foram formados no Olival, embora o lateral-direito também reúna as condições para ser inscrito na Lista B. Cláudio Ramos, Alberto Costa, Moura, João Afonso e Eustáquio são os jogadores formados em Portugal, mas apenas existem quatro vagas para esta categoria. Com a saída do internacional canadiano, que está autorizado a procurar clube, essa questão fica ultrapassada. Se, além dele, também saírem Eustáquio e Moura, o FC Porto terá, contudo, de reduzir a lista definitiva. “Se um clube tiver menos de oito jogadores formados localmente na sua Lista A, o número máximo de jogadores que podem ser registados nesta lista é reduzido em conformidade”, refere o regulamento da UEFA.
É neste contexto que Vasco Sousa poderá ser utilizado como “jóquer”. O jovem médio pode ser considerado formado no clube e, dessa forma, permitir que a quota de oito jogadores seja cumprida mesmo que apenas Cláudio Ramos, Alberto Costa e João Afonso sejam formados em Portugal. Caso seja contratado um reforço português, Vasco Sousa deixará de poder ser incluído. Se, pelo contrário, o novo jogador for estrangeiro, a sua presença poderá evitar que a lista final seja reduzida para 24 elementos.
Ficariam, assim, 17 lugares “livres”, além dos oito destinados aos jogadores formados localmente, para um total de 16 atletas do plantel atual: Kiwior, Nehuén Pérez, Prpic, Bednarek, Zaidu, Pablo Rosario, Alan Varela, Froholdt, Gabri Veiga, Inbeom, William Gomes, Pepê, Samu, Oskar, Borja Sainz e Deniz Gil.
O cenário poderá complicar-se com a chegada de novos reforços. Se o FC Porto contratar um avançado, um lateral-esquerdo e um médio, sem que nenhum deles seja português – nesse caso, poderia ocupar o lugar de Vasco Sousa -, Farioli poderá ter de deixar até dois jogadores fora da lista para a Liga dos Campeões.
Para as equipas portuguesas envolvidas nas competições europeias, há um detalhe particularmente relevante: o prazo para o envio das listas à UEFA termina às 23h59 de 2 de setembro. Essa data ocorre dois dias antes do encerramento do mercado em Portugal, que permanece aberto durante mais tempo do que nos principais campeonatos. Assim, qualquer reforço contratado nesse intervalo já não poderá ser inscrito pelo FC Porto na Liga dos Campeões. A SAD terá, por isso, de concluir as contratações até esse momento, sob pena de as últimas “caras novas” do plantel de Farioli apenas poderem atuar nas competições nacionais. Pelo menos até à entrada na fase a eliminar das provas europeias…







































