Portal dos Dragões
·23 de maio de 2026
FC Porto sub-17 entra no clássico com o Benfica focado em ganhar no Seixal

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A equipa de sub-17 do FC Porto chega ao clássico com o Benfica a apenas um ponto de conquistar o título de Campeão Nacional, mas José João manteve o discurso centrado no essencial: competir, preservar a identidade e vencer no Seixal. Com quatro jornadas ainda por disputar na Fase de Apuramento do Campeão do Campeonato Nacional de Juniores B, o treinador destacou a consistência, o controlo emocional e o ADN competitivo dos Dragões como os pilares de uma manhã que antevê exigência máxima. E deixou a garantia: “queremos é muito ganhar e ser Porto”.
Na antevisão de um encontro com enorme peso na classificação e também no simbolismo, José João transmitiu uma mensagem simples, mas exigente: quando a pressão aumenta, não há atalhos. O técnico da equipa de sub-17 do FC Porto orientou a conversa para a identidade e a disciplina competitiva, recusando que a dimensão do momento desvie a equipa do que considera fundamental.
Questionado sobre o estado da equipa e sobre a forma de encarar um clássico que surge após o último fim de semana, José João foi claro ao pedir equilíbrio entre ambição e controlo. O tom foi de confiança, mas sem espaço para excessos emocionais.
“A equipa está bem e tem uma vontade enorme de vencer de forma a inverter aquele que foi o resultado do último fim de semana. Claro que é um clássico, um jogo diferente e especial que traz uma motivação extra, mas temos de encará-lo como encaramos todos os outros.”, afirmou. “Não podemos deixar que a emoção se sobreponha à razão e estamos muito identificados com o nosso estilo de jogo. Temos de nos manter consistentes para conseguirmos mais três pontos. Estamos focados em vencer porque esse é o propósito deste Clube.”
Nas palavras do treinador, sobressai uma noção de maturidade competitiva que serve de referência para o encontro. O clássico é reconhecido como especial, mas só ganha sentido se for disputado sem comprometer os princípios que sustentam a equipa.
Quando o tema passou para a proximidade do título, José João fez questão de afastar qualquer ideia de cálculo. Insistiu que o foco não esteve na possibilidade de celebração, mas exclusivamente no duelo com o Benfica.
“Não tocámos nisso durante a semana, o nosso foco é só ganhar ao Benfica. Não estamos preocupados em sermos Campeões lá, queremos é muito ganhar e ser Porto, queremos entrar com uma determinação e vontade enormes, com a garra que caracteriza o ADN do FC Porto.”, sublinhou. “O nosso foco está no que antecede o resultado final, é isso que alimenta esta equipa desde o primeiro dia. Não escondemos que é um jogo especial contra um adversário direto, mas acima de tudo olhamos para o nosso ADN.”
Trata-se de uma abordagem que revela bem a forma como o treinador procura proteger a equipa da euforia do momento. Em vez de olhar para a meta, José João mantém os jogadores focados no processo, na identidade e na exigência que associa ao emblema.
Na análise ao encontro, o treinador previu uma partida equilibrada, decidida nos pormenores. E apontou dois aspetos que podem ser determinantes: a resposta defensiva e o desgaste provocado pelo calor.
“Vai ser um jogo intenso, de pormenores. Temos de estar muito atentos ao detalhe e os jogadores têm de estar conscientes das tomadas de decisão.”, explicou. “Vamos ter de defender bem e também temos de estar atentos ao calor, pois pode criar um desgaste extra, mas a equipa já tem maturidade suficiente para perceber isso. Olhamos para o jogo com otimismo, com paixão e com ambição. Queremos muito jogar estes jogos e estar nestes palcos.”
O retrato que fica é o de uma equipa preparada para um teste de máxima exigência sem abdicar da atitude certa: sem ansiedade e sem deslumbramento. Apenas a combinação entre lucidez, intensidade e a ambição de corresponder a um palco onde, para José João, a diferença começa muito antes do apito final.


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