Central do Timão
·24 de agosto de 2026
Fernando Diniz analisa derrota para o Coritiba, explica desfalques e projeta sequência do Corinthians

In partnership with
Yahoo sportsCentral do Timão
·24 de agosto de 2026

O Corinthians voltou a campo na noite deste domingo (23) e sofreu sua segunda derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro. No Estádio Couto Pereira, em Curitiba, o Timão foi superado pelo Coritiba por 2 x 1, pela 24ª rodada da competição. Raniele marcou o único gol alvinegro na partida.
Com o resultado, a equipe comandada por Fernando Diniz permaneceu com 32 pontos e caiu para a décima colocação do Brasileirão. Após a partida, o treinador concedeu entrevista coletiva e analisou o desempenho corinthiano, além de comentar os desfalques, o desgaste provocado pela sequência de jogos e as opções disponíveis no elenco.

Fotos: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Ao avaliar a atuação, Diniz considerou positivos os primeiros minutos de cada etapa, mas reconheceu uma oscilação ao longo do confronto. O técnico também destacou o impacto físico e, principalmente, mental provocado pela sequência da temporada.
“Eu, falando do jogo, acho que a gente começou o primeiro tempo bem, o segundo tempo também. Os começos dos tempos foram muito bons. E aí a gente oscilou um pouco. Tinha mais uma coisa que era previsível por conta do jogo de quinta-feira, que é ter um desgaste físico. Mas o desgaste psicológico e emocional é muito maior do que o físico. Então, para você mobilizar de novo os jogadores para jogar a partida de hoje, é sempre um desafio. A gente sabia que não ia estar com 100% de energia para jogar hoje, principalmente a energia psicológica.”
Na sequência, o comandante lamentou os gols sofridos e avaliou que o Corinthians poderia ter saído de Curitiba com pelo menos um ponto. Diniz também falou sobre os jogadores que estão no departamento médico e destacou a participação de Memphis Depay, que permaneceu em campo por 51 minutos.
“Eu acho que a gente conseguiu fazer um primeiro tempo muito bom, e o começo do segundo tempo também. A gente tomou dois gols, de novo, muito evitáveis. Uma bola parada, acho que eles erraram na confecção da jogada e acabamos tomando o gol. Depois, no segundo gol, a gente estava com o time já com linha baixa. Nos dois jogos contra o Rosário, por exemplo, que a gente, teoricamente, teve que defender, a gente não teve nenhum problema, não cedeu nenhuma chance de gol. Hoje, por uma falta de atenção, a gente quis recuperar a bola muito rápido, em vez de marcar direito, e acabamos tomando o segundo gol. Senão, a gente poderia ter, pelo menos, empatado.”
“Em relação aos desfalques, eu acho que a gente vai, gradativamente, ter o retorno de alguns. Obviamente, quando a gente pode contar com todo mundo, o resultado é muito melhor. Mas eu não vou colocar só isso na conta dos desfalques, porque a gente tinha um monte de desfalques contra o Rosário, que era um duelo superimportante. A gente passou na Copa do Brasil, na Libertadores. Mas a volta dos jogadores será muito importante. Eu acho que, para o jogo do Santos, talvez a gente já tenha alguns jogadores do DM à disposição.”
“Como você disse, o Memphis hoje jogou 51 minutos e, na minha opinião, foi muito bem no jogo. Desde que eu estou aqui, foi a melhor participação dele. É um jogador que traz para o time muito peso, traz mais pressão para o adversário. Como eu disse antes de trabalhar com ele, e agora estou confirmando pelos poucos treinamentos e poucos jogos que a gente teve juntos, é um jogador de nível mundial. Então, é muito bom para a gente poder contar com o Memphis.”
Diniz explica momento de Lingard
Outro jogador abordado durante a entrevista foi Lingard. Questionado sobre o desempenho do atleta, Diniz relembrou o período de evolução após sua chegada ao Corinthians e citou questões pessoais e físicas que interromperam a sequência.
“Eu falo até que, desde quando eu cheguei aqui, ele esteve comigo, foi crescendo em um primeiro momento e aí viveu o melhor momento dele. Acho que foi isso comigo mesmo, depois de um mês que eu tinha chegado aqui. Ele fez gols, deu assistência. Depois, teve um problema familiar, do falecimento do avô, que era um avô-pai dele, e teve que se ausentar um pouco. Aí teve a Copa, ele ainda voltou para o funeral depois e está tentando retomar.”
“Ele estava com o tornozelo ruim, tinha torcido o tornozelo no treinamento, não pôde jogar contra o Rosário, ficar à disposição. Ele se colocou à disposição nesse jogo e jogou poucos minutos. Mas hoje, em relação aos outros jogos, acho que ele entrou e conseguiu contribuir um pouco mais. Eu espero que o Lingard, que é um jogador que já tem uma história bonita no futebol, volte ao seu melhor, e a gente vai fazer de tudo para ajudá-lo.”
Memphis pode atuar centralizado no ataque
Com Yuri Alberto entre os desfalques, Diniz também foi perguntado sobre a possibilidade de utilizar Memphis como referência mais centralizada no setor ofensivo. O treinador confirmou que considera a alternativa.
