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·23 de maio de 2026

Felipão aponta que interesses externos atrapalharam Seleção no 7 a 1

Imagem do artigo:Felipão aponta que interesses externos atrapalharam Seleção no 7 a 1

O ex-treinador Luiz Felipe Scolari, o Felipão, quebrou o silêncio sobre os bastidores da histórica derrota do Brasil na Copa do Mundo de 2014. O comandante do 7 a 1 diante da Alemanha revelou falhas graves na blindagem do elenco canarinho. Segundo o profissional, o ambiente de trabalho acabou diretamente afetado por uma série de fatores políticos e comerciais no período.

“Nós não conseguimos blindar ou fechar totalmente a seleção da forma como blindamos ou como estávamos blindados em 2002. Foi muito problemático, porque a gente tinha que tomar umas atitudes que impactavam junto às pessoas que trabalhavam conosco, comerciais, empresas que eram patrocinadoras, uma série de detalhes. Interesses pessoais, interesses de grupos dentro da seleção”, desabafou Felipão.


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Responsabilidade pela goleada e balanço das campanhas

Atualmente exercendo o cargo de coordenador técnico no Grêmio, o veterano fez questão de assumir a culpa pelo resultado negativo. O profissional destacou que o revés elástico foi uma verdadeira catástrofe esportiva, mas ressaltou a impossibilidade de alterar o passado. Por outro lado, o ex-comandante fez uma análise comparativa sobre os desempenhos recentes do país em mundiais.

Scolari pontuou que a quarta colocação obtida em 2014 representa o melhor papel do Brasil desde o pentacampeonato na Ásia. A equipe nacional acabou eliminada na fase de quartas de final nas edições subsequentes na Rússia e no Qatar.

“É ruim? Sim, foi ruim, mas ainda foi o melhor lugar. Ninguém lembra disso”, cutucou o coordenador gremista.

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David Luiz, Ramires, Luiz Gustavo e Dante, do Brasil, demonstram desânimo após sofrerem um gol durante a partida entre Brasil e Alemanha na Copa 2014 – Foto: Laurence Griffiths/Getty Images

Felipão admite fim definitivo da mágoa com Galvão Bueno

O ex-técnico também aproveitou a oportunidade para colocar um ponto final na antiga polêmica com o narrador Galvão Bueno. O comandante admitiu que guardou forte chateação com as duras críticas desferidas pelo locutor logo após o encerramento do torneio. Contudo, o profissional de 77 anos garantiu que o assunto se encontra totalmente superado no aspecto pessoal.

“Fiquei chateado por algumas colocações, mas depois de um certo tempo falei com muita gente daquele tempo. Tenho 77 para 78 (anos). Vou levar adiante para quê? Vou ficar chateado com A ou com B? O que eu vou ganhar? Quanto tempo eu tenho de vida ainda para poder ficar raivoso com alguém? Passou! Cada um faz o seu trabalho”, encerrou o ex-treinador.

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