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·05 de fevereiro de 2026

Federação do Rio ‘ameaça’ clubes em reta final do Carioca; entenda

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A reta final do Campeonato Carioca ganhou novos contornos após a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) divulgar um documento oficial aos clubes com uma recomendação clara: a utilização mínima de sete jogadores considerados titulares nas próximas partidas da competição. A medida, baseada no artigo 43 do regulamento, busca evitar escalações alternativas e preservar o nível técnico do torneio justamente no momento mais decisivo da temporada.

No texto enviado às diretorias, a FERJ destaca que a associação que, sem justificativa aceita pelo Departamento de Competições (DCO), deixar de utilizar sua equipe principal após a terceira rodada da Taça Guanabara poderá sofrer sanções financeiras. Entre elas, está a perda integral da cota mínima de transmissão e a aplicação de multa equivalente ao valor pago a um dos clubes grandes, que será revertida aos demais participantes.


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A federação sustenta que a iniciativa vai além do aspecto disciplinar. Segundo o documento, a decisão também tem como objetivo proteger os interesses comerciais do campeonato, valorizar os contratos de mídia e respeitar o torcedor, que espera ver em campo os principais atletas. A FERJ lembra ainda que os clubes de maior investimento receberam mais de R$ 1 milhão por jogo durante a Taça Guanabara, reforçando a necessidade de contrapartida esportiva.

O posicionamento surge em um momento sensível, em que parte dos times vem adotando estratégias de rodízio, poupando jogadores para outras competições ou priorizando o calendário nacional e continental.

Pressão cresce sobre os clubes na reta decisiva

A recomendação ganha peso principalmente sobre equipes como Vasco e Flamengo, que ainda correm o risco de disputar o Quadrangular contra o rebaixamento. A possibilidade de entrar no chamado “Grupo da Morte” representa não apenas um desgaste emocional e esportivo, mas também um impacto direto na programação das equipes.

Caso precisem disputar essa fase, os clubes terão mais duas datas no calendário, ampliando a sobrecarga física dos elencos e dificultando o planejamento para o restante da temporada. Nesse cenário, a pressão para utilizar força máxima tende a aumentar, já que qualquer tropeço pode custar caro.

Internamente, dirigentes avaliam que a medida da FERJ limita a autonomia técnica das comissões, mas reconhecem o peso financeiro envolvido. A perda da cota de transmissão e a aplicação de multa representam um prejuízo significativo, especialmente em um contexto de controle orçamentário.

Para a federação, porém, a prioridade é preservar a credibilidade do campeonato. A entidade entende que partidas disputadas com formações alternativas desvalorizam o produto, afetam audiências e enfraquecem a relação com patrocinadores e emissoras.

Com a recomendação formalizada, a tendência é que os clubes adotem postura mais cautelosa nas próximas rodadas. A utilização de pelo menos sete jogadores principais passa a ser vista não apenas como uma orientação, mas como um fator decisivo para evitar sanções e manter o equilíbrio esportivo da competição.

A reta final do Carioca, portanto, promete ser marcada não só pela disputa em campo, mas também por bastidores movimentados, pressão institucional e decisões estratégicas que podem definir o futuro dos clubes na temporada.

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