“É uma das possibilidades. Ele consegue jogar. A posição que ele mais atuou na vida dele é essa posição que ele jogou hoje. Com a presença do Yuri Alberto, a gente tem dois jogadores que a gente tem que encaixar, porque são dois jogadores de nível muito alto. Mas ele é uma possibilidade. Não é que a gente vai fazer sempre, mas, se for o melhor para o time nesse momento, é uma possibilidade bem real, bem concreta.”
Diniz fala sobre elenco e possíveis reforços
A quantidade de jogadores indisponíveis também levou a coletiva para o planejamento do elenco. Diniz voltou a afirmar que está satisfeito com o grupo atual e citou jovens que vêm recebendo oportunidades, além dos atletas que foram submetidos a cirurgias.
“Eu já falei mais de uma vez que eu gosto do time, gosto do elenco. Acho que a gente tem a possibilidade de ir lançando aos poucos. O Dieguinho está tendo minutagem, o Gui Negão hoje voltou a entrar, tem o garoto no banco que a gente está formando devagar, o João Pedro e o próprio Iago.”
“O que aconteceu com a minha chegada é que, por ora, nós perdemos três jogadores por cirurgia: o Labyad, o Kayke e o Vitinho, que por enquanto está fora também. Se não tivesse mais esses três jogadores, mais a volta do Yuri, mais a volta do André e agora do Memphis, o time é um time que tem… Eu não gosto de elenco imenso. Eu gosto do elenco do Corinthians, já falei mais de uma vez. A gente tem que cuidar para que não tenha lesões, e a maioria das lesões foi um pouco de falta de sorte. Essas lesões de joelho a gente não tem muito controle.”
O treinador também explicou que algumas das lesões musculares aconteceram justamente após períodos nos quais os jogadores tiveram uma carga menor de minutos.
“E, por incrível que pareça, as duas lesões musculares que a gente teve… Hoje, por exemplo, a gente poderia sugerir que o jogador machucasse por conta da sequência de jogos. Mas não teve lesão nesse sentido, quando a gente colocou o time para jogar de maneira sequencial. O Yuri Alberto, quando lesionou, a gente deu um descanso para ele. Ele entrou contra o Atlético-MG há 20 minutos e machucou. E o André também. Ele também tinha folgado, não tinha jogado contra o Atlético, contra o Inter jogou só 60 minutos e depois jogou mais 60 minutos. Acabou se lesionando.”
Apesar de demonstrar confiança no elenco, Diniz reconheceu que eventuais reforços seriam bem recebidos caso o Corinthians consiga solucionar os transfer bans que atualmente dificultam novas inscrições.
“Então, eu acredito que a gente, com a volta dos jogadores e conseguindo manter os jogadores no campo, sem ir para o DM, tem um time que a gente consegue tocar. Obviamente, se a gente conseguir pagar os transfer bans e conseguir fazer uma ou duas contratações, serão muito bem-vindas.”
Controle de carga e situação no Brasileirão
Diniz ainda detalhou os motivos das ausências de Matheus Bidu, Matheuzinho e Hugo Souza. Segundo o treinador, as decisões foram tomadas considerando questões físicas específicas de cada atleta.
“Sobre esse controle de carga, eu já falei mais de uma vez. Vou repetir uma frase que eu falei uma vez, acho que ela cai bem: o jogador não é só músculo e osso, mas também é músculo e osso. Em determinados momentos, o Bidu já vinha há um tempo jogando um pouco no sacrifício por conta de uma dor no púbis, e ele ficou mais por conta disso do que por causa do controle de carga da maneira fisiológica.”
“O Matheuzinho, desde que a gente voltou da Copa, foi um jogador que jogou todas as partidas por 90 minutos, e o corpo dele já estava pedindo uma recuperação. Então, o Matheuzinho já estava nos meus planos, nesse jogo, para conseguir dar uma folga para ele, porque estava na percepção de todo mundo e dele mesmo, que é o mais importante. Se ele falasse: ‘Estou bem, quero jogar’, ele teria vindo. Mas ele já estava exaurido de tanto jogo e treinamento.”
Sobre Hugo Souza, o treinador revelou um incômodo no joelho e explicou a escolha por Kauê para iniciar a partida.
“O Hugo sentiu um pouco, um estiramento no joelho, estava um pouco inseguro, e a gente achou melhor colocar o Kauê hoje para jogar e dar um tempo para ele se recuperar totalmente.”
Por fim, Diniz evitou estabelecer uma colocação específica como objetivo do Corinthians no Campeonato Brasileiro. Para o técnico, a equipe precisa buscar a melhor posição possível e tratar cada compromisso com caráter decisivo. Ele também lamentou os pontos desperdiçados nas derrotas recentes para Cruzeiro e Coritiba.
“Sobre o Brasileiro, eu acho que a gente tem que encarar todas as partidas de maneira decisiva. Não posso te afirmar. O Corinthians tem que almejar sempre o máximo possível que dá para ele. A gente perdeu dois jogos, tanto contra o Cruzeiro como no jogo de hoje. No mínimo, a gente teria que ter empatado pelas coisas que aconteceram no jogo. A gente teve chance de vencer tanto um como o outro jogo.”
“Foram duas derrotas, a meu ver, bastante doídas. A gente tinha que aproveitar melhor a chance de ter jogado em casa e ter vencido o Cruzeiro. E hoje era o jogo que a gente tinha que, no mínimo, levar um ponto daqui.”
Depois da sequência de compromissos, o Corinthians terá uma semana sem partidas antes de retornar aos gramados. O próximo desafio será contra o Santos, no domingo (30), às 16h, na Neo Química Arena, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.







































