A segunda janela de transferências do futebol brasileiro em 2026chegou ao fim nesta sexta-feira (11), depois de quase dois meses de negociações — o período de registro foi aberto em 20 de julho. Com o mercado agora fechado até o início do próximo ano, é hora de fazer um balanço completo de como o São Paulo se movimentou e como essa movimentação se compara à de seus principais concorrentes na Série A do Campeonato Brasileiro.
O saldo do São Paulo na janela
O Tricolor encerrou o período com seis contratações oficializadas e oito saídas confirmadas — um saldo negativo em número de jogadores, mas condizente com o movimento de enxugamento de elenco que já vínhamos acompanhando ao longo dos últimos meses, em meio à conhecida crise financeira do clube.
Newton (Botafogo) — contratação definitiva, por 3 milhões de euros
Victor Sá (FK Krasnodar) — contratação definitiva, sem custo
Pedro Lima (Wolverhampton) — empréstimo
Saídas do São Paulo:
Felipe Negrucci → Athletic-MG — empréstimo
Gonzalo Tapia → Columbus Crew — empréstimo
Luan → rescisão contratual
Alan Franco → Tigres — empréstimo
Moreira → Al-Nassr — liberado em definitivo
Paulinho → União Torreense — empréstimo
Hugo → Mito Hollyhock — empréstimo
Maik → MFK Dukla — empréstimo
O destaque financeiro entre as contratações foi Newton, ex-Botafogo, adquirido por 3 milhões de euros — o único reforço da janela que exigiu desembolso direto relevante por parte do clube, já que Victor Sá chegou sem custo e Iago Borduchi e Pedro Lima vieram por empréstimo. Do lado das saídas, nenhuma movimentação gerou receita direta para o caixa são-paulino: a lista é composta majoritariamente por empréstimos e pela rescisão amigável de Luan, que encerrou 16 anos de vínculo com o clube.
Como o São Paulo se compara ao resto da Série A
Enquanto o Tricolor optou por um mercado mais contido — reflexo direto das dificuldades financeiras que já vínhamos cobrindo extensivamente, incluindo atrasos salariais e a disputa em torno do contrato com a Ticketmaster —, outros clubes da elite do futebolbrasileiro tiveram janelas bem mais movimentadas.
Botafogo foi disparado o clube mais ativo do mercado, com nove contratações e nove saídas. O reforço de maior destaque foi o meia-atacante marroquino Hakim Ziyech, contratado junto ao Wydad Casablanca. Curiosamente, o Botafogo também foi quem vendeu Newton ao São Paulo — uma das poucas transações diretas entre os dois clubes nesta janela.
Do outro extremo, o Corinthians foi o clube que menos se movimentou entre os grandes: punido pela Fifa com um transfer ban, o Corinthians não registrou nenhuma contratação, mas também não perdeu nenhum jogador do elenco principal, mesmo com propostas recebidas por André e Breno Bidon.
O que essa comparação revela sobre o momento do São Paulo
O contraste entre a movimentação enxuta do São Paulo e o investimento pesado de rivais diretos como Botafogo, Santos e Fluminense reforça, em números concretos, o cenário que a torcida tricolor já vem acompanhando de perto: um clube que, no momento, precisa priorizar o equilíbrio financeiro e a reformulação interna do elenco em vez de reforços de impacto no mercado. Resta ao torcedor esperar que o investimento feito na base — tema que também temos coberto amplamente, com nomes como Gustavo Santana, Isac e Nicco ganhando espaço — compense, ao menos em parte, a ausência de grandes contratações nesta janela.
Veja tudo aqui:
ATHLETICO-PR
Chegadas
Dantas (Grêmio Novorizontino) – empréstimo.
Gilberto (Bahia) – contratação definitiva.
Jorge Rivaldo (Rionegro Águilas) – contratação definitiva por € 1,20 milhão.